Jogada10
·20 juin 2026
Da frustração ao protagonismo: Matheus Cunha dá a volta por cima com dois gols na Copa

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Quatro anos foram suficientes para transformar lágrimas em sorrisos na trajetória de Matheus Cunha com a Seleção Brasileira. Fora da lista final para a Copa do Mundo de 2022, o atacante vive agora um cenário completamente diferente. Nesta sexta-feira (19/6), ele marcou dois gols na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, pela segunda rodada do Grupo C, e assumiu o protagonismo da Seleção no Mundial de 2026.
Os dois gols saíram ainda no primeiro tempo. O primeiro veio aos 22 minutos. Matheus Cunha roubou a bola no meio-campo e iniciou a jogada com Bruno Guimarães, que encontrou Vini Jr. dentro da área. O camisa 7 finalizou, o goleiro Johny Placide espalmou, mas o zagueiro Delcroix tentou afastar e chutou em cima do atacante brasileiro, que desviou para o fundo das redes.
Pouco depois, aos 35 minutos, a Seleção ampliou em uma jogada de transição rápida. Lucas Paquetá recuperou a posse após erro de Casimir e acionou Vini Jr., que lançou Matheus Cunha em profundidade. O camisa 9 dominou e acertou um forte chute de pé esquerdo para marcar o segundo gol brasileiro.

Matheus Cunha vai da frustração em 2022 para a glória em 2026 – Foto: Divulgação / FIFA
A atuação coroou uma trajetória de superação. Integrante do ciclo comandado por Tite rumo ao Catar, Cunha chegou a disputar convocações após conquistar a medalha de ouro olímpica e terminar como artilheiro da campanha sob o comando de André Jardine. Entretanto, o atacante acabou preterido na convocação final.
Na ocasião, Tite escolheu Gabriel Jesus, Pedro e Richarlison para ocupar as vagas de centroavante. Aliás, a falta de gols pela Seleção e a fase irregular vivida no Atlético de Madrid pesaram contra Matheus Cunha.
O cenário mudou completamente no ciclo seguinte. Afinal, depois de uma boa temporada pelo Manchester United, com dez gols e duas assistências em 35 partidas, o atacante chegou à Copa de 2026 praticamente como unanimidade entre torcedores e comissão técnica.
Se em 2022 o choro representava a dor de ficar de fora do principal torneio do futebol, em 2026 ele deu lugar à comemoração diante de um estádio lotado. Assim, dono da camisa 9 da Seleção, Matheus Cunha começa a escrever uma nova história em Copas do Mundo.







































