AVANTE MEU TRICOLOR
·29 juin 2026
Bom senso prevalece e São Paulo decide não esperar por Edmílson até o fim da Copa

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O São Paulo está próximo de desistir oficialmente da contratação do ex-zagueiro e volante Edmílson como seu novo gerente de futebol.
Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR apurou, Edmílson, contratado pela CBF para trabalhar durante a Copa do Mundo, recebeu proposta do clube do Morumbi, mas queria iniciar as negociações somente após o término da competição disputada na América do Norte.
Em um primeiro momento, o presidente Harry Massis até aceitou. Mas após pressão interna de aliados políticos, voltou atrás. E deve oficializar no decorrer desta semana a promoção de Rafinha como novo substituto do demitido Rui Costa.
O ex-jogador formará dupla com o advogado Felipe Carvalho, que já lidava diariamente com contratos e questões burocráticas do departamento desde janeiro de 2020.
Carvalho está atuando desde a semana passada no CT da Barra Funda, auxiliando Rafinha em contatos com empresários e iniciando negociações.
O entendimento oficial é que esperar por Edmílson pode demandar um tempo que o Tricolor não pode dispender neste momento. Após quase um mês de calendário brasileiro pausado para a Copa, o São Paulo contratou apenas um jogador, o ponta Victor Sá, que desembarca após ficar livre no mercado. A prioridade passada a Rafinha é fechar o quanto antes as contratações de um zagueiro e de um volante.
Atualmente, o pentacampeão mundial Edmílson ocupa um cargo estratégico na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), focado no desenvolvimento de iniciativas institucionais e na interlocução com clubes e federações.
A aproximação entre o clube e o seu ex-atleta ocorreu durante a viagem recente do presidente são-paulino, Harry Massis, aos EUA, a convite da própria entidade nacional, para acompanhar a estreia do Brasil na Copa do Mundo.
Na ocasião, o perfil de Edmílson foi debatido como uma alternativa viável para uma eventual reformulação no departamento de futebol.
Segundo o AMT ouviu, ajudou a convencer o mandatário tricolor o fato do ex-jogador ter mostrado “profundo conhecimento” das coisas do São Paulo.
“Ele queria trabalhar com outras coisas no futebol, mas confidenciou ao presidente o desejo de atuar nesta área, ser gerente. Tem cursos, já fez estágio, tudo na Europa. E uma ligação com o clube. Aliás, o presidente ficou encantado como ele conhecia do que se passava, comentando jogos e até negociações que estão em andamento”, confidenciou uma fonte à reportagem.
A tendência inicial nos bastidores do São Paulo indicava que o gerente esportivo Rafinha não será efetivado no cargo de executivo de futebol.
A avaliação interna baseia-se na distinção técnica entre as atribuições de cada função: enquanto o cargo de executivo exige atuação direta em engenharia financeira, negociações de atletas e gerenciamento macro do departamento, a função de Rafinha concentra-se na interlocução e no elo institucional entre a diretoria e o elenco profissional.
Contudo, durante o período de transição em que o clube busca um substituto para Rui Costa, Rafinha acumulará temporariamente responsabilidades alheias ao seu escopo original. Para viabilizar a gestão do setor e dar andamento aos processos de mercado, o gerente esportivo contará com o suporte operacional do corpo diretivo e jurídico do departamento de futebol, que já auxiliava na confecção de contratos e nos trâmites burocráticos de contratações.
Edmílson se profissionalizou no São Paulo após fazer as categorias de base no XV de Jaú. Inicialmente, era volante, mas pelas mãos de Telê Santana e Muricy Ramalho virou polivalente, atuando de lateral-direito, zagueiro, meia-atacante e até de segundo-atacante. Apesar da longevidade no clube (foram cinco anos de Tricolor), nunca teve tratamento de grande ídolo por parte da torcida, talvez prejudicado por ter chegado no fim da vitoriosa geração bicampeã mundial de 1992 e 1993 e vivido um dos piores momentos de vacas magras no século passado.
Foi como defensor que acabou convocado e escalado como titular da Seleção Brasileira no título mundial de 2002, após recuperar a carreira jogando na Espanha, onde se destacou. No Morumbi, acumulou 254 jogos disputados e 19 gols marcados entre 1995 e 2000, conquistando dois Paulistas (1998 e 2000), além da Copa Master Conmebol de 1996.







































