Central do Timão
·26 décembre 2025
Amiga de Andrés Sanchez se manifesta sobre uso de cartão do Corinthians: “Não percebi que era do clube”

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O ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez voltou a ser citado em investigações envolvendo o uso do cartão de crédito corporativo do clube. Além de despesas pessoais, o dirigente teria permitido que uma amiga utilizasse o cartão da instituição para realizar compras particulares.
A pessoa em questão é Aurea Ramacciotti, que reconhece ter efetuado pagamentos com o cartão vinculado ao Corinthians, mas sustenta que tudo ocorreu por engano. Documentos fiscais reunidos pelo Ministério Público e conferidos pela reportagem do ge indicam que, em agosto de 2020, o cartão do clube foi usado em duas aquisições registradas em nome de Aurea: uma em uma loja de eletrodomésticos, no valor de R$ 5.184,27, e outra em uma loja de móveis, que somou R$ 7.105,89.

Aurea usou as redes sociais para parabenizar Andrés Sanchez pelo aniversário, na última quarta-feira — Foto: Reprodução
Procurada pelo Ge, Aurea afirmou que mantém amizade com Andrés Sanchez desde a infância, quando estudaram juntos, e relatou que também frequentava o clube social do Corinthians. Segundo ela, as compras ocorreram durante a mudança do ex-presidente após o fim de seu mandato:
“Andrés saiu do (bairro) Anália Franco quando acabou o mandato dele, e como sou amiga dele há 47 anos e sempre nos ajudamos, me ofereci para alugar e montar o apartamento (dele). Faltava TV e máquina de lavar. Eu comprei e paguei com cartão dele, mas não vi que era cartão do clube. Então foi isso”, justificou.
Aurea ainda reforçou que não percebeu que o cartão utilizado pertencia ao Corinthians: “Os dois cartões dele eram pretos com o nome dele. Ele não viu e eu também não prestei atenção. Só isso”, completou.
Apesar da explicação, os documentos fiscais analisados não apontam a compra de uma televisão ou de uma máquina de lavar. Consta na nota da loja de eletrodomésticos apenas a aquisição de um suporte para TV, compatível com aparelhos de 32 a 65 polegadas. Já na loja de móveis, foram comprados itens como mesa lateral, poltrona, banqueta, mesa de centro, cadeira, sofá, duas esteiras de sofá e quatro almofadas.
Para o Ministério Público, o fato de o cartão do Corinthians ter sido utilizado enquanto as notas fiscais foram emitidas em nome de Aurea caracteriza indícios de falsidade documental tributária, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. Na tarde desta sexta-feira (26), a promotoria protocolou requerimento para a instauração de inquérito policial com o objetivo de apurar a eventual participação da amiga de Andrés Sanchez em possível crime de lavagem de dinheiro. O pedido busca esclarecer as circunstâncias em que o cartão corporativo do Corinthians foi utilizado, bem como a dinâmica da relação entre os envolvidos.
Entre as diligências sugeridas estão a apuração da origem e da forma de disponibilização do cartão à investigada, inclusive para verificar se houve outros usos semelhantes, além do esclarecimento sobre o conhecimento e o fornecimento da senha. O promotor também requer explicações sobre o motivo de as notas fiscais terem sido emitidas em nome de Aurea, a natureza de sua relação com o ex-presidente do clube e a investigação de eventual pessoa jurídica a ela vinculada que possa ter recebido recursos, bens ou benefícios do Corinthians.
O promotor responsável pela investigação apresentou na semana passada uma segunda denúncia contra Andrés Sanchez e o ex-gerente financeiro do clube, Roberto Gavioli. Na ação, ele solicita que ambos devolvam R$ 101 mil cada ao Corinthians como forma de ressarcimento. Após a nova denúncia, a defesa de Andrés Sanchez divulgou um posicionamento oficial:
“A defesa de Andrés Navarro Sanchez, representada pelo escritório Fernando José da Costa Advogados, manifesta perplexidade diante da nova denúncia oferecida pelo Ministério Público, especialmente por ter sido distribuída por dependência ao processo relativo à primeira denúncia, atualmente suspenso, e reafirma que demonstrará a inocência de Andrés no regular curso do processo.”
Atualmente, Andrés já responde como réu em outro processo por apropriação indébita, também relacionado ao uso de cartões de crédito do Corinthians, mas esta ação encontra-se suspensa até que o tribunal analise o pedido de suspeição da juíza protocolado pelo MP-SP.
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