Jogada10
·2 juin 2026
Copa do Mundo. Dia 1: após quase 30 horas, enfim, Morris Plains!

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Se algum crítico literário elaborasse um novo tratado sobre epopeias, não mencionaria “A Ilíada”, “A Odisseia” ou “Os Lusíadas”, clássicos já imortalizados nos últimos séculos. O escritor acompanharia as jornadas deste colunista e mergulharia na parte funda da piscina para concluir o estudo. Com a sensação de ter cruzado o planeta, este escriba desembarcou em uma pequena cidade de Nova Jersey 28 horas após deixar os Alpes Tijucanos. Três voos, um shuttle (van do aeroporto até o centro), uma caminhada de cinco minutos pelas ruas barulhentas de Manhattan, um deslocamento por algumas estações de metrô da Big Apple e a viagem de trem que conduziu, enfim, a equipe de reportagem do Jogada10 até o seu destino final: Morris Plains, distrito com menos de sete mil habitantes e localizado a três quilômetros do campo de treinos da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo (Morristown).
Rio de Janeiro, São Paulo, Toronto e Nova York. O J10 rasgou os céus de quatro cidades da América e já está de prontidão para receber a única seleção pentacampeã, na terra do Tio Sam. Por falar em verde e amarelo, as cinco estrelas ainda provocam admiração nas pessoas que dizem soccer ao invés de football, mesmo que apresentem algum grau de desatualização em relação ao esporte bretão. Nascido no Bronx e com a família no Brooklyn, um coroa muito bem conservado, por exemplo, puxou assunto com o colunista e afirmou que o Brasil é a grande referência do Mundial. Antes de descer em Newark, gabou-se de ter visto Pelé no New York Cosmos. Só lamentou ter voltado aos Estados Unidos depois de passar uma semana em uma praia paradisíaca de Porto Rico. Já a funcionária da imigração, ainda no Canadá, queria saber qual time bateria de frente com os comandados do técnico Carlo Ancelotti durante a Copa do Mundo.
Estamos na pista e com o auxílio luxuoso do repórter André Bachá (Voz do Esporte), com quem terei a honra de dividir estes 52 dias de cobertura. Como bons viajantes, a primeira providência foi realizar o tradicionalíssimo reconhecimento de campo e as compras para garantir as refeições da semana. Morris Plains foge do imaginário de uma cidade do interior. Não há aquela pracinha com uma igreja como ponto de encontro dos locais. Os estabelecimentos estão, aliás, no meio da estrada. Quem dispõe de automóveis, portanto, segue em vantagem. Não é o caso do cidadão que prefere encarar a vida on foot. À noite, para não contrariar o Donaldo, os restaurantes e bares fecham rápido. O distrito dorme cedo e sequer especula no sereno.

Equipe do J10 chega de forma triunfante a Morris Plains – Foto: Leonardo Pereira/Jogada10
A Copa do Mundo já começou por aqui. Por isso, este reles cronista julgou importante marcá-la como “dia 1” e compartilhar as experiências iniciais com seus valiosos seguidores. No entanto, ele não promete um diário. E sim, relatos dos fatos mais interessantes que acontecerão ao longo desta inigualável jornada pelos Estados Unidos. Dormir que é bom… Deixa para lá! O Clube da Insônia sobrevive justamente nas madrugadas produtivas. A ficha vai caindo aos poucos do quão grande é este evento. A cada minuto que passa, aumenta a vontade de apressar o relógio para o primeiro de 104 pontapés iniciais. Fiquem atentos. Pois não faltarão boas histórias!
*Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.







































