Central do Timão
·20 janvier 2026
Comissão de Justiça conclui análise sobre uso de cartão corporativo e recomenda envio à Ética

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A Comissão de Justiça do Conselho Deliberativo do Corinthians concluiu, na última segunda-feira (19), a análise referente ao uso do cartão corporativo do clube pelo ex-presidente Andrés Sanchéz. O parecer foi encaminhado ao presidente do Conselho Deliberativo (CD) Romeu Tuma Júnior, e aponta a recomendação para que o caso seja remetido à Comissão de Ética, diante de indícios de gestão temerária.
Com o envio do parecer, o caso aguarda agora despacho formal do presidente do CD para que seja oficialmente remetido à Comissão de Ética e Disciplina (CED), onde deverá tramitar como processo disciplinar. As investigações sobre o uso do cartão corporativo pelas três últimas gestões do Corinthians foram conduzidas de forma separada, e este andamento específico diz respeito exclusivamente ao segundo mandato de Andrés Sanchez, entre 2018 e 2020.

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Já o ex-presidente Duilio Monteiro Alves, que comandou o clube na gestão seguinte, ainda não foi ouvido pela Comissão de Justiça. A expectativa é de que seu depoimento ocorra ainda neste mês de janeiro, dentro do cronograma estabelecido pela comissão.
Relembre o caso
A investigação sobre o uso irregular do cartão corporativo do Corinthians começou após denúncias feitas por torcedores, com base em faturas vazadas por uma conta paródia na rede social X. Um dos documentos foi confirmado como verdadeiro por Andrés Sanchéz, que à época declarou ter reembolsado o clube pelos gastos.
Em julho de 2025, o Ministério Público de São Paulo abriu um procedimento investigatório criminal para apurar o uso irregular do cartão corporativo durante as gestões dos ex-presidentes Andrés Sanchez (2018-2020) e Duilio Monteiro Alves (2021-2023). Dias depois, o órgão passou a investigar também o relatório de despesas da presidência de outubro de 2023. Posteriormente, a apuração foi ampliada para incluir as faturas dos cartões corporativos emitidas durante a gestão do presidente destituído Augusto Melo, de janeiro de 2024 a maio de 2025.
Andrés Sanchez e Roberto Gavioli foram denunciados pelo MP-SP em outubro do ano passado. O ex-presidente é acusado dos crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário, enquanto o ex-gerente financeiro responde pelas acusações de apropriação indébita e lavagem de dinheiro. As denúncias envolvem mais de 200 despesas distribuídas em 31 faturas, realizadas entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021, e incluem pedido de ressarcimento aos cofres do Corinthians superior a R$ 480 mil, a título de danos materiais.
A ação judicial que analisa a denúncia do Ministério Público contra o ex-presidente e o ex-gerente financeiro encontra-se suspensa após a juíza responsável pelo caso acolher um pedido de suspeição apresentado pelo MP. O processo foi encaminhado à Câmara Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que irá avaliar o pedido e decidir se a magistrada permanece ou não à frente da ação.
Paralelamente à investigação conduzida pelo MP-SP, o ex-presidente passou a ser alvo de apuração interna pela Comissão de Justiça do clube, que concluiu seus trabalhos na última segunda-feira. Conselheiro vitalício do Corinthians, Andrés Sanchéz encontra-se afastado do cargo até a conclusão definitiva das investigações.
Próximos passos
Com a conclusão da análise preliminar pela Comissão de Justiça, a tendência é que o presidente do CD oficialize o envio do caso à Comissão de Ética. A partir desse momento, Andrés Sanchéz passará a responder a um processo disciplinar, no qual terá assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme previsto no estatuto do clube.
Ao final da apuração, a Comissão de Ética e Disciplina (CED) elaborará um parecer conclusivo, no qual poderá recomendar ou não a aplicação de sanções ao ex-presidente. Entre as penalidades previstas, está inclusive a possibilidade de expulsão do quadro associativo do Corinthians.
Seguindo o rito estatutário, o parecer da CED deverá ser submetido à apreciação e deliberação do plenário do Conselho Deliberativo, instância responsável pela decisão final sobre eventuais punições. Cabe destacar que o presidente da Comissão de Ética Leonardo Pantaleão acompanhou desde o início os trabalhos desenvolvidos pela Comissão de Justiça, com o objetivo de garantir maior celeridade ao andamento do caso e evitar retrabalho na fase disciplinar.
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