Jogada10
·12 juin 2026
Entenda porque as laterais do Brasil são as mais comentadas no mundo

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·12 juin 2026

A poucos dias da estreia na Copa do Mundo, Carlo Ancelotti ainda convive com uma dúvida que domina as entrevistas da Seleção Brasileira. Seja com atacantes, meias, defensores ou goleiros, o assunto se repete diariamente: as laterais do Brasil.
Desde a chegada da delegação aos Estados Unidos, nenhum tema foi tão debatido internamente e externamente quanto a definição dos lados da defesa. Sem Neymar em campo por causa da lesão, a discussão sobre quem ocupará as laterais se tornou o principal foco das atenções em torno da equipe.
O problema ganhou ainda mais força após o corte de Wesley. O jogador da Roma era o único lateral-direito de origem convocado por Ancelotti para a disputa da Copa do Mundo. Com sua saída, o treinador passou a buscar alternativas dentro do próprio elenco.
Atualmente, as opções para o setor passam por jogadores que atuam em outras funções. Danilo aparece como favorito para iniciar a competição, mas também pode atuar como zagueiro. Ibañez foi testado na posição durante os treinamentos. Além deles, nomes como Fabinho e até Éderson surgem como alternativas em situações específicas.
A ausência de um especialista para a função aumenta a preocupação diante de uma competição curta, em que erros costumam ter peso decisivo.

Wesley foi cortado da Seleção após se lesionar contra o Egito – Foto: Rafael Ribeiro / CBF
Se a direita perdeu seu único lateral de origem, a esquerda também está longe de oferecer total tranquilidade à comissão técnica. Alex Sandro chega com a experiência de quem disputou Copas do Mundo e viveu grandes momentos na Seleção. No entanto, o desempenho recente gera questionamentos. O lateral não atravessa sua melhor fase e ainda busca recuperar a confiança de parte da torcida.
Do outro lado da disputa está Douglas Santos. O jogador alternou boas e más atuações nas oportunidades que recebeu recentemente e ainda não conseguiu se firmar como unanimidade. Por isso, Ancelotti segue observando as duas opções antes de definir a equipe que enfrentará Marrocos.
A discussão sobre as laterais ganha ainda mais importância quando se observa o perfil do adversário da estreia. Marrocos tem como uma de suas principais características a velocidade pelos lados do campo. Jogadores como Achraf Hakimi e Brahim Díaz participam constantemente das ações ofensivas e costumam explorar espaços deixados pelos adversários.
Diante desse cenário, a comissão técnica do Brasil tem dado atenção especial à recomposição defensiva. Não por acaso, Matheus Cunha aparece com boas chances de iniciar a partida. Embora seja atacante, o jogador oferece maior capacidade de retorno sem a bola e ajuda a proteger os corredores laterais.
Nos treinamentos desta semana, Ancelotti trabalhou repetidamente o posicionamento defensivo, além de ajustes de cobertura e ocupação de espaços. A avaliação interna é de que a equipe evoluiu, mas ainda precisa reduzir erros.
Os últimos amistosos serviram como alerta. Apesar das vitórias sobre Panamá e Egito, a Seleção sofreu gols nas duas partidas e apresentou falhas que geraram preocupação.
Por isso, os jogadores têm tentado transmitir confiança sempre que abordam o tema em entrevistas. O discurso é de que o sistema defensivo está em processo de evolução e que a equipe chegará preparada para a estreia.







































