Glorioso 1904
·18 février 2026
Do papelinho à expulsão: tudo o que José Mourinho disse no final do Benfica - Real Madrid

In partnership with
Yahoo sportsGlorioso 1904
·18 février 2026

José Mourinho não ficou por meias palavras na conferência de imprensa depois da derrota frente ao Real Madrid. No rescaldo do encontro da primeira mão do playoff da Liga dos Campeões, o treinador do Benfica comentou a polémica entre Vinicius Jr. e Gianluca Prestianni e ainda visou o árbitro da partida, François Letexier.
"É uma primeira parte que teve duas partes, uma até ao golo. Até ao golo foi um bom jogo, com um Benfica que entrou muito bem e muito forte. A partir dos 25-30 minutos, o Real Madrid começa progressivamente a mudar o jogo e acaba a primeira parte mais forte. Na segunda parte entrámos a tentar fazer o mesmo, o Vinícius faz um golo de outro mundo e depois não houve mais jogo".
As palavras de Mbappé, que diz que Prestianni chamou 'mono' a Vinícius por cinco vezes, e que alguém assim não merece jogar futebol.
"Eu já falei na flash-interview e quis ser mais equilibrado do que o Álvaro Arbeloa e Mbappé. Falei com o Vini e ele disse-me uma coisa, falei com o Prestianni e ele disse outra coisa. Podia ser 'vermelho' e dizer que só acredito no que o Prestianni me disse, e podia ser equilibrado e dizer que no mundo do futebol tento ser sempre mais equilibrado. Não quero dizer que o Vinícius é um mentiroso e que o Prestianni é um miúdo maravilhoso. Não quero dizer isso. O Álvaro optou tomar um comportamento diferente e eu não quero fazer isso. Eu disse ao Vinícius, marcas um golo do outro mundo e por que celebras assim? Por que não celebras como celebrava Eusébio, Di Stéfano, Pelé... celebrar com a alegria de ter marcado um golo. Cinquenta e poucos minutos de um grande jogo. Estou muito orgulhoso pela forma como jogámos frente a uma equipa como o Real Madrid, que mostrou a sua qualidade, que tem grandes jogadores e que pode jogar com uma grande qualidade. Mas, infelizmente, depois o jogo acabou".
Vinícius e a expulsão.
"Do Vinícius, a minha única versão é que marcou um golo fantástico e que é um jogador de outro mundo. Não vou dizer mais nada sobre o Vinícius. Sobre a expulsão? Disse ao árbitro a verdade e ele sabe que eu disse a verdade. Tenho 1.300 jogos como treinador, 200 e tal nas competições europeias e eu sei que ele sabia que Hiujsen, Tchouámeni e Carreras não podiam ver amarelo. Não ficou contente em jogar só este jogo e quis jogar o próximo. Expulsou-me, mas ele sabe que eu disse a verdade".
Interrupção do encontro:
"Falei com o Álvaro antes de entender que havia um problema, a única coisa que eu lhe disse é que tinha feito um golo de outro mundo. Mais à frente é que me apercebi que havia um grande problema porque o Vinícius não queria jogar e eu falei com ele para tentar que o jogo reatasse e voltássemos a jogar. Nada mais".
O facto de não estar no banco no próximo jogo, no Bernabéu.
"O facto de eu não estar no banco acho que não tem grande impacto porque o treinador no banco não joga muito, joga mais na preparação do jogo. O facto de não poder comunicar com a equipa, de não poder comunicar com os assistentes e de não poder ir ao balneário... tenho de confiar nos jogadores, nos assistentes. Obviamente que é limitativo. Estamos a jogar contra uma equipa fantástico, estamos em desvantagem. Mas é o que é".
Quão difícil é jogar a qualificação fora de casa?
"É verdade que sim. Prefiro jogar o segundo jogo fora de casa. Vamos jogar contra um adversário forte, num estádio que joga. O que eu disse aos jogadores é que se lutámos pela qualificação na fase regular com um golo no último segundo e acreditámos que seria possível, agora só estamos no intervalo da eliminatória e estamos a perder por 1-0".
Vinícius tem um problema?
"Não sei. Vocês devem saber melhor que eu. Eu olho para o golo fantástico que marcou e que decidiu o jogo. Prefiro ficar com isso. E é assim".
Era fundamental controlar o posicionamento de Güler para o Real Madrid não ter o domínio do jogo?
"Mas fomos nós que assumimos o domínio e o Courtois faz uma defesa fantástica ao remate do Aursnes. O Benfica entrou forte, muito forte, e era essa a intenção que tínhamos. Sabíamos o nível dos jogadores contra quem jogávamos. Como eu disse anteriormente, entre este espaço de tempo, o Álvaro trabalhou a equipa muito bem e a equipa organizou-se de uma forma completamente diferente. Adaptámos e jogámos o jogo olhos nos olhos. No final da primeira parte foram superiores e empurraram-nos para trás e nós sabíamos que tínhamos de aguentar nesses momentos. Depois, o rapaz faz aquele golo fantástico e não houve mais jogo".
Disse que não seria necessário um milagre antes do jogo, agora é?
"Não acho. Acho que é preciso jogar muito bem durante o jogo, ter a sorte que precisas de ter em jogos deste nível, precisas que algum jogador do Real Madrid não esteja no seu dia, porque eles têm jogadores de uma qualidade que, sozinhos, conseguem de um momento para o outro resolver o jogo. Mas um milagre não, não é preciso".









































