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·17 mai 2026

Análise: Palmeiras chuta muito, acerta pouco e fica no empate

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O empate entre Palmeiras e Cruzeiro por 1 a 1, na Arena Crefisa Barueri, deixou uma sensação incômoda para o torcedor alviverde. O Verdão produziu volume ofensivo, finalizou mais que o adversário, teve mais escanteios e rondou a área cruzeirense em boa parte do jogo, mas voltou a sofrer com um problema que pesa em partidas equilibradas: a falta de precisão.


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📊Estatísticas

PalmeirasCruzeiro

48%

Posse de Bola

52%

17

Finalizações

11

2

No Alvo

4

6

Escanteios

5

19

Faltas

14

3

Impedimentos

1

3

Defesas

1

Os números ajudam a explicar o resultado. O Palmeiras terminou a partida com 17 finalizações, contra 11 do Cruzeiro. A diferença, no entanto, aparece na qualidade dos arremates. O time de Abel Ferreira acertou apenas duas bolas no alvo, enquanto a equipe mineira finalizou quatro vezes na direção do gol.

O Cruzeiro também ficou mais tempo com a bola. A Raposa teve 52% de posse, contra 48% do Palmeiras, um dado que mostra que o jogo não foi de domínio territorial absoluto do Verdão. Ainda assim, o time alviverde criou volume suficiente para vencer, especialmente pela quantidade de chegadas e bolas levantadas na área.

Estatísticas de Palmeiras 1 x 1 Cruzeiro

O Palmeiras teve seis escanteios, contra cinco do Cruzeiro, e cometeu 19 faltas, cinco a mais que o adversário. O número de infrações reforça a intensidade do confronto, mas também mostra um Palmeiras que precisou interromper jogadas em diferentes momentos, sobretudo quando o Cruzeiro encontrava espaços para contra-atacar.

Outro dado relevante está nas defesas. Carlos Miguel fez três intervenções, enquanto o goleiro cruzeirense trabalhou apenas uma vez em finalizações no alvo. Isso escancara a diferença entre volume e eficiência: o Palmeiras atacou mais, mas obrigou pouco o adversário a fazer defesas difíceis.

O Verdão também foi flagrado em impedimento três vezes, contra apenas uma do Cruzeiro. O número mostra a tentativa palmeirense de acelerar jogadas e buscar profundidade, principalmente com Flaco López, Jhon Arias e Ramón Sosa, mas também evidencia certo desencaixe no último passe.

Palmeiras teve volume, mas faltou agressividade no alvo

O ponto central da análise está na relação entre finalizações e bolas no gol. O Palmeiras chutou 17 vezes, mas só acertou duas. Ou seja, a equipe teve presença ofensiva, mas baixa taxa de acerto. Em jogos contra adversários organizados, esse tipo de desperdício costuma custar caro.

O gol alviverde saiu com Felipe Anderson, em chute de fora da área após escanteio. Foi uma resposta rápida ao gol do Cruzeiro, mas não se transformou em virada. O Palmeiras pressionou no segundo tempo, teve oportunidades com Paulinho, Flaco López e Gustavo Gómez, mas parou em erros de finalização e decisões apressadas no terço final.

Para um time que briga pela liderança do Brasileirão, o empate em casa pesa. Não apenas pelo placar, mas pelo roteiro: o Palmeiras teve chances, teve volume e teve tempo para virar. O problema foi transformar presença ofensiva em perigo real.

O Palmeiras não fez um jogo ruim em volume, mas deixou a desejar naquilo que mais decide: a qualidade da finalização. A equipe teve presença ofensiva, empilhou chegadas e pressionou no fim, mas acertar apenas duas bolas no alvo em 17 tentativas explica por que o empate teve gosto de tropeço.

Contra um Cruzeiro competitivo, que teve mais posse e obrigou Carlos Miguel a trabalhar mais, o Verdão pagou pela falta de precisão. Para a sequência do Brasileirão, Abel Ferreira terá que ajustar o último terço: o Palmeiras cria, mas precisa voltar a transformar domínio em vitória.

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