Papo na Colina
·1 avril 2026
Diniz ou Renato? Adson, do Vasco, abre o jogo sobre os treinadores

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O atacante Adson quebrou o silêncio e abriu o coração sobre a sua turbulenta passagem pelo Vasco até o momento. Em uma entrevista exclusiva concedida ao portal Lance! nesta quarta-feira (01), o jogador detalhou o seu longo e doloroso processo de recuperação física e mental após enfrentar graves lesões em sequência. O atleta também aproveitou a oportunidade para analisar a drástica mudança de ambiente no clube carioca após a troca de comando técnico na atual temporada.
Contratado no início de 2024, quando a antiga gestão da 777 Partners ainda operava o futebol cruz-maltino, Adson desembarcou no Brasil como um dos principais e mais caros investimentos da SAF. O atacante foi adquirido junto ao Nantes, da França, por cerca de 5 milhões de euros (R$ 26,8 milhões na cotação da época), carregando uma enorme expectativa da torcida do Vasco.
O ponta relembrou o sentimento de orgulho ao assinar o contrato milionário com o Gigante da Colina, destacando o desejo de fazer história:
“Foi muito importante para mim. Eu estava precisando viver isso novamente, em um clube com uma torcida desse tamanho. Fiquei muito feliz com a proposta e não pensei duas vezes. Vim com a ideia de brigar por títulos e estar na parte de cima do Brasileiro”.
Infelizmente, o sonho de brilhar rapidamente no Vasco esbarrou em um verdadeiro pesadelo médico. Quando vivia o seu melhor momento técnico em campo, Adson sofreu uma grave lesão na tíbia, que o afastou cruelmente dos gramados por longos 215 dias.
O calvário não parou por aí: já no ano de 2025, durante o seu processo de retomada esportiva, o atacante enfrentou um novo e complexo problema físico exatamente na mesma região óssea, amargando impressionantes 195 dias fora de combate. Conformado, ele enfatizou:
“Nenhum jogador quer se machucar, mas estamos sujeitos a isso”.
Após superar os traumas físicos, o jogador abordou o atual momento da equipe e a transição na beira do gramado. Ele comentou abertamente sobre a dolorosa saída de Fernando Diniz e o choque de realidade promovido pelo atual técnico Renato Gaúcho no Vasco:
“Foi muito uma virada mental. O Diniz é um grande profissional, mas a gente precisava mudar a chave. O Renato chegou para reforçar isso, para fazer a gente acreditar mais. Estava faltando confiança”.
Adson finalizou a sua reflexão apontando as principais diferenças de estilo entre os dois grandes comandantes que passaram recentemente pelo Vasco. Ele enalteceu o lado humano do novo líder:
“O Diniz tinha um foco mais tático. O Renato trabalha muito o lado mental, a entrega, a vontade. São ótimos treinadores, mas o que mudou foi o pensamento dos jogadores”.
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