Território MLS
·27 mars 2026
Brasil perde da França mesmo com um a mais: análise e destaques

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·27 mars 2026

O Brasil saiu derrotado por 2 a 1 pela França, em amistoso disputado em Boston, nos Estados Unidos, e deixou uma sensação ruim. Não foi só o resultado. A Seleção teve um jogador a mais durante boa parte do segundo tempo e, mesmo assim, não conseguiu reagir com consistência.
Os franceses foram letais. Kylian Mbappé abriu o placar ainda no primeiro tempo, e Hugo Ekitiké ampliou após o intervalo. Gleison Bremer descontou, mas o Brasil parou na própria falta de precisão.
O jogo começou em ritmo alto. O Brasil tentou assumir o controle, avançou pelos lados e ocupou o campo ofensivo. Faltou o principal: acertar o gol.
A equipe produziu, mas não concluiu. No futebol de alto nível, isso custa caro.
A França jogou de forma mais direta. Apostou no lado direito, explorando a velocidade de Ousmane Dembélé e Mbappé. A estratégia funcionou.
Aos 31 minutos, após um erro na saída de bola brasileira, Dembélé encontrou Mbappé livre. O camisa 10 finalizou por cobertura, sem chance para Ederson. Um gol típico de um jogador decisivo.
O Brasil voltou melhor após o intervalo. A entrada de Luiz Henrique deu mais agressividade ao ataque. Logo aos quatro minutos, a equipe criou uma boa chance, defendida por Mike Maignan.
Aos nove minutos, o jogo parecia se abrir de vez. Dayot Upamecano foi expulso após revisão do VAR. Um a mais em campo. Era o momento de pressionar e virar o jogo.
Mas o Brasil não transformou a vantagem numérica em domínio efetivo.
A França se reorganizou rapidamente, fechou espaços e apostou no contra-ataque. E foi assim que ampliou. Aos 19 minutos, Michael Olise encontrou espaço pelo meio e serviu Ekitiké, que finalizou com precisão: 2 a 0.
Frieza de um lado, desorganização do outro.
O técnico Carlo Ancelotti tentou corrigir o time com mudanças no meio e na defesa. A equipe ganhou presença na área e conseguiu diminuir.
Aos 32 minutos:
O Brasil encostou no placar, mas não conseguiu manter o ritmo necessário para buscar o empate.
Nos minutos finais, a Seleção tentou pressionar. Teve mais posse, rondou a área, mas seguiu com dificuldade na hora de decidir.
Os problemas foram claros:
Bremer ainda teve uma chance aos 45, mas finalizou para fora. Já nos acréscimos, um cruzamento perigoso passou por Igor Thiago e Vini Jr sem conclusão.
Nem os sete minutos adicionais foram suficientes para mudar a história.
Durante a partida, parte da torcida gritou o nome de Neymar. Após o jogo, Ancelotti tratou de esfriar o assunto.
“Agora temos de falar dos que estão aqui, que jogaram, deram tudo, mostraram a cara, trabalharam muito. E eu estou satisfeito.”
A declaração evidencia o foco no grupo atual, mas o debate permanece aberto. Neymar ainda é referência técnica e pode ir para copa, mas o time precisa de intensidade e consistência.
O Brasil volta a campo contra a Croácia, em Cleveland. Será o último amistoso desta Data FIFA.
Depois dessa atuação, a pressão aumenta. O time precisa mostrar evolução imediata.









































