JB Filho Repórter
·29 janvier 2026
Borré no River? Hinestroza no Inter? Mais contratos do Rochet, Thiago Maia e dois guris da base

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·29 janvier 2026

O nome de Rafael Santos Borré voltou a ganhar força no noticiário argentino nesta semana. Informações vindas da Argentina dão conta de que o River Plate estaria interessado no atacante do Internacional e já teria iniciado conversas com o jogador e com o clube gaúcho para tentar um retorno por empréstimo.
A tentativa não é simples. O principal entrave apontado pelos próprios argentinos seria o salário de Borré, hoje próximo de R$ 2 milhões mensais, valor completamente fora da realidade financeira do River. Ainda assim, jornalistas bem informados no mercado argentino, como César Merlo e Germán García, afirmam que o clube de Núñez quer avançar e acredita que a negociação pode evoluir.
Do lado do Beira-Rio, porém, o discurso é outro. A versão que chega internamente é de que não existe negociação em andamento, apenas um eventual interesse. Tanto o Inter quanto o jogador não estariam pensando em uma saída neste momento — e muito menos por empréstimo.
A explicação é simples: o Internacional investiu pesado para contratar Borré. Foram 6,2 milhões de euros fixos, podendo chegar a 7 milhões de euros com variáveis. A direção entende que dificilmente voltará a contratar um jogador com esse nível técnico, status e reconhecimento no mercado. Não à toa, Borré é amplamente elogiado internamente. Fabinho já afirmou que o queria desde os tempos de Flamengo, Abel Braga classificou o atacante como um ativo valioso, e Paulo Pezzolano, atual treinador colorado, destacou recentemente o comprometimento, o perfil de grupo e a importância do colombiano.
Do lado do jogador, o cenário também pesa. Borré tem como grande objetivo disputar a Copa do Mundo, que acontece na metade do ano. Ele sabe que ainda não tem vaga garantida na seleção colombiana e entende que sair de um clube onde está adaptado para uma aventura em mercados alternativos — como Arábia, Estados Unidos ou México — não faria sentido neste momento. Um retorno ao River, por questões afetivas e esportivas, poderia mudar esse cenário, mas, segundo pessoas próximas, nada está tão avançado assim hoje.
Outro ponto que chamou atenção nos bastidores envolve o goleiro Sergio Rochet. O Inter confirmou a existência de uma cláusula de renovação automática em seu contrato, embora não detalhe oficialmente os percentuais. Normalmente, esse tipo de gatilho é acionado quando o atleta atua em cerca de 60% das partidas como titular ou cumpre um número mínimo de minutos em campo. Com Rochet assumindo a titularidade, a tendência é de que o contrato seja renovado automaticamente.
Aos 32 anos, completando 33 em abril, Rochet disputará a Copa do Mundo e, internamente, não é visto como um goleiro em fim de carreira. Pelo contrário. O próprio atleta afirmou recentemente, em entrevista no Uruguai, que sair do Inter só aconteceria diante de algo muito fora da curva, deixando claro o desejo de permanecer em Porto Alegre, especialmente após conviver com uma sequência pesada de lesões nos últimos anos.
Ainda no mercado, chamou atenção a contratação de Marino Hinestroza pelo Vasco. Apesar de ter citado propostas de Inter e Botafogo, o valor final da negociação — cerca de 5 milhões de dólares por 80% dos direitos — está fora do padrão praticado pelo clube gaúcho neste momento, que prioriza empréstimos com opção de compra.
No elenco, Thiago Maia segue fora por retreinamento, não por lesão. O Inter não trabalha com a saída do volante, tem contrato até o fim do ano e a ideia é buscar a renovação. O clube quitou todas as pendências com o Flamengo e vê o jogador como ativo importante. Já Raikkonen deve permanecer, com o Inter exercendo a opção de compra de 50% dos direitos junto ao Goiás.
Por fim, a situação que gera estranhamento é a do jovem Diego Coelho. Autor do gol da vitória na estreia do Gauchão, o atacante desapareceu das convocações e tem contrato apenas até o fim do mês. A falta de renovação e a ausência até mesmo das concentrações indicam que o jogador deve deixar o clube, decisão que o Inter prefere tratar com discrição para evitar desgaste desnecessário.








































