AVANTE MEU TRICOLOR
·20 mars 2026
Após expulsar ex-parceira, São Paulo anuncia nova responsável por rango do Morumbi

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Após intensa batalha judicial com a FGol, com direito a liminares e retirada forçada às pressas da antiga parceira, com quem rescindiu por justa causa por indícios de desvio de receitas, o São Paulo anunciou que, a partir deste sábado (21), a GSH (Gourmet Sports Hospitality) passa a operar no Morumbi, assumindo os serviços de alimentação e bebidas em todo o estádio.
A entrada ocorre em caráter emergencial. A empresa inicia as atividades de forma imediata para garantir a continuidade do atendimento. O início das atividades resulta de atuação conjunta e ágil entre as partes, assegurando o funcionamento desde o primeiro momento.
Paralelamente, a GSH iniciará a estruturação completa e permanente da operação a ser implantada ao longo dos próximos eventos no Morumbi.
Neste primeiro momento, especialmente em dias de eventos, a operação terá caráter provisório, com ajustes progressivos nas próximas semanas.
“A parceria integra a estratégia do clube de aprimorar a experiência do torcedor, com mais eficiência, organização, além de potencializar o crescimento de receita. O São Paulo FC segue comprometido em evoluir seus serviços e proporcionar um ambiente à altura de sua história e torcida, e seguirá implementando melhorias contínuas, com foco em elevar o padrão de atendimento no estádio”, diz o texto divulgado pelo Tricolor.
Fundada em 2013, a GSH é uma empresa de catering (fornecimento de refeições coletivas) especializada na gestão e operação de alimentos e bebidas para estádios de futebol, casas de shows, grandes festivais e outros eventos de grande porte, com atuação em operações complexas e de alta demanda.
A companhia reúne experiência em grandes estádios e arenas esportivas (está presente nas arenas do rival Palmeiras e do Atlético-MG) e já participou da operação de eventos de relevância internacional e nacional, como partidas de competições de grande porte (incluindo Copa do Mundo), além de festivais e espetáculos de grande porte realizados em arenas e centros de eventos, sempre com foco em eficiência operacional, escala e experiência do público.
O CASO
A retirada dos equipamentos da FGoal do Morumbi, iniciada às pressas na segunda-feira (16), na semana do clássico contra o Palmeiras, sintetiza um processo mais amplo de ruptura contratual e reconfiguração de receitas no São Paulo.
Após rescindir por justa causa o vínculo com a fornecedora, o clube organizou uma operação para desocupar áreas ainda ocupadas pela antiga parceira, que não cumpriu o prazo estipulado até 6 de março.
Segundo o ‘Estado de S. Paulo‘, um escrevente de cartório acompanhou os trabalhos, que incluíram uma transportadora contratada e um galpão alugado, para cuidar de itens como geladeiras, estufas e fogões, que foram removidos em procedimento de inventário.
A conta será posteriormente repassada à empresa.
A rescisão teve origem na identificação de movimentações financeiras consideradas suspeitas na plataforma Zig Pay, sistema que centraliza os pagamentos no estádio e no clube social.
Segundo o São Paulo, houve atuação sem respaldo contratual ou conhecimento das áreas responsáveis. A FGoal contestou, alegando que os valores estavam ligados a serviços de tecnologia e fiscalização, mas foi mantido o rompimento do contrato original, que iria até 2029.
A empresa chegou a acionar a Justiça cobrando R$ 5,19 milhões por perdas e danos, incluindo lucros projetados, mas desistiu da ação na última semana, indicando a adoção de “nova estratégia jurídica”. “Não há, até o momento, nenhum tipo de negociação com o São Paulo Futebol Clube”, informou a defesa da FGoal, por meio de nota.
Paralelamente, o clube conduziu um processo de mercado para escolha de uma nova operadora. Cinco propostas foram avaliadas por um comitê interno até a definição pela GSH, que firmará contrato de cinco anos e assumirá integralmente a venda de alimentos e bebidas em jogos.
A estreia está prevista para o clássico de sábado (21). A diretoria trabalha com a expectativa de elevar em ao menos 150% a receita mínima em relação ao acordo anterior. A nova parceria também prevê ajustes operacionais, como a padronização de alimentos e bebidas em camarotes, ainda que alguns espaços mantenham autonomia.
A atuação da GSH se limita aos jogos; eventos seguirão sob regras das produtoras, o que não impede eventual presença da própria FGoal em shows.
A troca, portanto, não é apenas de fornecedor, mas de modelo de exploração.
Ainda de acordo com o ‘Estado de S. Paulo‘, a nova empresa não deverá operar os restaurantes sediados no Morumbi, algo que ela faz na arena do Atlético-MG e no Parque Antártica, por exemplo, mas isso não parece ter sido descartado como possibilidade para o futuro, sem qualquer tipo de prazo.









































