Carlos Vinícius virou o símbolo do que fizeram com o Grêmio | OneFootball

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JB Filho Repórter

·19 avril 2026

Carlos Vinícius virou o símbolo do que fizeram com o Grêmio

Image de l'article :Carlos Vinícius virou o símbolo do que fizeram com o Grêmio
  • Tá muito difícil defender o trabalho do técnico Luís Castro. Qualquer pessoa que veja a partida, se assusta com a enorme dificuldade do Grêmio em conseguir atacar.
  • E nem a tabela vai esconder. Já dá pra dizer que só um ponto separa da zona do rebaixamento. Não precisa falar muito mais, né?
  • Luís Castro tinha prometido grandes mudanças depois do que aconteceu contra o Remo. Pois bem, tentou modificar recuando mais o Norigea e no máximo aproximando os pontas como meias (que nem aconteceu tanto dessa vez). De qualquer modo, não deu nada certo de novo.
  • Custo a gostar dessa forma de jogar. Quando era atacado, Noriega entrava no meio dos zagueiros e a meta era ter Arthur (esquerda) e Nardoni (direita) formando uma dupla de proteção na frente da área. Algo que não aconteceu.
  • Na saída de bola, o Noriega avançava mais pela direita e o Arthur ficava em linha com ele tentando fazer a saída de bola. Ou seja, formavam uma linha de volantes. E o Nardoni? Virava quase um meia armador. Saia pela direita, mas avançava. Só faltava dar uma camisa 10 pra ele. Meio óbvio que não daria certo.
  • No primeiro tempo, Weverton fez dois pequnos milagres e salvou o time de já estar perdendo ali, na primeira etapa.
  • E foi o próprio Weverton, em um chute de tiro de meta, que armou o contra-ataque. Foi o Carlos Vinícius brigando com dois zagueiros e uma bola que sobrou para o Enamorado fazer uma jogada individual. Essa foi a única vez que ameaçaram. E desse jeito.
  • Só que mesmo tendo a sorte de ir pro intervalo para poder se ajustar, as coisas não melhoraram no segundo tempo. Com cinco minutos, o Cruzeiro abriu o placar. E eles é que conseguiram o contra-ataque. Aliás, os dois gols foram de roubadas com saídas rápidas deles, que o Grêmio demorou uma eternidade para se recompor. 
  • No primeiro gol sofrido, o Noriega foi o que mais errou. Ele perde a bola na saída e depois volta e se posicionar no meio dos zagueiros, dentro da pequena área praticamente, e deixou a entrada livre para o Gerson dominar e fazer o que queria. 
  • Luís Castro só se moveu depois disso e fez a coisa mais básica até aqui, sacou o Nardoni para por o Monsalve. O posicionamento não mudou muito, só a característica dos jogadores, um mais volante e outro mais meia. Só que nenhum dos dois performou.
  • O castigo veio pelos 21 minutos. Um contra-ataque cruzeirense, onde os gremistas desceram completamente desorganizados para fechar. Sabe aquela máxima antiga de “atacar marcando”. Então, passa longe do Grêmio. Não há sequer uma organização.
  • E aí vem um outro ponto mega importante. Vai parecer que ninguém corre, que ninguém quer nada ou que os boleiros sequer suaram. Confesso que só vendo o gps para ter certeza. E o motivo disso é que quando as coisas não estão bem organizadas, sempre vai parecer que os jogadores estão longe e aí parece que não correm. E pode não ser falta de vontade, é estar mal organizado e “não achar” o adversário. Pensem nisso.
  • Carlos Vinícius é um símbolo do que tá acontecendo. Ele ficou completamente isolado e nada chegava na sua zona. Coisa triste de ver. Um centroavante que tinha gente pedindo na seleção. “Sorte” que o Ancelotti nunca deu esperanças, pois se dependesse desse momento para carimbar uma ida pra Copa, o CV entraria em depressão.
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