Portal dos Dragões
·21 juin 2026
Eduardo: “Diogo Costa é um dos melhores guarda-redes do Mundo”

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Diogo Costa entra no horizonte do Mundial’2026 com selo de elite e respaldo de quem conhece bem o lugar mais solitário do jogo. Eduardo, antigo internacional português, colocou o guarda-redes do FC Porto entre os melhores do planeta, enquadrou a pressão natural de um arranque em grandes competições e apontou Portugal ao lote de seleções capazes de discutir o topo. No mesmo movimento, Helton reforçou a dimensão do guardião portista e a profundidade de opções da equipa lusa, enquanto a seleção se prepara para medir forças com o Uzbequistão.
Depois do empate diante da República Democrática do Congo na jornada inaugural do Grupo K, a conversa fez-se entre a exigência imediata e a perspetiva mais larga de um Mundial que ainda agora começou. Eduardo, antigo guarda-redes da seleção portuguesa e atual treinador de guarda-redes do Sp. Braga, leu o momento com a serenidade de quem já viveu este palco e deixou uma ideia de fundo: o arranque pode pesar, mas há matéria-prima para Portugal crescer na prova.
Ao olhar para os primeiros passos da seleção na competição, Eduardo centrou-se no impacto emocional de entrar num Mundial. Mais do que dramatizar o empate inicial, descreveu o ambiente que rodeia os primeiros dias e a forma como a competição se vai instalando no corpo e na cabeça dos jogadores.
“Estamos ali reunidos já há uns dias, a ver os outros jogos, e esse nervosismo e ansiedade inicial existem sempre.”, explicou. “Depois a bola começa a rolar, a confiança a surgir e as coisas encaminham-se. Acredito que Portugal vá crescendo ao longo deste campeonato”.
É uma leitura que retira peso ao alarme e devolve contexto ao momento. Na visão de Eduardo, o essencial está menos no tropeço inicial e mais na capacidade de a equipa se ajustar ao ritmo emocional e competitivo do torneio.
Dentro desse cenário, a figura de Diogo Costa surgiu como um ponto de estabilidade. Eduardo não hesitou em destacar o estatuto do guarda-redes do FC Porto e a robustez competitiva com que encara este tipo de exposição.
“O Diogo Costa é um dos melhores guarda-redes do mundo, não tenho dúvida nenhuma.”, constatou. “Ficamos muito felizes de o termos na nossa baliza e a defender as nossas cores. Mas ele, assim como outros, já está habituado a lidar com esse tipo de pressão”.
As palavras colocam Diogo Costa no centro da confiança coletiva, não como promessa em construção, mas como solução consolidada. E, ao mesmo tempo, ajudam a ligar o caso individual ao retrato mais amplo de uma seleção habituada a conviver com expectativas altas.
Foi precisamente esse retrato coletivo que Eduardo quis ampliar quando falou da geração atual. Sem a isolar da história da seleção, colocou-a lado a lado com outras fornadas de referência e sublinhou a continuidade do talento português no mais alto patamar.
“Sempre tivemos grandes gerações, a nossa, a do Figo, as anteriores…”, analisou. “Esta é de grande talento e é sinal de que o futebol português continua a produzir talento ao mais alto nível. Exportamos para as melhores ligas, os melhores clubes, e isso é sinal do trabalho que tem vindo a ser feito. Felizmente, as nossas seleções têm lutado com as grandes potências. Estamos pelo menos na luta”.
Nesta leitura, Portugal não aparece apenas como equipa competitiva, mas como seleção legitimamente instalada entre as candidatas. O argumento não vive de euforia: nasce da qualidade acumulada, da experiência internacional e da convicção de que o nível do grupo permite sonhar sem pedir licença.
Se Eduardo falou com a autoridade de quem viveu Mundiais pela baliza portuguesa, Helton aproximou-se do tema com a mesma clareza quando o foco voltou a Diogo Costa. O antigo guarda-redes do FC Porto recusou a ideia de que este torneio sirva para validar o que o atual titular ainda não provou.
“Não creio que estejamos a falar de um Mundial de afirmação para Diogo Costa.”, explicou. “Não entro por esse caminho porque penso que essa afirmação já ele a fez. O Diogo Costa é um guarda-redes fantástico e temos visto no FC Porto o que é capaz de fazer. A sua prestação no Mundial não dependerá só dele”.
Helton retira o debate do terreno da confirmação individual e devolve-o ao plano coletivo. Ao fazê-lo, reforça a noção de que o guarda-redes chega a esta fase com crédito firmado e que o rendimento de uma seleção, sobretudo em torneios curtos, nunca cabe apenas nas luvas de um homem.
O antigo guardião dos azuis e brancos sublinhou ainda a riqueza de soluções da equipa portuguesa e, ao falar do percurso de Diogo Costa, deixou espaço para uma continuidade que vê com naturalidade, seja qual for o próximo passo. A mensagem foi de confiança no caminho já feito e na capacidade de decisão do jogador.
“Nem todos têm o mesmo privilégio que eu tive, de ficar num grande clube como o FC Porto durante 11 anos.”, reconheceu. “A decisão de continuar ou não terá de ser dele, mas conheço-o e sei que está muito bem assessorado para tomar o melhor rumo para si”.
Entre elogios ao presente e prudência sobre o futuro, Helton desenha um perfil de maturidade em torno de Diogo Costa. E esse traço encaixa no retrato mais vasto de uma seleção que, depois do 1-1 com a República Democrática do Congo, segue agora para o duelo com o Uzbequistão com a pressão habitual dos grandes palcos — e com a convicção, repetida por duas vozes com passado de baliza, de que há qualidade para ir crescendo no Mundial.
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