Portal dos Dragões
·11 mars 2026
Alguém se lembra dele? “Gostava de ter feito parte de um grande FC Porto e vencido imensos títulos”

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Ícone do Ferencváros, Péter Lipcsei representou o histórico clube húngaro entre 1990 e 1995 e entre 2000 e 2010, tendo sido contratado pelo FC Porto no pico da sua forma a pedido expresso de Bobby Robson. A estrela húngara provou o seu valor, brilhou frequentemente nas Antas, apontou seis golos e ofereceu sete assistências em 28 jogos, mas uma lesão grave impediu que prolongasse o sucesso em Portugal. Ainda teve uma breve passagem por Espinho, mas foi no Ferencváros que se tornou uma figura emblemática dos verdes de Budapeste, somando 649 partidas e 170 golos, entrando para um pódio de nomes que continua comandado por Florian Albert.
Foi um trajecto de sonho e feliz, porém salpicado por episódios amargos. Lipcsei poderia ter sido uma referência duradoura no FC Porto, mas uma lesão travou uma época que prometia ser extraordinária. “Foi incrível ter assinado pelo FC Porto, adorei a cidade e as pessoas. Bobby Robson teve um grande papel na minha chegada. Ganhei o campeonato, mas ao fim de um ano no clube dei cabo dos ligamentos. Foi uma grande infelicidade. Estava a jogar e tinha muitas oportunidades, mas depois da lesão já não voltei o mesmo jogador. Não sei o que aconteceu, mas não me quero lamentar”, explana, despachando lamúrias. “Gostava de ter feito parte de um grande FC Porto e vencido imensos títulos, mas a vida reservou-me outro caminho. Vesti uma camisola especial e marquei as pessoas que estiveram comigo. Estou sempre a torcer pelo FC Porto, joguem contra quem jogarem e procuro apanhar jogos na televisão”, partilha, privilegiando as recordações positivas e sobrepondo-se à amargura: “Realizei-me ao jogar num clube mundialmente famoso e a minha família não esquecerá esse período”.
Lipcsei recorda ainda alguns momentos memoráveis em campo. “Marquei um belo golo ao Benfica num 3-0 e lembro-me de bisar contra o Salgueiros. Foram jogos especiais, mas toda a passagem, à parte da lesão, foi ótima”, avalia o antigo médio, hoje com 53 anos, que também passou pelo emblemático Espinho e foi colega de Carlos Carvalhal. “Era um ótimo jogador, fantástico defesa. Mas, realmente, a carreira de treinador destacou-o. Tenho visto que tem treinado grandes equipas. Gostava de cumprimentá-lo…”
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