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·19 mars 2026

Atuações do Botafogo contra o Palmeiras: nada de novo no front

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Deu a lógica no Allianz Parque. O Botafogo, em uma crise sem precedentes, perdeu para o Palmeiras por 2 a 1, nesta quarta-feira (18), no Allianz Parque, pela rodada 7 desta edição do Campeonato Brasileiro. Nada, portanto, de novo no front. O Verdão, com um a mais desde o primeiro tempo, só não meteu mais porque seu treinador é pragmático. A fragilidade do time alvinegro é gritante. John Textor segue empenhado em destruir o Glorioso. Veja, então, como a Coluna do Léo Pereira avaliou o desempenho dos alvinegros em mais uma noite de insucesso.

AS NOTAS DOS JOGADORES DO BOTAFOGO

RAUL – Fraco demais e apavorado durante o jogo. Fica rezando para os chutes irem para fora. Facilmente vencido nos gols, inclusive, quando chutavam em cima dele. Espalmou, ao menos, dois disparos dos jogadores do Verde, algo que Linck e Neto, por exemplo, não conseguem – NOTA: 4,5


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VITINHO – Cedeu espaços em demasia pelo lado direito da defesa do Glorioso. Tomou decisões erradas e subiu pouco à frente. Opção nula de ataque. Vem piorando a cada embate – NOTA: 3,5

FERRARESI – Ligado, evitou uma finalização que poderia significar o segundo gol do Palmeiras ainda antes do intervalo. Na etapa final, porém, foi dar um chutão e se embananou todo no 2-0. Um dos culpados pelo Verde aumentar o score. Completamente sem ritmo, não trouxe nenhuma segurança nos 45 minutos finais. Saiu, então, para a entrada de Justino – NOTA: 4,0

BASTOS – Irreconhecível e esgotado desde o primeiro minuto. O Palanca Negra deixou Flaco passar como quis. Abusou dos carrinhos e dos atrasados ao tentar roubar as bolas. Saiu à caça no meio de campo e deixou a defesa desguarnecida no 2-0. Deixou o campo, no segundo tempo, para a entrada de Artur – NOTA: ZERO 

TELLES – Participou da única trama de ataque do primeiro tempo. Depois, contudo, além de demonstrar uma preguiça inclassificável para apoiar o ataque, errou tudo o que tentou e ainda viu uma bola passar por debaixo das pernas. Redimiu-se, na etapa final, cortando um centro perigoso do Verde – NOTA: 4,5

MEDINA – Largou Andreas com liberdade no 1-0. Não teve o senso de urgência adequado para acompanhar o volante adversário. Em seguida, matou uma arrancada promissora de Arias com falta. Como era o último homem, foi gentilmente convidado a se retirar do espetáculo. Um desastre – NOTA: ZERO  

DANILO – Entregou a bola para o ex-time algumas vezes. Desajeitado, cedia posse ao adversário toda hora. No segundo tempo, porém, chamou a responsabilidade para si, convocou Martins para o “dá e entra” e, aproveitando-se de falha de Freitas, meteu mais um gol no Brasileirão. Trouxe mais dinamismo ao Botafogo – NOTA: 6,5

BARRERA – Ao menos, obrigou o goleiro Carlos Miguel, do Palmeiras, a se mexer. No decorrer da partida, encaixotado pela marcação adversária, como de praxe. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Villalba – NOTA: 4,5 

MONTORO – Enfim, ressurgiu. Acionou Martins em ótima condição de marcar. Mas o companheiro tem alergia ao gol. Chutou uma falta com perigo e progrediu ao ataque com dribles. Esse é o Monstrinho que a torcida quer ver. Aleluia! Só que pode render ainda mais – NOTA: 6,0

MARTINS – Não ganha uma no mano a mano e segue com fobia ao gol. Belo toque de calcanhar, todavia, no gol de Danilo. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Tucu – NOTA: 2,5

JÚNIOR SANTOS – Completamente perdido. Correu, correu e não arrumou nada. Na hora de arrancar, foi desarmado com facilidade na única vez que tocou na bola. Deu pena. Saiu, no intervalo, para a entrada de Santi – NOTA: 1,0

SANTI – Iniciou a jogada do gol do Fogão. Brigou muito, conseguiu alguns desarmes, mas pareceu um pouco afobado em alguns momentos. Mas teve atitude – NOTA: 6,0

VILLALBA – Passou o jogo inteiro tretando com os jogadores adversários. Uma correria que não resultou em muita coisa. Pode, no entanto, ganhar mais minutagem – NOTA: 4,5

JUSTINO – Renovou a defesa. Grata surpresa. Efetuou dois cortes providenciais para evitar mais gols do Verde na segunda etapa. O garoto foi o melhor beque da noite – NOTA: 6,0

ARTUR – Obrigou Carlos Miguel a defender quando o Botafogo tentou ameaçar o Palmeiras. Depois, voltou ao normal. Atrapalhado com a bola nos pés – NOTA: 4,0 

TUCU – A única coisa positiva foi dar um tranco no traidor Marlon Freitas. Segue no ritmo de corrida de cágados sob efeito de rivotril – NOTA: 5,0

TÉCNICO: MARTÍN ANSELMI – Surpreendeu na escalação ao sacar Cabral e lançar o trio Medina/Barrera/Montoro. Não adiantou nada, pois ninguém combatia. Meteu o louco ao saber que não tem vida longa do Mais Tradicional. Quarta derrota consecutiva no BR-26. Não deixará saudade. Só não foi goleado, após a expulsão de Medina, porque o Palmeiras de Abel Braga é um time pragmático e Freitas, para variar, falhou na marcação. As mudanças recuperaram a parte anímica de forma tímida – NOTA: 2,5

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