Revista Colorada
·10 mai 2026
Enquanto Inter faturou R$ 190 milhões com TV, Flamengo faturou ainda mais

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Ter diversas fontes de renda é importante para qualquer clube. Afinal de contas, dinheiro em caixa é sinônimo de andamento dos planos e times competitivos. Aqui, vamos falar de uma dessas possibilidades financeiras, as cotas de TV, com um comparativo entre Internacional e Flamengo.
Quase três anos após uma decisão que gerou questionamentos internos e desconfiança no mercado, o Internacional começa a enxergar, nos números, sinais de que a aposta foi acertada. A escolha de integrar a Futebol Forte União (FFU), em vez de aderir à Libra, deixou de ser apenas projeção e passou a se refletir de forma concreta no balanço financeiro do clube.
Nos bastidores, há uma comemoração contida, mas perceptível. Os dados indicam que o modelo da FFU tem proporcionado receitas superiores aos clubes participantes quando comparado à liga concorrente, da qual o Grêmio faz parte. A diferença fica evidente ao analisar a evolução das receitas provenientes de direitos de transmissão e publicidade de campo.
Em 2024, antes da implementação dos novos contratos, o cenário era oposto: o Grêmio arrecadou cerca de R$ 141 milhões nessas fontes, contra R$ 119 milhões do Inter — uma vantagem de R$ 22 milhões para o rival. Já em 2025, o panorama mudou completamente.
Impulsionado pelos ganhos da FFU, o Inter arrecadou aproximadamente R$ 190 milhões, mesmo terminando o Brasileirão na 16ª colocação. O Grêmio, por sua vez, somou cerca de R$ 145 milhões, apesar de ter ficado em nono lugar. A diferença, nesse caso, gira em torno de R$ 45 milhões a favor do Colorado.

Créditos: Ricardo Duarte/Internacional
Flamengo e Corinthians terminaram o Brasileirão de 2025 com receitas praticamente idênticas em direitos de TV, apesar de campanhas bem diferentes. O time carioca foi campeão, enquanto o clube paulista encerrou a competição na 13ª colocação.
A posição na tabela é um dos critérios de distribuição tanto na Libra — liga da qual o Flamengo faz parte — quanto na FFU, onde está o Corinthians. Em ambos os modelos, 30% da receita total é destinada ao desempenho esportivo. No entanto, o Corinthians possui condições específicas em seu contrato com a FFU, que buscou atrair o clube com vantagens adicionais.
Um dos pontos que chama atenção é a maior diferença de arrecadação entre os clubes dentro da FFU, conforme dados disponíveis em balanços financeiros.
O Flamengo arrecadou cerca de R$ 204 milhões em 2025, somando valores fixos, premiação e audiência, segundo fontes do clube, o que significa R$ 14 milhões a mais que o Inter. Já o Corinthians registrou R$ 203,8 milhões em seu balanço. Diferentemente de outras equipes da FFU, o time paulista não negociou 10% de seus direitos comerciais.
O contrato do Corinthians inclui mecanismos de proteção. Há uma espécie de “piso” que garante manutenção de receitas caso o clube termine ao menos entre os dez primeiros. Se tivesse alcançado essa colocação, os ganhos poderiam chegar a, no mínimo, R$ 210 milhões. Em caso de título, o valor poderia alcançar até R$ 250 milhões, dependendo dos índices de audiência.
Quando o acordo foi firmado, a projeção era de receitas entre R$ 200 milhões e R$ 220 milhões. Na prática, o Corinthians acabou recebendo um valor semelhante ao de 2024, quando faturou cerca de R$ 205 milhões pelo contrato anterior.
Já o Flamengo teve uma queda em relação ao ano anterior, quando arrecadou quase R$ 300 milhões. Parte dessa diferença, porém, foi compensada em uma renegociação com a Libra. A partir de 2026, o clube passará a receber um adicional de R$ 37,5 milhões por temporada. Se essa condição já estivesse vigente em 2025, a receita rubro-negra ficaria próxima de R$ 240 milhões.




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