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·19 avril 2026

Como chega o Egito para a Copa do Mundo

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Após uma eliminação traumática nas Eliminatórias de 2022, o Egito volta a disputar a Copa do Mundo na expectativa de enfim ter uma boa participação no torneio. Os Faraós tiveram um ciclo marcado por tropeços, mas com uma classificação tranquila e, claro, com o protagonismo do astro Mohamed Salah.

O ciclo egípcio começou em alta, com cinco vitórias nas Eliminatórias para a Copa Africana de Nações, duas nas Eliminatórias da Copa e apenas uma derrota, em um amistoso contra a Tunísia. Porém, o bom rendimento não apareceu na competição continental. Os Faraós empataram seus três jogos na fase de grupos, avançaram para as oitavas de final, mas caíram nos pênaltis para a República Democrática do Congo.


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Depois do fracasso na Can, o português Rui Vitória deixou o comando da seleção e o conhecido Hossan Hassan assumiu o cargo. Jogando em casa, o técnico estreou com vitória contra a Nova Zelândia, mas perdeu na decisão da Fifa Series para a Croácia. De volta à qualificatória para o Mundial, a seleção se estabilizou na ponta do grupo, com vitória contra Burkina Faso e empate diante da Guiné-Bissau. Já em uma nova eliminatória para o torneio continental, a classificação egípcia veio após quatro triunfos e dois empates contra Botsuana, Mauritânia e Cabo Verde.

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Faraós não tiveram dificuldades para se classificar nas Eliminatórias – Foto: Divulgação/EFA

A classificação para a Copa veio em 2025, sem muitos sustos. Afinal, em seis jogos, o Egito venceu cinco, apenas empatando contra a Burkina Faso, fora de casa. Os egípcios garantiram a vaga na vitória de 3 a 0 contra Djibouti. Depois disso, os Faraós tropeçaram nos primeiros testes, com derrota para o Uzbequistão, empate diante de Cabo Verde e eliminação na primeira fase da Copa Árabe, na qual usou um time alternativo.

Por fim, começando o ano do Mundial, o Egito apresentou um bom rendimento na Can. A seleção avançou na liderança do grupo, passou por Benin e Costa do Marfim no mata-mata, caindo apenas na semifinal, contra Senegal, algoz dos últimos anos. Nos últimos testes antes da Copa, bons resultados, com goleada para cima da Arábia Saudita e empate contra a Espanha. No momento, os Faraós ocupam a 29ª colocação do ranking da Fifa.

O destaque

Grande nome da seleção nos últimos dez anos, Mohamed Salah quer conseguir enfim disputar uma Copa do Mundo de forma saudável. Afinal, em 2018, o craque sofreu uma lesão na final da Champions League e não teve condições plenas para atuar no torneio na Rússia. Depois da derrota na Can de 2021 e da eliminação nas Eliminatórias de 2022, o jogador tenta ter um desempenho marcante pela seleção em uma competição internacional.

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Salah espera disputar sua primeira Copa sem estar lesionado – Foto: Divulgação/EFA

Com a camisa dos Faráos, Salah já disputou 115 partidas, o sétimo maior da história do país, com 67 gols, sendo o vice-artilheiro da seleção, a dois gols do atual treinador Hossam Hassan. Além de tentar fazer a Copa da sua carreira, o torneio é importante para o craque pelo fechamento de um ciclo na sua carreira. Afinal, o jogador já declarou que deixará o Liverpool ao final da temporada, encerrando uma passagem de nove anos pelos Reds.

O comandante

Maior artilheiro da seleção, Hossam Hassan ganhou um desafio dentro do país para a sequência de sua carreira. Depois de 177 jogos e 69 gols pelos Faraós, o treinador chegou à equipe com a missão de conseguir a vaga na Copa do Mundo, concluída com sucesso. Agora ele se prepara para a sua segunda Copa, já que disputou o Mundial de 1990 como jogador.

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Hassan retornou à seleção com missão como treinador – Foto: Divulgação/EFA

Em sua carreira como treinador, Hassan passou por diversos clubes egípcios, como Zamalek, Pyramids e Al Masry. Além disso, o técnico já comandou a seleção da Jordânia, entre 2013 e 2014, disputando a repescagem para a Copa do Mundo, na qual perdeu a vaga para o Uruguai.

Campanha em Copas

Maior campeã africana, com sete títulos continentais, o Egito não tem o mesmo sucesso em participações em Copas. Afinal, o Mundial de 2026 é apenas o quarto que os Faraós irão disputar em sua história. Antes disso, a seleção participou das edições de 1934, 1990 e 2018. Os egípcios também iriam participar da competição em 1930, mas ficaram presos em uma tempestade no Mar Mediterrâneo e não conseguiram seguir viagem para o Uruguai.

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Egito nunca venceu uma partida de Copa do Mundo – Foto: Divulgação/FIFA

Inclusive, uma marca negativa é que os Faraós nunca venceram um jogo em Mundiais. Na primeira participação, caíram logo na primeira fase contra a Hungria. Já em 1990, os egípcios somaram os primeiros pontos, em empates contra Holanda e Irlanda, mas perderam para a Inglaterra, sendo eliminados. Já em 2018, o Egito sofreu três derrotas contra Uruguai, Rússia e Arábia Saudita, ficando mais uma vez na primeira fase.

Time-base

El-Shenawy; Fatouh, Hany, Ibrahim e Zizo; Saber. Ashour, Attia e Fathi; Salah e Marmoush.

O país

O Egito é uma das civilizações mais antigas que existem, com os primeiros povos sendo datados de seis mil anos antes de Cristo, e o começo de um reino em torno de três mil antes de Cristo. O país tem uma área de 1.001.450 km², uma população de 110.000.000 habitantes e sua capital é Cairo.

A economia egípcia sempre teve a agricultura como grande fonte da economia, por conta do vale do rio Nilo. Outros setores de destaque são a exportação de petróleo, o turismo e o controle do Canal de Suez, que liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho. O Egito é uma república semipresidencialista, com um regime de governo autoritário, que tem como presidente Abdul Fatah Khalil Al-Sisi e Moustafa Madbouly como primeiro-ministro.

Celebridades

Nos últimos anos, personalidades egípcias vêm ganhando destaque em produções mundiais. É o caso do ator Mena Massoud, que interpretou Aladdin nos cinemas, e da atriz May Calamawy, que atuou nas séries Ramy e Cavaleiro da Lua. Além de Rami Malek, que deu vida a Freddie Mercury no filme Bohemian Rhapsody. O vencedor do Oscar de melhor ator em 2019 nasceu nos Estados Unidos, mas é filho de egípcios e tem forte ligação com suas raízes.

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Mena Massoud interpetrou Aladdin nos cinemas – Foto: Divulgação/Disney

Já no mundo da música, o Egito tem alguns dos principais nomes da cena árabe. Destaque para Amr Diab, o número da indústria musical do país, Mohamed Mounir, que é considerado o Roberto Carlos egípcio, e os rappers Mohamed Ramadan e Sadat El 3almy.

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Egito vai em busca de classificaçaõ inédita no Mundial – Foto: Divulgação/EFA

O que esperar do Egito na Copa

Em busca da sua primeira vitória no torneio, o Egito vive a expectativa também por uma possível classificação inédita para o mata-mata. Afinal, se a seleção estiver com Salah e Marmoush saudáveis, a expectativa é que os Faraós façam uma briga dura com o Irã pelo segundo lugar em seu grupo, deixando a Nova Zelândia para trás. Além disso, os resultados recentes mostram que os egípcios tem potencial para incomodar a Bélgica na disputa pela ponta da chave.

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