BONDE DOS MILIONÁRIOS: Playboy investidor vira sócio do São Paulo e tem reunião selada para se aliar a Vinícius Pinotti | OneFootball

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·2 février 2026

BONDE DOS MILIONÁRIOS: Playboy investidor vira sócio do São Paulo e tem reunião selada para se aliar a Vinícius Pinotti

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Depois da renúncia de Julio Casares e a dissolução do grupo de poder que esteve mandando no São Paulo nos últimos anos, o caminho está aberto para o surgimento de novas lideranças políticas visando a disputa no final do ano que elegerá o sucessor de Harry Massis Filho. E, conforme o AVANTE MEU TRICOLOR apurou, uma aliança promete sacudir as estruturas.

Virtual candidato ao pleito e hoje o principal favorito a se tornar presidente, o ex-diretor de futebol Vinícius Pinotti quer contar com Diego Fernandes em sua base de apoio. Sim, o ‘playboy investidor’, que diz ter capacidade de angariar R$ 1 bilhão em investimentos para o clube do Morumbi.


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Seria a união de dois nomes que criam extrema esperança na torcida, mais pelos motivos financeiros que propriamente por serviços prestados. Pinotti, tal como Fernandes, é conhecido pela excelente condição de suas contas bancárias. Ganhou notoriedade na gestão Carlos Augusto Barros e Filho, o Leco, quando comprou com seu dinheiro para o Tricolor o meia-atacante argentino Centurión. Depois, assumiu de fato de departamento de futebol.

Desde que deixou os holofotes, Pinotti continuou trabalhando nos bastidores. Apoia financeiramente torcidas organizadas e equipes de esportes amadores do social do clube. Desafeto declarado de Casares, causou surpresa quando se aliou ao ex-presidente. Mas foi apontado como um dos articuladores do impeachment, estando por trás da compra do áudio em que um camarote é negociado ilegalmente para um show no Morumbi. Foi um dos primeiros conselheiros a declarar publicamente voto pela destituição do ex-mandatário.

Pinotti, que se coloca internamente como candidato à presidência, mas evita declarações públicas sobre o assunto, entendeu o apelo de Fernandes junto à torcida e o quer por perto, segundo fontes consultadas pela reportagem. Principalmente depois que o investidor anunciou a entrada na vida política do Tricolor.

Tão logo o impeachment de Casares foi aprovado no Conselho Deliberativo, Fernandes usou suas redes sociais para anunciar que estava se tornando sócio e iria ter participação política mais atuante.

“O São Paulo vive um momento decisivo. Além de discutir responsabilidades, é hora de discutir renovação. Novos conselheiros. Novas ideias. Gente com energia, preparo e vontade real de mudar o jogo. O clube precisa de gente preparada, conectada com o presente e disposta a construir o futuro. Gratidão a quem ajudou a construir a história. Agora é tempo de abrir espaço para quem quer fazer acontecer. Como torcedor, entendi que opinião sem participação é limitada. Por isso, iniciei meu processo para me tornar sócio e contribuir de forma responsável com o clube”, escreveu.

Para bom entendedor, meia palavra basta. Fernandes se tocou que não conseguiria ‘furar a fila’. Ou seja, ter algum tipo de poder dentro do São Paulo sem passar pelos ritos políticos tradicionais. Já tinha se tocado em dezembro, quando foi ignorado por aliados de Casares e só conseguiu uma reunião de conselheiros no Paulistano após articulação de gente mais interessada em ‘limpar a barra’ da crise institucional já vivida do que propriamente tê-lo por perto.

Sem muita esperança de uma mudança no cenário sendo um outsider, Fernandes anunciou no dia 16 daquele mês o tal ‘São Paulo Day’, chamado assim pelo próprio empresário, que na verdade se trata de um painel de discussão para “resgatar a gestão, governança e principalmente a credibilidade do clube”.

O projeto com o envolvimento de empresários e empresas de dentro de fora do Brasil que mira investimentos no clube do Morumbi.

“O São Paulo sempre foi um clube que se antecipou ao futuro. Quando a história nos mostra sinais de alerta, ficar em silêncio não é opção”, disse.

Mas vamos a algo mais concreto. Pelo menos há uma data para a realização do tal evento, onde provavelmente alguns dos potenciais investidores serão revelados? Não, nada.

“Não se trata de cargos, poder ou política interna. É sobre criar um espaço sério de reflexão para que o São Paulo volte a ser referência em gestão, governança e credibilidade”, apontou.

A ‘ESPN‘ trouxe informações muito mais contundentes sobre Fernandes. Revelou, por exemplo, os bastidores de sua atuação para tornar o italiano Carlo Ancelotti o técnico da Seleção Brasileira. Ele foi peça-chave na contratação, mas nunca recebeu a pactuada comissão equivalente a R$ 7,7 milhões pelo negócio.

É que Fernandes não tinha a licença exigida pela Fifa para atuar como agente, o que motivou, inclusive, questionamentos da entidade máxima do futebol à CBF. A contratação foi feita ainda na gestão de Ednaldo Rodrigues, mas foi revista pelo atual presidente Samir Xaud.

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