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·16 avril 2026

Artur Jorge fala sobre resultado “ingrato”, sistema defensivo e projeta evolução da equipe

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O Cruzeiro saiu de campo derrotado na noite desta quarta-feira (15), no Mineirão, após perder para a Universidad Católica, do Chile, pela 2ª rodada da fase de grupos da Libertadores de 2026. Apesar de um volume ofensivo superior durante boa parte do jogo, a equipe mineira voltou a apresentar fragilidades defensivas e acabou punida no momento decisivo da partida.

Na coletiva após o confronto, o técnico Artur Jorge classificou o resultado como “ingrato” e destacou que o desempenho não foi refletido no placar.


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“O resultado, que é o que fica, é ingrato pra nós. Não nos deixa satisfeitos. A torcida fez um ótimo trabalho. Nós procuramos corresponder com o resultado. Correspondemos mais com a exibição que com resultado. Um jogo em que criamos bastante e aproveitamos pouco o que criamos. Os jogadores procuraram ser competitivos durante todos os 90 minutos e no final acaba, quando procurávamos a vitória, sofrer um gol. Futebol é isso, tem esses momentos também. Levantar a cabeça porque em 2 dias temos um novo jogo e temos que superar esse desânimo coletivo de todos.”

Um dos principais pontos abordados pelo técnico foi o sistema defensivo, novamente alvo de críticas após mais um gol sofrido com poucas oportunidades concedidas ao adversário. Artur Jorge reconheceu o problema e admitiu incômodo com a recorrência.

“Eu percebo a preocupação e é legítima. Temos, desde o início, muitos gols sofridos. Nos lembramos mais quando sofremos, porque quando não sofremos, falamos sobre isso. Mas é um fato, não posso fugir. Me preocupa também, nós temos que ser mais competentes no momento defensivo, porque os adversário não criam muito sobre nós, nós temos tido a capacidade de ser mais dominante que o adversário e neste jogo isso voltou a acontecer, o adversário precisa de pouco pra fazer o gol. Sobre jogador A, B ou C, todos tem que estar preparados para corresponder quando forem chamados, a exigência nesta altura é grande, a situação geral deixa desconforto sobre o resultado e assusta-nos, mas temos que ter a serenidade necessária para continuar acreditando no trabalho que temos que fazer.”

O treinador evitou individualizar responsabilidades, inclusive ao ser questionado sobre o goleiro Matheus Cunha, reforçando que o desempenho coletivo precisa evoluir.

A partida evidenciou um problema recorrente: a dificuldade em transformar posse e presença ofensiva em chances claras.

“Ter um bom jogo posicional, ser agressivo e rápido na circulação da bola e termos constantes que atacam a profundidade ou diagonais curtas. É um pouco disso. Temos que ser mais criteriosos, mais eficazes. Fizemos 27 cruzamentos e tivemos 7 toques apenas na bola, é pouco para o que produzimos. É preciso, as vezes – e vimos hoje no lado contrário – duas, três chegadas na nossa área e ganha o jogo, uma equipe que tentou não perder e ganhou o jogo.”

Artur Jorge também comentou as mudanças constantes na equipe titular, defendendo a necessidade de rodar o elenco diante do calendário apertado.

“Eu não posso ser questionado em relação àquilo que é falarmos de entrosamento, quando trocamos 3 ou 4 jogadores, e hoje foi o caso. E podemos dizer que estamos cansados ou que só damos oportunidades pra uns quando não trocamos. Nós temos um grupo de jogadores, para poder corresponder às exigências das três competições que estamos envolvidos. Vamos dar nosso melhor em cada jogo, da necessidade e da condição física de cada atleta. Como será agora contra o Grêmio, olhar pra frente e ver quem está mais ou menos preparado.”

Mesmo com o revés, o treinador português reforçou a confiança no trabalho em andamento e pediu serenidade para lidar com o momento.

“Leva a uma maior reflexão. Quando não ganhamos, gera maior dúvida sobre a equipe, desempenho, comportamento. Deste lado, temos que ser racionais e avaliar o contexto, o momento, não só o resultado. Ter uma análise mais profunda para corrigir. A responsabilidade é nossa, mas é em cima do trabalho que estamos tentando fazer que procura ser de evolução. Esse jogo trava a evolução do resultado, mas não trava a evolução da equipe, comprometida. Viram uma equipe comprometida, a correr, a trabalhar, a jogar, ter desempenho e performance.”

Sobre críticas individuais, como as direcionadas a jogadores como William e Chico da Costa, o técnico foi enfático ao valorizar o coletivo.

“Eu trabalho com os jogadores no sentido de que eles possam ser capazes de superar todos os momentos. A maior exigência tem que ser deles. Nunca vamos ser suficientemente bons pra opinião dos outros. O sucesso é um processo que precisa de tempo, comprometimento, paciência. Não é do jogador A, B ou C. É minha, nossa, de equipe. Não há um plano igual para todos, todos tem personalidades e caráter diferente, sendo que o mais importante é o que a equipe precisa.”

Apesar do impacto negativo no ânimo, Artur Jorge garantiu que o planejamento não será alterado.

“Não muda em termos de planejamento ou de estratégia. Pode mudar em termos de ânimo. Quando se ganha, tudo é mais fácil, um caminho simplifica. Quando não se ganha, temos que ter a capacidad e a coragem de poder olhar para trás e dar uma resposta imediata. Ou seja, isto pode trazer, também, um ponto diferente para que possamos olhar para o que vem com mais ambição. Não há outro resultado que não seja voltar a ganhar, para ter algo melhor no que seja o caminho do Cruzeiro.”

O treinador também comentou sobre o jovem Neiser Villarreal, destacando a necessidade de apoio e incentivo ao atleta de 20 anos.

“É um jogador de 20 anos que precisa de carinho, motivação. Teve a sua oportunidade que bateu na trave. E o que eu vinha dizendo era uma motivação para continuar a tentar.”

E, por fim, falou brevemente sobre sua renovação contratual, vinculando a decisão à confiança no projeto de longo prazo do clube.

“Minha renovação é muito simples de explicar: tendo um período de trabalho aqui, conhecendo a dimensão do que é o Cruzeiro e a oportunidade que foi me dado pelo presidente, olhando aquilo que é o projeto Cruzeiro e que pode ser explicado de uma forma em que, não viveremos em cima de vitórias e derrotas, mas sim de um trabalho mais global, longo em termos de tempo, mas mais abrangente. Isto fez-nos chegar a um entendimento que me parece uma ótima opção, para o clube um desafio, para a responsabilidade que eu assumi de um projeto que tem uma visão mais à frente.”

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