Jogada10
·9 avril 2026
Como chega a Bélgica para a Copa do Mundo

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Com uma geração brilhante que vai se despedindo, e uma outra que pede passagem, a Bélgica chega para disputar a sua 14ª Copa do Mundo. O principal objetivo é deixar para trás a participação na última edição, quando os Red Devils caíram ainda na fase de grupos.
O ciclo belga começou com uma classificação tranquila para a Eurocopa, na primeira colocação do seu grupo. Porém, na competição continental, o grupo passou por sérios problemas com o treinador Domenico Tedesco. Thibaut Courtois, por exemplo, ficou de fora da competição. Em campo, uma campanha fraca, marcada pela derrota para a Eslováquia e a eliminação para a França, nas oitavas de final.
Depois, na Liga das Nações, o desempenho piorou. Vitória apenas na estreia, contra Israel, e somente mais um ponto conquistado no empate contra a Itália. Os Red Devils não avançaram para a próxima fase e ainda tiveram que disputar um playoff para garantir a permanência na Liga A. Por conta disso, os belgas demitiram Tedesco e trouxeram Rudi Garcia para o cargo.

Belgas passaram por trocas ao longo do ciclo – Foto: Reprodução/RBFA
No primeiro desafio do francês, a Bélgica perdeu na ida para a Ucrânia por 3 a 1, mas garantiu sua permanência após vencer na volta por 3 a 0, com boa atuação de Lukaku. Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, os Red Devils tropeçaram, com dois empates contra a Macedônia do Norte e um contra o Cazaquistão, mas garantiram sua vaga sem maiores sustos.
Nos testes da última Data Fifa, goleada para cima dos Estados Unidos por 5 a 2 e empate em 1 a 1 com México. Destaque para Dodi Lukebakio, que marcou três gols. No momento, a seleção ocupa a nona posição no ranking da Fifa.
Grande astro da “ótima geração belga”, Kevin De Bruyne vai para o seu quarto e, provavelmente, último Mundial. Com a camisa dos Red Devils são 117 jogos e 36 gols. Um deles, talvez o mais marcante, contra o Brasil, nas quartas de final da Copa de 2018, quando a seleção fez a sua melhor campanha no torneio.

De Bruyne disputará sua quarta Copa do Mundo – Foto: Reprodução/RBFA
Neste ciclo, De Bruyne assumiu um novo posto dentro da seleção, sendo o capitão da equipe na Eurocopa. Entretanto, a braçadeira ficou no seu braço até setembro de 2025, quando Rudi Garcia passou-a para Tielemans. Na campanha da classificação acabou sendo fundamental na dramática vitória contra Gales, com o gol do triunfo marcado nos acréscimos.
Quando a Bélgica anunciou Rudi Garcia como seu novo treinador, muita gente torceu o nariz. Afinal, o francês vinha de uma passagem fraca pelo Napoli, quando chegou para substituir Luciano Spaletti e durou apenas três meses no cargo. Entretanto, o técnico, embora não tenha empolgado muito, conseguiu cumprir sua missão, classificando os Red Devils para a Copa do Mundo.

Rudi Garcia comanda os Red Devils desde 2025 – Foto: Reprodução
Agora, em seu primeiro Mundial como treinador, Garcia tem a missão de evitar um novo fracasso da seleção belga. Seu principal desafio é mesclar a geração que se despede, tendo De Bruyne e Lukaku como principais nomes, com os novos jogadores que surgem no elenco.
A Bélgica é um país acostumado a disputar a competição, com 13 participações anteriormente. Em duas oportunidades, os Red Devils chegaram até a semifinal. A primeira, em 1986, quando perderam para a Argentina e, depois, para a França na disputa pelo terceiro lugar. Já em 2018 o feito se repetiu, no ano em que eliminou o Brasil, mas os frances estavam novamente no caminho, evitando um desempenho ainda melhor da ótima geração. Por outro lado, desta vez, os belgas venceram a Inglaterra e terminaram com o terceiro lugar.

Bélgica eliminou o Brasil na Copa de 2018 – Foto: Reprodução
Entretanto, a impressão que a seleção deixou da última Copa é muito negativa. A Bélgica acabou caindo ainda na fase de grupos, com uma vitória simples contra o Canadá, na estreia, uma derrota para o Marrocos e um empate contra a Croácia, com uma chuva de gols desperdiçados.
Courtous; Meunier, Mechele, Debast e De Cuyper; Vanaken e Tielemans. Alexis Saelemaekers, Jeremy Doku e De Bruyne; Lukaku.
A Bélgica é um dos berços da União Europeia e um dos locais escolhidos para abrirgar tratados internacionais importantes, sendo sede da Otan, por exemplo. O país tem uma área de 30.526 km² e uma população de 11.825.551 habitantes. Sua capital é Bruxelas e os belgas vivem uma monarquia parlamentarista, sob o reinado do rei Filipe I e tendo como primeiro-ministro Bart De Wever.
Uma curiosidade é que a Bélgica possui três línguas oficiais: alemão, holandês e francês, variando a predominância dependendo da região do país. A economia belga está ligada à industrialização, principalmente de automóveis, produtos alimentícios, ferro e aço, devido à sua localização estratégica na Europa.
Os belgas, assim como a vizinha Holanda, são um dos principais palcos para a música eletrônica. Destaque para a Tomorrowland, maior festival de música eletrônica do mundo, que acontece na Antuérpia. Na cena local, destaque para Stromae, conhecido pela música “Alors on Danse”, e para DJ Charlotte de Witte, considerada a número um do techno mundial.

Van Damme é o grande astro belga dos cinemas – Foto: Reprodução/Redes Sociais
No cinema, o grande nome belga é Jean-Claude Van Damme. O ator de 60 anos começou sua carreira como fisiculturista e artista marcial na Bélgica. No começo dos anos 80, se mudou para os Estados Unidos para começar sua carreira na telona, atuando em filmes de ação. Entre seus principais filmes estão “Bloodsport”, “Kickboxer”, “Duplo Impacto”, “Soldado Universal”, “O Alvo” e “Street Fighter”.

Bélgica quer deixar para as desconfianças sobre seu momento – Foto: Reprodução/RBFA
Na última dança de sua “ótima geração” e apresentando rostos de uma renovação, a Bélgica gera expectativa e incerteza para a Copa. A falta de desempenhos em grandes duelos coloca em questão o nível que a seleção pode alcançar no torneio. Entretanto, espera-se que os Red Devils não tenham tantas dificuldades para avançar no grupo com Irã, Egito e Nova Zelândia. Porém, os problemas belgas podem começar a aparecer na fase de mata-mata, não sendo um adversário complicado para quem estiver no caminho.









































