Jornal do Fla
·14 juillet 2026
Boto surpreende com sinceridade ao comentar relação com torcida do Flamengo

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·14 juillet 2026

José Boto comentou a sua relação com a torcida do Flamengo durante entrevista. O dirigente, muito questionado nas redes sociais, foi sincero sobre o contraste das reações no dia a dia e como interage com as críticas.
No ambiente digital, segundo Boto, a leitura é de rejeição. “Olha, não tenho [ideia de como o torcedor avalia o trabalho]. Não tenho. E posso explicar. Se eu olhar um pouco as redes sociais, a opinião não é muito positiva”.
Por outro lado, Boto afirma nunca ter recebido uma reação negativa de um torcedor no contato pessoal.
“Mas, naquele contato do dia a dia que eu tenho com os torcedores, quando os encontro na rua, quando o Flamengo joga, nunca ninguém teve uma reação negativa, há sempre uma reação positiva. Portanto, não faço a mínima ideia de qual é a ideia que o torcedor tem do meu trabalho”, concluiu à ‘ESPN’.
Diante desse contraste, o dirigente disse não saber, ao certo, qual é a imagem que o torcedor do Flamengo tem dele. Ele constata que a leitura das redes aponta insatisfação, mas que o comportamento das pessoas pessoalmente é diferente.
Questionado sobre os elogios que costuma receber pessoalmente, Boto disse que o mais recorrente é o agradecimento pela postura profissional que tenta imprimir à gestão do clube. Ele afirma não ter certeza do que exatamente as pessoas querem dizer com isso.
O dirigente atribuiu essa percepção a uma diferença que descreve entre o futebol europeu e o brasileiro. Para ele, o futebol praticado na Europa costuma adotar uma postura mais fria e racional, com menos peso da emoção nas decisões.
“Na Europa, por exemplo, nós somos muito mais frios. Não estou dizendo que isso é melhor ou pior. Estou dizendo que somos mais frios, um pouco mais racionais, não vamos tanto na emoção. Foi isso que me foi pedido. Quanto a isso, a torcida pode estar descansada, que eu dou o meu melhor pelo clube.”
Boto foi perguntado sobre como lida com críticas ao seu trabalho. Segundo ele, discordâncias sobre decisões técnicas, como o valor pago por um jogador, não o abalam. O dirigente entende que esse tipo de crítica faz parte do direito de qualquer torcedor .
Não. As críticas não mexem comigo. Porque as pessoas têm o direito de criticar. E [as críticas] não mexem comigo no sentido de me fazerem ficar para baixo, ou não desenvolver meu trabalho. Não tenho essa maneira de agir ou de reagir.
Já sobre críticas de caráter pessoal, Boto disse que essas o afetam de forma diferente, principalmente quando partem de informações não verificadas. Como exemplo, citou acusações relacionadas ao uso de funcionários do Ninho do Urubu para tarefas domésticas em sua casa.
“Agora, houve uma altura em que, quando entraram em críticas pessoais, coisas pessoais, sem sequer checarem… Aí machuca um pouco. Porque dizer que eu obrigava as pessoas do CT [do Ninho do Urubu] a irem limpar minha casa, sem nem sequer saberem se isso estaria em contrato, ou se eu pagaria um extra a essas pessoas, que seria uma ajuda grande em relação àquilo que é o salário dessas pessoas.”
“Dizerem isso, ou dizerem que eu não estive presente quando perdemos a Supercopa [do Brasil] para o Corinthians. São coisas que eu não gosto de ouvir, porque sei que são ditas por maldade. “
Ele afirmou que esse tipo de crítica pessoal o incomoda porque, segundo sua avaliação, é dito por má-fé. Boto disse ainda que nada disso muda sua rotina de trabalho no Flamengo, e que segue conduzindo sua função no clube independentemente da repercussão nas redes sociais ou na imprensa.
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