Clube Atlético Mineiro
·29 janvier 2026
Atlético x Palmeiras: coletiva de imprensa de Diogo Alves

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·29 janvier 2026

Pergunta: Qual é o sentimento de vocês, da comissão técnica, porque enfrentar o Palmeiras é sempre difícil, mas estava à frente do placar e tomou o empate. Qual é o sentimento mais positivo ou fica a frustração muito grande pela empate?
DIOGO ALVES: Não, eu acredito que a frustração era bastante pertinente ao torcedor e como a gente trabalha e também torce, claramente a gente sai com essa pequena frustração, mas eu acho que a gente precisa valorizar muito, mas muito mesmo, a elaboração do plano e a execução do plano contra, sem dúvida nenhuma, um dos favoritos. Na verdade, não só deste jogo em especial, mas também no clássico, no domingo, que eu acho que a gente consegue imaginar o cenário que o jogo vai acontecer e que muitas vezes isso não é fácil e que o jogo aconteça da maneira que a gente havia planejado. Então, fica aquele ar de frustração, não pelo empate, mas sim porque eu acredito que a equipe mereceu coisa melhor hoje em uma estreia, para mim, bastante positiva, baseada na forma coletiva.
Pergunta: Você falou do plano de jogo da equipe em relação ao adversário. Eu queria que você falasse um pouquinho sobre essa forma de jogar, sobre esse time que o Atlético acabou encontrando e hoje o torcedor vira e fala “do 1 ao 11 do Atlético, basicamente é esse aqui. E se você conversou com o Sampaoli também e perguntou para ele um pouquinho sobre a revolta dele em relação à arbitragem, qual é?
DIOGO ALVES: Em relação ao Jorge, eu acredito que é parte da característica dele, vocês o conhecem. Eu acredito que é uma pessoa extremamente ambiciosa e eu acho que talvez seja a pessoa certa para o clube nesse momento, justamente porque, tendo em vista as últimas duas temporadas, eu acho que a gente precisava realmente trazer uma resposta melhor para o torcedor, para o externo. E eu acredito que a gente vem fazendo isso pouco a pouco, ainda que, em alguns momentos do Campeonato Mineiro, os resultados ainda não aconteciam os resultados positivos, porque os resultados eram, de certa forma, mantendo uma invencibilidade na temporada, o que não é fácil aqui nesse calendário tão maluco, tão insano. E eu acredito que, em relação ao time, eu acho que a gente vai, pouco a pouco, encontrando respostas coletivas individuais para que, de fato, sejam compatíveis com aquilo que a gente imagina para o nosso jogo. É verdade, isso a gente comentou internamente, que a gente tem elevado a nossa régua e os jogadores vão saber de que a régua é dessa para cima para que o Atlético seja ainda mais protagonista ou, pelo menos, tentar ser protagonista, que eu acho que é o nosso trabalho. Depois tem uma série de questões que, meramente, exclusivamente individuais, que afetam no rendimento de uma equipe protagonista. Mas eu acho que a gente vai no caminho certo e eu acho que o torcedor sai dessa noite frustrado, mas bastante contente com aquilo que tem visto a equipe.
Pergunta: Eu queria que você falasse um pouquinho de três partidas do Vitor Hugo, dando uma mobilidade muito grande ali, tentando um tempo de bola para encontrar o Hulk em várias situações e ele correndo horizontalmente, da esquerda para a direita, em vários momentos, achava que ele estava num lugar, ele estava no outro. Como é que essa dinâmica que vocês estão pensando para dar essa velocidade que parece que ele vai ser o motorzinho, pelo menos foi um motorzinho do time nos últimos três jogos. Ele entrou já calçando mesmo, como uma luva ali, como dizem. Eu queria que você falasse também da necessidade defensiva, do zagueiro, o atleta que precisa de contratar um zagueiro.
DIOGO ALVES: Eu começo pela segunda porque eu acho que ela é mais fácil do que eu me exima dessa responsabilidade. Eu acredito que isso seja um assunto interno entre o Jorge e aqueles que hoje dirigem o clube. E em relação ao Victor, eu acredito que o Victor seguirá dando muitas coisas quando o modelo favoreça a ele. A carreira do Victor indica um jogador extremamente técnico, um jogador com uma alta capacidade criativa. E, sem dúvida nenhuma, quando a equipe propicia a esses jogadores tempo, espaço e algumas relações importantes, com certeza, vão ser destaque. Eu acho que o Victor, assim como outros jogadores aqui do próprio clube hoje, e Igor, eu acho que são jogadores bastante compatíveis com aquela ideia mais técnica do nosso modelo.
Pergunta: Queria saber a respeito do desempenho. O torcedor do Atlético pode sair frustrado, mas eu acho que ele sai também feliz pelo desempenho do Atlético. Não só no domingo, que venceu uma equipe que já vem com uma certa consistência, e hoje também contra uma equipe que já vem com uma certa consistência. O que o torcedor pode esperar para essa temporada?
DIOGO ALVES: É difícil saber, porque essa temporada tem nuances, e ela é extenuante para todas as equipes, obviamente. Então, é sempre muito difícil. Há muitos torneios dentro dos próprios torneios. Eu acredito que a grande chave de uma equipe no nosso calendário é como ela reage aos momentos muito ruins. Ou melhor, como o externo, e cito a vocês, que eu acredito que vocês fazem parte do mundo Atlético, do mundo Galo, interfere nesse aspecto. Acredito que se a gente tiver um pouquinho mais de uniformização nos bons e nos maus momentos, com certeza os jogadores vão surfar numa onda muito mais tranquila. Eu acho que essa oscilação, que ela é natural, vai acontecer um pouquinho menos. O que a gente espera, eu volto a falar, é que a gente seja cada vez mais protagonista e que a gente possa seguir elevando o nível competitivo através de uma forma bastante respeitada. Volto a falar hoje, uma partida que beira a execução, a perfeição da execução, daquilo que foi o plano elaborado pela gente. Eu acho que foi isso é elogiável contra uma equipe que, seguramente, não gosto de escutar muito televisão, mas hoje até escutava que eram os favoritos pelo título, como vencendo nos últimos dez anos, talvez, de campeonato.
Pergunta: Eu queria saber que hoje o Sampaoli surpreendeu de uma forma diferente. Ele, bem dizer, repetiu o time do clássico, quando o Preciado machuca, ele coloca o Igor Gomes e coloca o Franco na direita. E hoje ele repetiu esse time. É uma cobrança que vem gerando muito no futebol brasileiro e na imprensa brasileira a respeito dele não repetir muitas equipes. É uma mudança que pode esperar para ele nessa temporada, de repetir mais as equipes, para dar liga, dar mais entrosamento para a equipe?
DIOGO ALVES: Não, eu acredito que o Jorge é uma pessoa bastante incômoda com os problemas que a equipe vai apresentando durante os jogos. E, claramente, quando a equipe vai trazendo respostas positivas, é mais normal de que essa equipe vá se mantendo por uma questão meramente resultadista. Eu acredito que cada jogo demanda, eu já falei numa conferência anterior, que cada jogo demanda uma estratégia diferente, porque eles não são absolutamente nada iguais. A gente jogou contra um time, no domingo, com uma marcação agressiva e exclusivamente zonal. E hoje a gente encontra uma equipe que quase todas as suas principais virtudes estão vinculadas ao jogo de duelo e ao jogo da marcação individual. Então seria inevitável que mudanças ocorressem dentro de um plano de jogo, obviamente, pensando em característica de jogador, porque são jogos diferentes. Agora, obviamente que a gente precisa respeitar também aquilo que foi produzido no domingo. Eu acho que o Jorge seguiu um pouquinho essa linha, respeitando, para mim, o ótimo rendimento que a equipe apresentou no clássico contra o Cruzeiro.
Pergunta: Eu queria a sua opinião sobre algumas saídas. Hoje o Rony já se despediu e a gente tem uma saída eminente aí do Júnior Santos. Queria a sua opinião, sempre muito, as suas entrevistas são sempre muito inteligentes e sinceras. Eu queria saber se efetive a saída também de mais um atacante, sendo o Júnior Santos, se o Atlético precisa de mais uma peça nesse setor.
DIOGO ALVES: Eu não estou ainda muito por dentro dessa questão da própria saída do Júnior, mas se isso vier a acontecer, eu acredito que sim, o Atlético sabe da necessidade de que a gente tenha jogadores protagonistas e jogadores compatíveis com o modelo que a gente está tentando implementar. Eu volto a falar muitas vezes, a gente não consegue e é por uma questão temporal, é por uma questão de compatibilidade de perfis, enfim, o futebol não é tão fácil como muitas vezes a gente mesmo imagina. Eu acredito que a gente vai reajustando, reformulando junto com a própria direção, junto com o próprio setor de análise de mercado do clube e eu acredito que a gente vem, pouco a pouco, tentando conduzir esse passo de uma forma menos impactante, porque a verdade é que ela é muito difícil, porque quando você troca nomes próprios, até gerar uma própria adaptação, não só dentro do modelo, mas com a cidade, com tudo, eu acredito que a gente vem pouco a pouco. Eu sei que a paciência não existe, mas a gente vai tentando, levemente, de maneira mais suave possível, passar por esse processo tão difícil dentro do nosso futebol.
Pergunta: A gente vê mais uma boa partida, pelo menos na minha avaliação, acredito que de forma geral, do Renan Lodi também, um lateral que não só defende muito bem como ataca, é reconhecido por isso, inclusive. A gente tem o Dudu, um jogador muito agudo, a gente tem o Cuello, que pode jogar por aquela posição. Por vezes, na direita, dá para a gente perceber um certo desequilíbrio. O Bernard não é o mesmo jogador com a explosão que outrora teve, o Gustavo Scarpa é mais um meia do que um ponta, como disse o próprio Jorge. Enfim, a Comissão Técnica do Atlético enxerga um certo desequilíbrio para gerar oportunidades ofensivas. Do lado esquerdo para o direito?
DIOGO ALVES: Não, acredito que hoje podem haver melhores relações de um lado do que do outro, mas eu acredito que nosso trabalho, na verdade, é diariamente tentar encontrar essa melhora nessas relações para que o time possa ser, de fato, como você mesmo está falando, talvez mais equilibrado. Eu não gosto da palavra equilíbrio, porque equilíbrio é fácil de defender. Eu prefiro que ela seja totalmente desequilibrante, mas indo até para o caótico. Mas eu acredito que a gente vem dando, muitas vezes minutos nos próprios treinos, ou dentro de alguns jogos do Campeonato Mineiro, mas sobretudo dentro dos nossos próprios treinos, para que todos os jogadores, isso é uma marca do trabalho do Jorge, fazer com que os jogadores sejam mais polivalentes, no sentido de que possam atuar em diferentes funções, porque os jogos também são diferentes. Então eu acredito que hoje a gente vem dando bastante minutos, tanto para o Alan Minda, como para o próprio Cuelloo pela direita. Eu acredito que a gente vai encontrando essa avaliação, ou vai dando minutos, para esperar, obviamente, a resposta que eles podem dar. A partir dessa resposta, seguramente a gente vai ter uma melhor avaliação, se de fato a gente é desequilibrado e a gente precisaria ajustar esse ponto, ou se a gente pode levar a temporada dessa forma. Obviamente, volto a falar, acredito que alguns jogadores são mais absolutos, que é o caso do Dudu, ainda que ele já tenha jogado por direita, e a gente tenta respeitar essa condição, porque de fato ele é muito diferente nesse lugar. Então a gente vai tentando otimizar dentro do próprio processo de treino, minutos para os demais jogadores, para que eles passem por diferentes situações, diferentes posições, e que se estejam adaptando constantemente a essas novas demandas para esse tipo de jogador.
Pergunta: O Atlético hoje toma dois gols que, enfim, houve lance de disputa aérea. A gente sabe que bola parada, ganha jogo, ganha campeonato, cada vez mais no futebol. Você não vai falar, naturalmente, buscas o Atlético no mercado, nem vai ser o papel, mas caso o Atlético vá buscar mais jogadores no mercado, a questão da estatura, você acha que é uma situação que tem que ser levada em conta? Você acha que esse time do Atlético pode ter esse asterisco de ser, em alguns momentos, dependendo da escalação, naturalmente, um time um pouco baixo, que isso pode atrapalhar o desempenho nesse tipo de jogado?
DIOGO ALVES: Para responder bem essa pergunta, Guilherme, eu acredito que o futebol tem coisas bastante interessantes. E, geralmente, agora está mudando um pouquinho o perfil, sobretudo no futebol europeu. Antigamente, os grandes jogadores eram de baixa estatura. E, claramente, se você quer protagonizar um jogo ofensivo, a tendência é que os jogadores, inclusive os repressores, sejam mais baixos do que o normal. Por uma questão meramente de genética física. E isso não é uma verdade absoluta hoje, porque a gente tem defensores como o Van Dijk, por exemplo, que são super altos e ótimos na construção. Em relação a essa questão do jogo aéreo, eu acredito que ela está, sim, vinculada a uma questão de estatura, mas ela não pode ser exclusivamente vinculada somente a isso. Eu acho que é uma questão de tempo, de espaço, de colocação, de posição inicial. Eu acredito que hoje a gente sofre um gol de bola parada. E, particularmente, eu sou uma das pessoas mais responsáveis por essa área. Eu acredito que a gente fez o pior jogo defensivo na bola parada contra o América no Campeonato Mineiro. A gente sofreu não só pelo gol, mas a gente sofreu muito nesse aspecto. E, claramente, tem uma questão vinculada a tempo de treino, a tempo de processo. É uma organização nova que a gente está trazendo para esse bloco, que é uma organização mais zonal e que é diferente de quando você traz responsabilidade para o jogador. Então, a gente está tentando adaptar e, com certeza, eu trabalho com o Jorge, com certeza a gente vai estar reavaliando constantemente se essa é a melhor forma ou se, no nosso caso, talvez seja a melhor forma para mim, mas não é a melhor forma para os atletas que a gente tem hoje. A gente precisa rapidamente encontrar soluções para evitar que seja uma fraqueza nossa e estragar uma noite tão bacana como a que foi hoje.
Pergunta: A gente teve 52% de poste de bola e a gente teve mais acertos no passe decisivos. Como que você avalia essa transição ofensiva e, principalmente, esses números superiores ao Palmeiras para a gente concretizar isso em gols?
DIOGO ALVES: Eu acredito que é um processo que a gente vai consolidando pouco a pouco. Eu, sinceramente, volto a falar, eu acredito que se a gente pudesse polemizar, e a gente não vai fazer isso, obviamente, as imagens do treino, das duas sessões de treino que a gente fez, com o que aconteceu hoje no jogo, vocês vão super elogiar o nosso poder de análise, com o nosso poder de execução e, sem dúvidas nenhuma, elogiar o que os jogadores fizeram hoje em relação à execução de um plano. Então, eu acredito que a gente vai avançando nesse material, avançando nesse protagonismo e, pouco a pouco, vai trazer as respostas que a gente está buscando para o ano do Atlético. Um ano, se possível, vencedor ou com um protagonismo ofensivo que as equipes do Jorginho sempre possuem.
Pergunta: Eu gostaria de saber se tem alguma previsão para a volta do Preciado.
DIOGO ALVES:Não, o Angelo não teve uma lesão. O Angelo tem algumas dores já recorrentes do próprio passo anterior dele. Eu acredito que hoje o nosso passo, assim como todos os jogadores que chegaram, eles estão num processo de readaptação não só física, mas também de uma forma coletiva de jogar e que a gente, em algum momento, vai tentando dosá-los, não por uma questão meramente física, mas também por uma questão física, mas exclusivamente para que a gente consiga colocá-los numa forma global que a gente imagina aquela que o jogador do modelo Jorge Sampoli, e hoje o atleta do Clube Atlético Mineiro, possa compreender e possa executar. Então, acredito que é meramente por uma questão global que a gente vai recolocando. Cada jogador que chegou, no seu momento, eu sei que o torcedor tem muita pressa. Essa pressa é recorrente por novidade. O futebol brasileiro é carente de novidade. Então, o tempo inteiro a gente está querendo buscar novos nomes, porque esses novos nomes trazem esperança. Mas acredito que a gente tem que ter um pouquinho de calma, porque a gente, pouco a pouco, vai colocando esses recém-chegados na forma ideal. Não na forma física ideal, mas na forma de jogar do Clube Atlético Mineiro.
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