Dia 2: O <i>globetrotter</i> coreano tem um novo jogo favorito | OneFootball

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·12 juin 2026

Dia 2: O <i>globetrotter</i> coreano tem um novo jogo favorito

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O «Cromo do Dia» é a rubrica diária dos jornalistas do zerozero durante o Mundial 2026. Há 39 para colecionar - um para cada dia deste que é o maior torneio de seleções de sempre -, no formato de um pequeno artigo centrado numa figura da atualidade ou do passado no Campeonato do Mundo.

«É o meu jogo favorito e isso nunca mudará, orgulho-me de ter feito o meu país feliz», disse no passado Hwang In-beom sobre... o dia em que venceu Portugal (2-1), no último Campeonato do Mundo. Pois, Hwang, nunca digas «nunca»! Menos olhos incidiram sobre o duelo entre Chéquia e República da Coreia do que sobre o outro jogo do Grupo A - a abertura deste Mundial, entre México e África do Sul.

Esse dado chega sem surpresas, até porque um deles foi jogado num horário bem mais acessível à maior parte dos adeptos, enquanto o segundo deu o primeiro sabor do que será uma constante durante toda a prova: noites mal dormidas. E nem nos referimos apenas ao horário português, já que os próprios checos tiveram de ficar acordados até às seis da manhã para ver o seu regresso aos mundiais.


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Ora, se na Coreia se viveu uma manhã de sexta-feira bastante feliz - circulam imagens de crianças a celebrar os golos em sala de aula -, então nos lugares onde foi necessária uma noitada essa foi compensada com uma coisa apenas: o futebol desse mesmo Hwang In-beom.

Que craque! Empata o jogo com um pormenor delicioso aos 67 minutos e não muito depois faz o cruzamento perfeito para o golo da reviravolta. É o primeiro jogador a ter dois envolvimentos em golo num jogo deste torneio, o segundo a fazê-lo na história da sua seleção (Hong Myung-bo, hoje selecionador, fê-lo frente à Espanha em 1994) e no contexto de uma prova em que uma vitória pode ser suficiente para assegurar a passagem à fase a eliminar, é já um herói nacional.

Mais uma viagem de sucesso para o jogador do Feyenoord, que vai vivendo uma carreira peculiar em termos de percurso geográfico, mas com a particularidade de ter sido feliz em todos os lugares.

Desde Daejon, casa onde começou a carreira, até à própria América do Norte onde brilhou pelo Vancouver Whitecaps na MLS antes de rumar à Europa para jogar na Rússia (Rubin Kazan), Grécia (Olympiacos) e Sérvia (Crvena Zvezda) antes de chegar a Roterdão.

Qual será a próxima paragem deste globetrotter? Além do México, onde continuará a jogar nos restantes jogos da fase de grupos, não sabemos. Mas valerá a pena acompanhar...

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