Do Allianz Parque à Copa do Mundo: quais jogadores do Palmeiras atual podem impactar no Brasil 2026 e o que cada um precisa para conseguir | OneFootball

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·8 mai 2026

Do Allianz Parque à Copa do Mundo: quais jogadores do Palmeiras atual podem impactar no Brasil 2026 e o que cada um precisa para conseguir

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O Verdão lidera o Brasileirão, venceu o Campeonato Paulista e tem oito jogadores que podem ir à Copa do Mundo 2026, mas nenhum que tenha sua presença na seleção canarinha assegurada. Esse é um dos paradoxos mais chamativos do futebol sul-americano: o clube mais forte do Brasil, candidato a tudo no torneio de clubes continental, pode não ter representantes na seleção de Carlo Ancelotti. A contagem regressiva para o anúncio termina em 18 de maio. Até lá, há dois nomes que ainda têm, em teoria, chances de convocação.

Carlos Miguel e o silêncio de Ancelotti

O caso de Carlos Miguel é o mais desconcertante do ciclo brasileiro. O goleiro de 26 anos é titular indiscutível no Palmeiras nessa temporada, acumula mais minutos que qualquer outro jogador do elenco e é, nesse contexto, um dos goleiros mais eficientes do mundo. E, ainda assim, Ancelotti nunca contou com ele.


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O grande problema de Carlos Miguel é a hierarquia presente no plantel nacional. O técnico italiano já tem seus três goleiros definidos: Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Bento (Al-Nassr). Os três têm amplo histórico com a seleção e não deram motivos para serem retirados da lista de convocados. Carlos Miguel, por sua vez, chegou tarde ao radar do treinador: sua consolidação no clube aconteceu quando Ancelotti já tinha a meta fechada para sua equipe.

Para que ele possa ir à Copa do Mundo, teria que haver uma baixa grave em qualquer um dos jogadores desse trio antes de 18 de maio, ou então que o técnico italiano tome uma decisão que, para muitos, seria uma loucura. O goleiro do Palmeiras faz tudo o que um treinador da seleção deveria exigir. O problema é que esse treinador está com o foco em outro lugar.

Andreas Pereira desapareceu das convocações

Andreas Pereira é o outro jogador brasileiro do Palmeiras que merece ir para a seleção de Ancelotti, mas, assim como Carlos Miguel, sofre com uma margem muito estreita para entrar. O meio-campista de 30 anos foi convocado duas vezes com o italiano: contra o Equador, em uma partida em que desfrutou de alguns minutos em campo, e contra a Bolívia, onde não chegou a entrar no time. Desde então, o treinador da seleção canarinha não voltou a ligar para ele, e Andreas não esteve entre os jogadores que disputaram os últimos amistosos diante da França e Croácia, apesar de a comissão técnica da Seleção tê-lo observado atentamente.

O contexto é complicado, mas não é impossível. Andreas Pereira pode suprir a posição de Bruno Guimarães, que apresentou problemas físicos, e é em sua posição que havia mais dúvidas até algumas semanas atrás. Casemiro, Andrey Santos e o próprio Guimarães são os nomes que mais aparecem nas especulações, mas eles não estão em seu melhor momento e nem há uma grande confiança em suas convocações, algo que pode afetar diretamente as apostas Copa do Mundo. No Palmeiras, o jogador vem de uma temporada sólida, com cinco assistências no Brasileirão 2026, líder do elenco nesse quesito.

A possível convocação de Andreas pode ocorrer se Ancelotti decidir que o meio-campo requer um jogador de mais chegada, se as lesões alheias não se resolvam, e se o rendimento do jogador nas próximas semanas de ligas e Copa do Brasil seja suficientemente positiva. A janela é pequena, mas não impossível: a convocação não está fechada, e Pereira ao menos já esteve no plantel anteriormente.

O Palmeiras alimenta seleções… menos a sua

Casos individuais à parte, a situação do Verdão diante da Copa do Mundo 2026 reflete uma estratégia que o clube tomou há anos e as consequências que teve. A gestão de Leila Pereira e Abel Ferreira apostou em contratar atletas estrangeiros de alto rendimento e baixo custo para o contexto do mercado brasileiro, em vez de apostar em talentos locais que tendem a emigrar para a Europa para encontrar melhores condições e jogar em grandes clubes. Segundo dados do Transfermarkt, aproximadamente um terço do elenco é de origem estrangeira.

Assim, chegamos à situação atual, em que na última janela de amistosos internacionais, oito jogadores do Palmeiras foram com suas seleções nacionais, mas nenhum com o Brasil. “Flaco” López e Agustín Giay com a Argentina, Joaquín Piquerez e Emiliano Martínez com o Uruguai, e até Maurício, nascido em São Paulo e formado no futebol brasileiro, naturalizou-se paraguaio e recebeu sua primeira convocação pela seleção.

Por isso, o Palmeiras está na situação em que está: revelar talentos para o Brasil não é interessante por medo de que os jogadores saiam. O clube costuma trazer figuras já estabelecidas do exterior, em transações mais rentáveis que o ajudam a ser competitivo. O preço a pagar? Jogadores que já estão na segunda metade de suas carreiras, e ser uma das melhores equipes da América do Sul com o risco de não ter representação na seleção nacional durante a Copa do Mundo.

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