Clube Atlético Mineiro
·9 avril 2026
Coletiva de imprensa: Eduardo Domínguez

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·9 avril 2026

Pergunta: Boa noite. Eu queria que você fizesse uma análise e explicasse para o torcedor porque o atleta teve um desempenho tão abaixo do que todo mundo esperava, mesmo com muitas mudanças na equipe, mas um atleta muito diferente daquele que conseguiu boas vitórias e conseguiu um padrão tático com você. Você pode explicar o que aconteceu nesse jogo? Boa noite.
Eduardo Domínguez:“É muito difícil, às vezes, explicar tão rápido o que aconteceu. Cada um, obviamente, temos que tomar as responsabilidades que nos tocam, pelo equipe que apresentamos, mas assumo toda essa responsabilidade, mas apresentamos jogadores de seleção, jogadores de jerarquia. Individualmente, um toma um equipe e outro outro, mas não o mostramos.
Nós falamos com tantos partidos, com tantas viagens, que todos terão a oportunidade e ganharão as oportunidades no campo de jogo. É isso. É fácil sempre que o que está fora tem que jogar.
É fácil dizer isso. Apenas é o primeiro jogo, temos que ter tranquilidade. É o viagem mais longa que nos toca.
Então, em toda a sequência que nos resta por diante, me parece que nos vamos reconverter, vamos continuar trabalhando. Tem que trabalhar duro, porque estão essas frases feitas. Se jogas como se treina, se treinas de uma maneira, não podes fazer mágia.
Não digo isso nem por mim, nem por este equipe que estava no campo, por todos. Porque hoje joga Atlético e todos representamos o Atlético. O que está, o que não está, os que ficaram em Belo Horizonte, todos representamos.
Todos representamos e nos temos que fazer cargo disso, porque não é somente esses jogadores que entraram no campo de jogo. Somos todos. Porque se não é fácil cair e dizer, não, este jogador isto, este jogador o outro, entre todos nós temos que nos fazer cargo e nos olhar no espelho, já o falamos.
Porque é fácil colocar excusas, e que não venha jogando tanto, e que veja o companheiro que me coloca ao lado, é fácil isso. Mas temos que assumir as responsabilidades e eu as assumo. Todos temos as oportunidades, as vamos continuar tendo, não vou ficar por um partido malo, foi malo o partido, temos que reconhecê-lo, mas a partir de reconhecê-lo temos que aceitá-lo de que ainda não falta, e ainda temos que acreditar no caminho, temos que acreditar no que estamos fazendo, em porquê fazemos o que fazemos, porque se não, agora o que nos resta? Agora temos que mudar tudo de novo, não, não, não.
É saber o que queremos e como queremos, e é todos os dias, porque são todos os partidos, é isso.”
Pergunta: Entendendo a responsabilidade que tem o Atlético Mineiro como instituição que é um time chamado para ser protagonista nesta Copa, como assumiu este resultado e por onde você acha que passou, além do que você mencionou que não foi um bom partido? E dentro do que é a derrota, pode resgatar algo na noite de hoje? Obrigado e boa noite.
Eduardo Domínguez:“Assumimos como tal, e falamos antes do partido. Não por estar vestindo o escudo desta grande instituição, temos que pensar que somos mais do que o outro.
Hoje se igualou muito com a tática e com o aspecto físico dos partidos. Todos vão ser difíceis, por mais que depois resultem que podem ser um pouco mais acessíveis. O que nos resta é trabalhar.
Primeiro, como assumimos, com tranquilidade. Nem antes, como falamos no outro dia, pensamos que começamos a ser um grande time e agora vamos ser o pior.
Quedam cinco datas. Isto só começa, por mais que seja curto, só começa. Não é como você cai, mas como você se levanta.
Eu me sinto forte nesta situação. E temos que nos sentir fortes nesta situação. Porque, de novo, jogamos mal. Não saímos das situações que pensávamos.
E, claro, resgatamos muitas coisas. Resgatamos muitas coisas.”
Pergunta: Espera contar com todas as suas peças para os próximos eventos da Copa Sul-Americana. E, se você voltar, você acha que isso melhorará a equação do time para as próximas datas?
Eduardo Domínguez:“Eu acho que se repetirmos o mesmo time, o mesmo time mudará.
Porque não podemos permitir uma apresentação como esta. Digamos, como time.
Dizemos várias vezes: jogos atléticos não se jogam com nomes. Jogos de quem joga temos que representar da mesma forma. E temos que nos dedicar da mesma forma para os nossos atletas.
Estamos decepcionados pelo jeito que fizemos o partido hoje por nossos atletas. E seguramente nos vão criticar e têm razão. Porque hoje jogamos mal.
Mas, de novo, o que vamos fazer com isso? É como nós temos que nos levantar para este próximo sábado.
Como nós temos que nos levantar para começar esta competição em nossa casa, com nossa gente, com o apoio que recebemos deles.
E temos que jogar para eles outra vez.
Mas, de novo, já não podemos fazer nada. E o que nos toca é trabalhar, acreditar, acreditar no caminho, acreditar nas situações que buscamos para poder melhorar.
Toda melhora, toda melhora, sempre não é linear. Não é linear.
Então, vamos ter alguns baches. E, em frente a esses baches, o que fazemos? É levantar-se, é continuar, é seguir trabalhando.”
Pergunta: Os times brasileiros vêm tendo dificuldades na primeira fase. Muitos analistas acreditam que é por falta de postura. Você vê isso como um desafio?
Eduardo Domínguez:“As dificuldades, ou vou entendendo as dificuldades que tem o calendário. E as dificuldades não só do calendário, mas das distâncias.
No outro dia falou, Renato, eu acho, que não são máquinas. Mas os calendários são assim. Hoje, no mundo, eu entendo, compartilho.
Mas também sabemos o que temos que representar e como queremos representar. Sobretudo é como queremos representar o escudo que levamos posto. E como queremos representar nossos fãs.
Então, sim, sinto que, porque falamos, tem coisas que digo porque já falamos com os jogadores.
Não é fácil jogar quando você tem em frente um time, sem desmerecer os rivais. Sem desmerecer os rivais, mas um tem mais jerarquia que o outro.
E para um é o partido quase da série e para o outro não.
Então, igualar a parte mental é a dificuldade mais grande.
Porque, sem querer, algum jogador assume que o importante é outra competição e não este partido.
E todos os partidos são importantes porque todos os partidos te põem e te sacam do time.
Se você está jogando este partido pensando no sábado, é provável que no sábado não jogue.
Porque você vai fazer mal hoje.
Aconteceu isso? Não sei.
Mas sei que a jerarquia que temos nós e a jerarquia do rival, sem desmerecer o rival que fez um grande partido, fez verdadeiramente todas as transições, as sofremos, as sofremos todas.
De novo, tomar isso com tranquilidade, eu, eu, analisar bem, falar com os jogadores, falar com todos.
Não só com os que jogaram, mas com os que ficaram, com os que não participaram.
Porque realmente precisamos de tudo, precisamos de tudo.
E é de tudo, não porque o que não jogou está exento de culpa, não está exento.
Porque como se tomou este partido sabendo que não ia jogar? Estava fora? Estava com o telefone ou estava presente aí, onde todos precisamos?
Quando um joga um partido difícil, estamos todos metidos.
E hoje, como este jogador estava?
Então é fácil depois cair ao que jogou.
Eu tenho que analisar tudo, com tranquilidade, não ficar louco.
Um tropeção não é caída.
E temos que ver como pisamos forte no que vem.”
Pergunta: Você esperava esse tipo de jogo do adversário?
Eduardo Domínguez:“Hoje temos tudo ao alcance da mão.
Sabíamos de sua organização, de sua saída de 3-1, 3-2.
Sabíamos de suas transições, que é o mais importante.
A segunda situação mais importante, a bola parada. Vieram alguns gols assim, praticamente.
No primeiro tempo, o que mais sofremos, acho que nos tiraram 5 centros, 5 vezes chegaram ao área e todas remataram.
Então, quando um sabe… e de novo, não é que me saio da culpa, não estou exento da situação.
Mas não ganhamos os duelos individuais, onde realmente se merecem, que estão dentro do área.
Nem ofensiva, nem defensiva.
Tivemos uma muito clara. A sacou o arqueiro.
E depois tivemos algumas situações que não pudemos finalizar da melhor maneira.
E o Suárez, me parece que fez um grande partido, um grande partido.
E o que promete, e o que se fala dele, me parece que… vamos levar isso pouco a pouco, para que comece a ser uma realidade.
Porque, verdadeiramente, ele joga muito bem.”









































