Portal dos Dragões
·19 février 2026
Deniz Gul soma 50 jogos no FC Porto mas falta finalização quando começa a titular

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A tarde na Choupana constituiu um marco na carreira azul e branca de Deniz Gul. O internacional turco alinhou de início pela primeira vez nesta edição do campeonato, num jogo que correspondeu ao seu 50.º encontro pelo FC Porto – sendo apenas a 12.ª vez que parte no onze. Nunca tinha marcado quando saiu de início e, frente ao Nacional, teve uma exibição discreta numa partida em que os dragões perderam alguma da fluidez habitual no jogo interior, área onde Gul mais se destaca ao servir médios e extremos.
Esta época, os quatro golos do avançado surgiram sempre vindo do banco: aos 4-0 contra o Arouca, no 2-1 diante do Moreirense, no 3-0 ao Sintrense e no empate 1-1 com o Viktoria Plzen. Na época anterior também só somou duas finalizações, igualmente como suplente, numa tendência persistente em 2025/26, sempre à sombra de
Na Madeira, Farioli apresentou um ataque mais aberto pelas faixas e menos orientado para o toque curto entre linhas, solução que reduziu o espaço de acção de Gul, perante um Nacional que o anulou eficazmente. O triunfo foi importante na caminhada pelo título, mas o FC Porto teve uma das piores percentagens de expectativa de golo da Liga, em jogo pouco inspirado ofensivamente, com o turco a ser substituído aos 73 minutos por Moffi.
Conseguirá Deniz Gul conservar a sequência de titularidades quando receber o Rio Ave? Era esse o objectivo quando chegou ao FC Porto, depois de se afirmar nos sub-21 da Suécia, e mesmo com os adeptos a dedicarem-lhe uma canção.
Tudo depende também do rendimento de Terem Moffi, cuja entrada na Madeira deu sinais de recuperação física e de confiança. O nigeriano traz motivos pessoais e profissionais para provar valor, após a saída conturbada do Nice, onde enfrentou protestos intensos de adeptos em novembro.
No Dragão reencontrou Francesco Farioli, técnico que já conhece bem e que defendeu a sua contratação por empréstimo. A grave lesão de Liga), reforçou a necessidade de reforçar o ataque no mercado de inverno.
Com Luuk de Jong ausente há meses, Farioli precisa de um referência ofensiva que una leitura de jogo e faro de baliza – características que podem permitir a Gul ressurgir, depois da sua chegada do Hammarby IF, no verão de 2024, por 4,5 milhões de euros.
A temporada ainda inclui campeonato, Taça e Liga Europa – três palcos onde o turco pode reescrever a sua história no Dragão.
Num contexto competitivo exigente, Gul sabe que já não chega ligar o jogo: precisa de traduzir a sua qualidade em números, sob pena de ver Moffi assumir definitivamente o lugar. A receção ao Rio Ave pode ser o ponto de viragem para um avançado que foi paciente, mas que agora tem de se afirmar. Num FC Porto sem Gul do lado errado da história.









































