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·8 juin 2026
Bruno Guimarães cita entrosamento com Paquetá e ressalta marcação alta pedida por Ancelotti

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Autor do gol que abriu a vitória contra o Egito no teste final antes da estreia, Bruno Guimarães apontou fatores positivos na formação escolhida por Carlo Ancelotti. Nesta segunda-feira (8), o meia do Newcastle concedeu entrevista coletiva em Nova Jerséi e destrinchou detalhes do gol marcado.
"Acho que uma das principais coisas que ele pede para nós é a marcação alta, acho que meu gol é o retrato disso. Quando o jogador pensou que estava sozinho, já tinha alguém no cangote dele, roubei a bola e fui feliz de fazer o gol", contou Bruno Guimarães.
O jogador, no entanto, também apontou detalhes que precisam ser corrigidos para a seleção continuar marcando de forma agressiva no campo de ataque.
"Temos que defender melhor no um-dois. Acreditar que seu rival pode ser perigoso. Temos uma semana para acertar isso. Nas bolas que não recuperamos levamos contra-ataques", completou.
Para Bruno Guimarães, a seleção pode apresentar variações dependendo da situação na partida ou do adversário. O meia destacou que Ancelotti molda o seu formato de jogo conforme o cenário.
"Acho que aquela Champions, principalmente a segunda, que ganhou com o Real Madrid eles jogaram com linha baixa muitas vezes, temos jogadores muito rápidos. Fica a questão do mister decidir como a gente vai jogar", relembrou.
Após a partida contra o Egito, Bruno Guimarães já havia elogiado a formação com reforço no meio-campo. Nesta segunda, o jogador voltou a ressaltar os pontos positivos do esquema, principalmente pelo entrosamento com Lucas Paquetá.
"Para atacar, no 4-2-4 te dá mais opções, mas ao mesmo tempo você fica com um time mais direto, sem um meia, depende muito das características. Nesse jogo, comparando ao contra o Panamá, a gente defendeu melhor também. Acho que o gol foi uma infelicidade nossa, eles não criaram para fazer gol na gente. Vai depender de como o Mister vai entender o jogo. Ficamos na expectativa, mas ele colocará os melhores que tem na cabeça dele para jogar no sábado", analisou.
"A nossa dinâmica, de ter um jogador a mais no meio, principalmente nesse último jogo, foi muito interessante para as dinâmicas de 1-2 tabela e tivemos muitas chances de marcar, mas pecamos nas finalizações. Tenho entrosamento com o Paquetá desde o Lyon e ficou mais fácil para jogar. Mas isso cabe ao mister se será o 4-4-2 ou o 4-3-3", completou.
Além do gol marcado, o terceiro em 43 jogos pela seleção, Bruno Guimarães também destacou as vitórias contra Egito e Panamá como combustível para aumentar a confiança para a Copa do Mundo.
"A sensação é a melhor possível. Nos dois amistosos jogamos, ganhamos, tivemos grandes momentos. Estamos cada vez mais prontos e focados, temos mais uma semana para trabalhar e zerar todas as dúvidas do mister. Mas a gente se sente preparado, pronto, mal podemos esperar para começar", celebrou.
"Muito confiante, ainda mais depois desses dois amistosos, com duas vitórias e boas atuações individuais e coletiva. A gente sabe que quando começa a Copa do Mundo todo mundo esquece o antes, então o primeiro passo é o mais importante para a gente. Começar com vitória, se Deus quiser, porque tudo se baseia no primeiro jogo. Queremos muito e nos sentimos preparados para começar com o pé direito", completou.
Outro ponto abordado na entrevista coletiva foi o corte de Wesley após a lesão no último amistoso. O meia reforçou a união do grupo em torno do companheiro e o sentimento de tristeza como mais um combustível para a buscar o hexa.
"Acho que todos receberam a notícia com muita tristeza. Para nós, jogadores, estar na Copa do Mundo é o ápice da nossa carreira, e você perdê-la faltando cinco dias é muito triste. Todos ficaram muito tristes com a notícia. Desejar ao Wesley uma pronta recuperação. Já temos 1000 motivos para correr, mas ganhamos uma a mais, porque vai ser por ele. E aproveitar para desejar boa sorte para Éderson, que possa somar com a gente", contou o meia.
Bruno Guimarães também foi questionado sobre o favoritismo da seleção brasileira. O meia foi questionado sobre alguns episódios de adversários opinando com baixa expectativa na seleção.
"Acho que muita gente faz coisa para aparecer, o Brasil em qualquer competição que vai é um dos favoritos, ninguém tem cinco estrelas no peito. A gente sabe que isso não entra em campo, mas a gente está aqui para a jogar o nosso melhor. Temos grandes jogadores brilhando nos melhores times do mundo, caso do Vini e do Raphinha. Temos que dar o devido respeito aos nossos jogadores", falou.
"Acredito que muita gente, principalmente na Inglaterra, respeita muito o Brasil. A gente se sente respeitado. Dentro de campo tudo pode acontecer, acredito que o Brasil vai ser sempre um dos favoritos. Não significa que o favorito vai ganhar, mas acredito que a gente está no bolo para desempenhar o melhor futebol e se tudo der certo ser campeão, mas a gente pensa jogo a jogo", completou.
A seleção brasileira entra na reta final da preparação para a Copa do Mundo. O Brasil estreia neste sábado (13), às 19h, contra o Marrocos, MetLife Stadium, em Nova Jérsei.







































