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·9 avril 2026
Conselho do São Paulo expulsa Mara Casares e Douglas Schwartzmann

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·9 avril 2026

Nesta quinta-feira, o Conselho Deliberativo do São Paulo definiu as expulsões de Mara Casares e Douglas Schwartzmann do quadro associativo do clube. Os ex-diretores do Tricolor, que estavam afastados desde dezembro, são investigados pela Polícia por suposto envolvimento em um esquema ilegal de comercialização de um camarote para shows realizados no Morumbis.
A votação começou na última quarta-feira, às 22h (de Brasília) e foi encerrada nesta quinta, às 17h (de Brasília). O Conselho, que é composto por 253 membros, teve 223 votos a favor da expulsão de Mara e 217 para a remoção de Douglas.
A informação foi inicialmente confirmada pelo ge e confirmada pela Gazeta Esportiva.

Foto: Divulgação / Mara Casares
Presidente do São Paulo, Harry Massis havia se manifestado, em março, a favor da remoção da dupla do quadro associativo da instituição.
“Meu voto será a favor da expulsão. Se a Comissão de Ética recomendou esta decisão, tenho plena confiança na investigação do órgão e acredito que é o melhor para a instituição”, disse o mandatário, à época, em comunicado à imprensa.
A votação dos conselheiros seguiu a recomendação do parecer final da Comissão de Ética do São Paulo. Além da expulsão do quadro associativo do clube, Mara e Douglas também foram excluídos do Conselho Deliberativo do São Paulo.
Em nota enviada ao ge, Mara Casares se pronunciou e repudiou a decisão do CD do São Paulo. Veja, abaixo, a manifestação:
“A Sra. Mara Suely Soares de Melo Casares, por meio de seus Advogados Rafael Estephan Maluf e Paula Stoco de Oliveira, manifesta publicamente seu profundo repúdio à decisão proferida nesta data pelo Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube, que determinou o encerramento do vínculo associativo com a instituição.
Frisa-que que a Sra. Mara Casares respeita as instâncias do clube ao qual dedicou anos de trabalho com extrema dedicação e zelo. No entanto, discorda frontalmente da referida decisão emanada de um procedimento interno que se baseou unicamente em matérias jornalísticas.
Ao longo de todo o procedimento, Mara colaborou irrestritamente com a apuração dos fatos, prestando todos os esclarecimentos solicitados e colocando-se à disposição da Comissão de Ética do São Paulo Futebol Clube. Não há, até o momento, qualquer evidência concreta de que tenha auferido benefício financeiro ou pessoal em relação aos fatos investigados.
Uma condenação desta gravidade sem lastro mínimo probatório é, no mínimo, um grave equívoco institucional, seja para a Sra. Mara, seja para outros associados do SPFC, pois criou-se um precedente gravíssimo de utilização de apurações internas do clube como instrumento de manobra política.
É lamentável que uma decisão desta magnitude, com consequências tão severas para a honra e a trajetória de uma pessoa, tenha sido adotada sem a observância do rigor probatório que o caso exige.
Por fim, a Sra. Mara Casares permanece certa de sua inocência, amparada pela convicção de sua integridade e pela confiança de que a Justiça cumprirá seu papel”.
Áudios entre Douglas Schwartzmann, diretor adjunto da base do São Paulo, e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares e diretora cultural e de eventos, revelaram um esquema ilegal de comercialização de um camarote para shows realizados no Morumbis. Após o vazamento do caso, Schwartzmann e Mara pediram licença de seus cargos.
Na gravação, revelada pelo ge, Schwartzmann admite que ele, Mara e outras pessoas ganharam dinheiro com o esquema. Ele afirma que Mara Casares recebeu do superintendente Marcio Carlomagno um camarote e comercializou ingressos do show da cantora colombiana Shakira, em fevereiro deste ano. Carlomagno é considerado o braço direito do ex-presidente Julio Casares e principal nome da situação para eleição de 2026.
O camarote que motivou a gravação vazada, no centro de um processo judicial, foi o 3A, no setor leste do Morumbis. Em documentos do clube, esse espaço consta como “sala presidência” e fica em frente ao escritório da presidência do São Paulo, hoje ocupada por Massis.
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