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·8 février 2026

Bastidores e imprensa voltam a gerar polémica

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Quando o treinador do Benfica disse que não tinha comentadores e especialistas pagos para estarem em canais de televisão a atacar outros clubes, referia-se exatamente a este tipo de jornalismo que hoje domina parte dos meios de comunicação social. Deixou-se de noticiar para passar a divulgar estratégias, agendas e ataques direcionados.

Antes do clássico, o FC Porto expôs o grupo Media Livre e o Sporting, denunciando uma estratégia que passou por tentar destabilizar um jogador portista. O efeito acabou por sair ao contrário quando foi Hjulmand a ficar em causa perante o clube, os colegas e os adeptos.


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Segundo fontes ligadas ao FC Porto, o Record foi utilizado para fazer passar a ideia de que Gabri Veiga podia ir para o Atlético de Madrid. Mais tarde, o próprio Record acabou por mudar a narrativa, apontando afinal para Hjulmand, numa sequência onde surge também O Jogo, jornal historicamente próximo do universo portista.

O Sporting nunca explicou diretamente aos sócios a ausência do capitão. Em vez disso, surgiram notícias a sugerir desconfiança sobre o FC Porto no caso da proposta por Hjulmand.

Antes disso, André Villas-Boas antecipou o cenário, criticando meios de comunicação com microfones azuis e vermelhos, mas que, segundo disse, funcionam alinhados com o verde.

Quem sentiu a carapuça servida foi Vítor Pinto, que acabou por assumir que esteve desde o início nesta linha narrativa. Não fizeram notícia. Fizeram parte da estratégia.

Uma coisa parece certa, nesses canais e nesses jornais, o resultado mediático vai ser sempre positivo para quem faz parte desse círculo de influência.

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