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·24 juillet 2026

André Silva em discurso direto: negociações, impressões de Farioli, talento de Mora e Diogo Costa

Image de l'article :André Silva em discurso direto: negociações, impressões de Farioli, talento de Mora e Diogo Costa

André Silva, avançado internacional português, está de regresso ao FC Porto e deu a sua primeira grande entrevista, à Sport TV, após assinar pelos dragões. Entre vários temas, o ponta de lança abordou as rápidas negociações, a relação com o técnico Francesco Farioli, o talento de Rodrigo Mora e o capitão Diogo Costa.

Parceria com Rodrigo Mora: «Acho que o Rodrigo, ao longo do tempo que o fui vendo a crescer no Porto, me identifiquei bastante, até pelo meu percurso. E faz com que isso também nos faça sentir um pouco mais próximos e temos treinado bem. Temos também tentado jogar, mas o mister varia bastante. Temos que aproveitar estes tempos também para nos irmos conhecendo dentro de campo e ver como é que respondemos aos diferentes processos e às diferentes fases que temos dentro do jogo.»


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Dimensão do talento de Mora: «Daquilo que vi, confio bastante que ele tem um caminho enorme pela frente e um potencial enorme. Com a idade que tem já faz coisas... o toque de bola e a forma como faz as coisas é de grande qualidade e com a idade que tem acho que tem muita margem pela frente.»

O que mais impressiona em Mora: «Eu mencionava a forma como ele lida com a bola independentemente da pressão. Acho que é muito fácil para ele sair de qualquer pressão em situações completamente difíceis de se engonhar e sair dessa jogada.»

Prestação de Diogo Costa no Mundial: «Na seleção acho que deixou uma mensagem espetacular. Defendeu bem também o clube onde e mostrou a qualidade que ele tem. É um guarda-redes de nível mundial, um dos melhores provavelmente. Orgulhoso pelo trabalho que fez. Aqui no FC Porto, bastou só ele ter ido lá cumprimentar toda a gente.»

Farioli disse para fechar os aeroportos: «Sim, se puder ajudar também vou lá com o míster e ajudo a fechar.»

FC Porto com muitas mudanças desde que saiu: «Basicamente, nas pessoas, porque no resto acho que aquilo que faz o clube são as suas tradições, os seus valores e isso acho que está bastante vincado. A raça com que se trabalha, a resistência que as pessoas demonstram e manifestam todos os dias, todos os trabalhadores. Alguns que são conhecidos desde a minha altura, mas a maior parte são novas caras. Mas nota-se que os valores se mantêm e que são manifestados dentro da nossa casa e no nosso clube.»

Negociações rápidas para voltar: «Ao longo da minha carreira, principalmente no início, não tinha como expectativa voltar, também pela situação do clube, mas nunca surgiu essas oportunidades. Emocionalmente, era algo que se eu passasse um minuto a pensar, abalava-me um pouco. Então tentei-me afastar. Mas é verdade que nestes últimos anos tentei-me aproximar, à espera que alguma vez surgisse essa oportunidade. Neste caso, os meus agentes sabiam qual era perfeitamente a minha vontade número um. E acho que foi só surgir essa oportunidade da parte do clube, da parte do presidente e do míster. A primeira videochamada que tivemos - eu soube 15 minutos antes que íamos ter essa videochamada - e para mim foi uma surpresa enorme. Comecei, posso dizer agora, a suar um pouquinho.»

A videochamada: «Foi com o presidente André Villas-Boas e com o míster Farioli. E com o meu agente. Foi uma surpresa porque pronto, não esperava que acontecesse porque, também através daquilo que ia ouvindo e ia sabendo, essa expectativa colocava-me um pouco longe. Mas surgindo a oportunidade, acho que foi algo que tinha de acontecer e foi no momento certo.»

Impressões de Farioli: «Sim, acho que é um treinador à Porto. Acho que representa bastante bem os valores do clube e além disso traz uma parte única enquanto a sua personalidade. Mas posso dizer que é bastante exigente, é bastante... principalmente exigente aos pormenores. É bastante rigoroso também com aquilo que pede e acho que procura bastante a união da equipa, união tática, união de trabalho e que sejamos... sejamos um dentro de campo e um fora de campo.»

O que mais gostou de ver na equipa na época passada: «Acho que o ponto mais forte que me salta assim à mente é a estabilidade ao longo da época, tentarem dar o máximo que podiam enquanto clube, enquanto jogadores de qualidade. Acho que foi sempre essa estabilidade e nunca baixar um ponto porque sempre estavam preparados para os desafios e para lutar.»

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