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·4 avril 2025

Analista disseca complicado duelo tático entre Flamengo e Táchira

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A vitória sobre o Deportivo Táchira não foi nada fácil. O Rubro-Negro conseguiu vencer pelo placar magro de 1 a 0, mas a partida foi bem complicada.

Isso porque o Flamengo foi surpreendido, como aponta o analista tático Victor Nicolau, do canal Falso 9.


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"O Flamengo esperava 4-4-2 do Táchira, e para confrontar, o Filipe Luís escolheu 4-2-3-1. Quando se está programado para fazer algo, e isso muda, gera instabilidade", comenta.

Ele explica a ideia inicial do Deportivo Táchira.

"O adversário veio no 5-4-1, e qualquer equipe do mundo nesse esquema, pode complicar a vida de qualquer outra. Óbvio que o Flamengo poderia ter feito melhor, e chegou a fazer, no início", comenta, antes de falar sobre as variações ao longo da partida.

Deportivo Táchira tentou reproduzir ideia do Internacional

De acordo com o analista, o técnico Edgar Pérez Greco, técnico do Deportivo Táchira, tentou reproduzir uma ideia de Roger Machado no empate com o Flamengo por 1 a 1.

"O Flamengo começou a construir e encontrou a mesma coisa que tinha encontrado da parte do Internacional, no fim de semana. Certamente o técnico do Táchira assistiu ao jogo e tentou reproduzir algo parecido. O plano de jogo do Flamengo era transformar os laterais em homens livres, partindo da construção e indução desses caras. Essa zona de guerra não estava tão bem projetada quanto a do Roger Machado, e as induções estavam acontecendo. Só que esse espaço do homem livre não estava ali. O Ala adversário sempre encurtava essa distância, gerando dificuldade para o time sair por fora, gerando necessidade de enfrentamento. Do outro lado, a mesma coisa", explica.

Edgar Pérez Greco dificultou o plano do Flamengo ao deixar Michael perdido em campo.

"Na frente o Flamengo acabava fazendo um mano a mano. Cebolinha, Michael e Bruno Henrique acabavam fechando, em vez de bloquear esses alas. O Michael não ficou no Tamiche, fazendo com que ele não bloqueasse. O plano de jogo não tinha previsto isso. Ele ficou desconfortável para sair construindo", detalha.

Filipe Luís conseguiu ajeitar o problema mudando o esquema do ataque, com Michael passando a formar dupla de ataque.

"Ao invés de ter esse problema gerado pelo salto de pressão dos zagueiros, que ficavam muito soltos, ele colocou o Michael para ser uma dupla de atacantes atuando entre o Camacho e o Maidana, enquanto o Bruno Henrique, entre Camacho e Vivas. Assim, Cebolinha e Luiz Araújo prenderam Rosales e Tamiche, gerando um jogo bem mais fluido, com superioridade numérica de seis contra cinco. Conseguiu construir com mais calma, ganhando território e posse, um dos objetivos do plano de jogo", comenta.

No entanto, a briga tática perdurou, e o Deportivo Táchira voltou a dificultar a vida do Flamengo.

"Mas quando o adversário entendeu isso, se plantou, parou de se deixar ser induzido. Esse 5-4-1 começou a complicar a vida do Flamengo", afirma.

Flamengo sentiu falta de jogadores de força

Para ampliar as chances criadas, o Flamengo precisava de jogadores de força, mas os desfalques complicaram a sequência do time.

"O Varela arrastava o Saggiomo para dentro, para a bola entrar no Luiz Araújo. Mas faltava um cara de força. O Flamengo sentiu baita falta do Gerson e do Plata. Não tem nada a ver com a falta do meia, Arrascaeta", diz.

Além disso, o analista critica o posicionamento de Michael em campo.

"Michael estava recebendo por dentro. Taticamente, a estratégia fazia sentido, mas Michael não era capaz de executar isso", opina.

Tática em excesso foi dificultador

Surpreendentemente, o analista chega a dizer que o excesso de tática de Filipe Luís na partida dificultou o andamento do jogo. Isso porque o time não conseguiu fazer pressão.

"O Flamengo foi tático demais. O Filipe Luís condicionou a própria visão a gerar superioridade numérica em cada setor. Mas já tinha superioridade qualitativa. A zona de guerra do Táchira não estava boa, e o Flamengo conseguia gerar chances. Com a superioridade numérica, faltou uma pitada de 'ódio', fazer as coisas de uma maneira não tão certa, ou seja, cruzar mais, finalizar sem ângulo, fazer chuveirinho", afirma, antes de completar:

"A falta de se impor mais vigorosamente foi suprimida por uma ideia tática rígida demais para essa partida, na minha opinião. O Filipe consertou isso. Com um minuto em campo do Juninho e do Alex Sandro, já que era para jogar mais por dentro. Quando ele resolveu isso, uma bola do Alex Sandro na profundidade para o Cebolinha, colocou a bola para o Bruno Henrique dar a casquinha e o Juninho fazer o 'V'", finaliza. Confira a análise completa abaixo.

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