Central do Timão
·5 mars 2026
Empresários acionam Corinthians na Justiça e pedem pagamento de quase R$ 10 milhões

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O Corinthians voltou a ser alvo de uma cobrança judicial nesta quarta-feira, em São Paulo. Desta vez, a ação foi movida por um grupo de empresários que reivindica o pagamento de aproximadamente R$ 10 milhões do clube, segundo informações divulgadas pela ESPN.
O montante cobrado na ação é de R$ 9.035.322,35, valor que ainda pode aumentar com a inclusão de honorários advocatícios, normalmente estipulados em cerca de 10% do total da causa, além de juros e custos processuais. A cobrança foi protocolada pela SC & PB Consultoria Assessoria Esportiva.

Foto: Divulgação/Corinthians
De acordo com o processo, o Corinthians teria firmado um acordo em novembro de 2023 para renegociar dívidas antigas com a empresa. O entendimento previa o pagamento em duas parcelas de R$ 2,5 milhões, seguidas por outras 36 prestações mensais de R$ 40 mil. No entanto, segundo os autores da ação, apenas uma parcela foi quitada.
Os representantes da empresa afirmam que buscaram contato com o clube para tentar resolver a questão de forma amigável, mas não obtiveram retorno. A dívida original, que em 2023 era estimada em cerca de R$ 6,4 milhões, já incluía juros acumulados de anos anteriores. Com a falta de pagamento, o valor passou por novas correções e acréscimos.
Entre os valores cobrados estão comissões referentes à intermediação da contratação do volante Fellipe Bastos, que atuou pelo Corinthians em 2017. Além disso, a ação também menciona pagamentos relacionados a direitos de imagem. No entanto, o documento não deixa claro a qual atleta esses direitos estariam vinculados. O contrato cita que parte da cobrança envolve um “termo de quitação de instrumento particular de cessão, distrato e termo de quitação de instrumento particular de contrato de cessão de direitos de uso de nome, apelido desportivo, voz e imagem de atleta e outras avenças”, datado de 27 de agosto de 2018. No mesmo trecho, aparece ainda a referência a “Transação Rodrigo Souza”.
Em 2018, o Corinthians não tinha nenhum jogador com esse nome em seu elenco. O único atleta chamado Rodrigo Souza que vestiu a camisa do clube foi o atacante Souza, que atuou no Parque São Jorge entre 2009 e 2011. Caso a cobrança esteja relacionada a ele, a dívida teria origem em negociações realizadas há cerca de 15 anos.
Na época em que defendeu o Corinthians, Souza era representado pelo empresário Carlos Leite, que também possui ligação com a SC & PB Consultoria Assessoria Esportiva. Um dos sócios da empresa, Gustavo Pinheiro, atua como advogado de Leite em processos movidos contra o clube.
Inicialmente, os valores citados na nova ação não aparecem na lista de débitos incluídos no Regime de Centralização de Execuções (RCE) solicitado pelo Corinthians à Justiça. O plano, homologado recentemente, prevê a quitação de até R$ 700 milhões em execuções. Como a cobrança tem origem anterior a agosto de 2024, ela deverá ser incorporada ao RCE posteriormente, quando o processo avançar para a fase de execução e cumprimento de sentença.
Até o momento, o Corinthians ainda não foi oficialmente notificado sobre a ação e, portanto, não possui conhecimento formal da cobrança. A ESPN também entrou em contato com a empresa autora do processo por meio do sócio e advogado Gustavo Pinheiro, que afirmou não poder comentar detalhes do caso. O empresário Carlos Leite não respondeu às tentativas de contato.
Na época em que o acordo citado foi firmado, o presidente do Corinthians era Duilio Monteiro Alves, que enviou uma nota sobre o assunto: “Na minha gestão, foram assinados diversos acordos para reparcelamento de compromissos pendentes. Toda pessoa ou instituição que tem dívidas – e o Corinthians já tinha muitas quando assumi a Presidência – tem o direito de fazer isso. Maliciosamente, inimigos preferem chamar isso de confissão de dívida. Espero que a imprensa não caia nessa armadilha. Desde então, o Corinthians teve dois presidentes e muitos diretores jurídicos. Não há como ter memória disso depois de 3 anos, nem saber se algo foi feito depois da minha gestão”.
Dentro do RCE, apenas em débitos relacionados a agentes e intermediários, o Corinthians pode ter que arcar com mais de R$ 300 milhões.
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