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·8 janvier 2026
Colunista da ESPN chama Flamengo de 'clube mais SAF do Brasil'

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·8 janvier 2026

O Flamengo se tornou a maior potência do Brasil após a reestruturação, e em meio ao 'boom' das SAFs, o clube faz resistência ao modelo justamente por não precisar dele. Mas na visão de Paulo Cobos, colunista da ESPN, o Rubro-Negro é o clube 'mais SAF' do Brasil.
Mais uma narrativa em busca de minimizar os feitos do Mengo. Ele pega, primeiro, o fato de Bap ter afirmado que, até 2029, o Flamengo seria o único time grande do Brasil a não ser SAF.
"Mas, em 2026, quando ainda praticamente metade dos grandes do país não têm dono, o Flamengo já é o 'clube mais SAF' do Brasil", afirma.
Isso porque o clube toma decisões com visão meramente corporativa, de acordo com o jornalista.
"As decisões na Gávea, muitas antipáticas, são tomadas com a lógica empresarial e responsável que deveriam ser a obrigação de qualquer time que tenha se transformado em SAF, mas que não é o caso em tantos que já seguiram esse caminho", comenta.
A diminuição do investimento no futebol feminino e o fim do para-remo e da canoagem são alguns exemplos citados. Para Paulo, as atitudes são "mesquinhas", já que o Rubro-Negro fatura R$ 2 Bi anualmente.
"Mas, para Bap e sua diretoria, o Flamengo foi feito para ser dominante no futebol, e para fazer isso o clube precisa aumentar receitas, diminuir despesas no que para eles é secundário e montar um esquadrão no futebol masculino".
A coluna diz ainda que o "Flamengo, ainda propriedade de seus sócios, resolveu ser administrado como se fosse uma SAF e consagrou a máxima que 'futebol é negócio'.
No entanto, ele mesmo não percebeu que seu próprio texto contradiz sua tese de SAF no Flamengo, lembrando uma questão importante do estatuto do clube.
"A favor do clube conta também o seu estatuto, que faz o que todos deveriam fazer ao apontar que seus cartolas irão pagar com seus bens pessoais em caso de administrações temerárias".
Ou seja, apesar da visão empresarial adotada pelo Flamengo - que seria a única semelhança com uma governança SAF - o Flamengo defende a si mesmo com o estatuto.
Pagar com bens pessoais não é algo que aconteceria em uma SAF, onde o dono é da SAF é o dono do clube e pode fazer o que bem entender, podendo até quebrar um clube.
No caso do Flamengo, casos de corrupção ou governanças ruins que quebrem o clube resultarão diretamente no bolso dos dirigentes que não atuaram da maneira correta.









































