Território MLS
·2 juillet 2026
Estados Unidos controlam a Bósnia, vencem sem sustos e marcam duelo com a Bélgica nas oitavas da Copa do Mundo

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Competição: Copa do Mundo FIFA 2026 — 16 avos de final Data: 1º de julho de 2026 Horário: 21h00 (horário de Brasília) Local: Levi’s Stadium, Santa Clara, Califórnia Transmissão: CazéTV
O jogo começou exatamente como era esperado no pré-jogo: Estados Unidos pressionando alto e a Bósnia extremamente recuada, tentando sobreviver defensivamente e explorar bolas longas para Edin Dzeko e Demirovic.
Mesmo assim, a primeira chegada perigosa foi da equipe europeia. Aos 10 minutos, Nikola Vasilj lançou direto da defesa para o ataque, Dzeko dominou no ar de maneira brilhante e ajeitou para Ermedin Demirovic finalizar de longe para uma defesa segura de Matt Freese.
No escanteio, a Bósnia, que já havia assustado o Canadá na bola parada, levou perigo. Kerim Alajbegovic cobrou escanteio muito fechado, obrigando Matt Freese a fazer boa intervenção para evitar um gol olímpico.
Pouco depois, aos 14 minutos, os americanos começaram a encontrar os espaços que procuravam. Malik Tillman encontrou Weston McKennie entrelinhas, e o volante serviu Antonee Robinson pela direita. O lateral cruzou rasteiro para Folarin Balogun, que finalizou para fora levando perigo pela primeira vez.
Os Estados Unidos cresceram na partida e passaram a explorar principalmente o lado esquerdo da defesa bósnia, onde Sead Kolasinac encontrava dificuldades para acompanhar as movimentações americanas.
Foi justamente por aquele setor que surgiu outra grande oportunidade. Alex Freeman encontrou um excelente passe para McKennie infiltrando pelo lado direito. O meia cruzou na medida para Antonee Robinson, que chegou desequilibrado e cabeceou para fora.
Na sequência, Christian Pulisic recebeu aberto pela esquerda, cortou para o meio e encontrou Balogun entrando na área. O atacante pedalou diante da marcação, caiu pedindo pênalti após o desarme, mas a arbitragem mandou o jogo seguir.
A pressão americana aumentava cada vez mais.
Aos 30 minutos, Malik Tillman roubou a bola já no campo ofensivo e iniciou uma jogada que terminou com Balogun driblando o marcador e finalizando no canto para abrir o placar. O gol, porém, acabou sendo anulado pela arbitragem do brasileiro Raphael Claus.
Cinco minutos depois, mais uma excelente troca de passes envolveu a defesa bósnia. Antonee Robinson encontrou Tillman dentro da área, o meia deu um toque de calcanhar para Pulisic, que invadiu a área e cruzou rasteiro, mas ninguém apareceu para completar.
O gol finalmente saiu aos 44 minutos.
Mais uma vez a pressão pós-perda americana funcionou perfeitamente. O goleiro bósnio precisou rifar a bola, Tim Ream venceu facilmente a disputa aérea e a jogada chegou rapidamente a Tillman, que encontrou Balogun infiltrando. A defesa tentou cortar, desviou mal e a bola sobrou limpa para o atacante finalizar cara a cara e abrir o placar pouco antes do intervalo.
Ainda antes do fim do primeiro tempo, Balogun quase ampliou. Após recuperação de Tyler Adams, Sergiño Dest recebeu aberto pela direita e rolou para o centroavante, que conseguiu uma finalização desequilibrada que explodiu no travessão.
Já nos acréscimos da primeira etapa, Weston McKennie e Tyler Adams se envolveram em uma discussão após uma entrada mais dura sobre Alajbegovic, aumentando a temperatura da partida.
O segundo tempo demorou para ganhar emoção, mas ela veio de forma inesperada.
Aos 64 minutos, Balogun acertou um pisão em Tarik Muharemovic e acabou recebendo cartão vermelho direto, deixando os Estados Unidos com um jogador a menos.
A expulsão parecia recolocar a Bósnia no jogo.
Na prática, aconteceu justamente o contrário.
A seleção europeia mostrou enorme dificuldade para propor jogo e praticamente não conseguiu transformar a superioridade numérica em pressão real. A melhor oportunidade veio em uma finalização de Demirovic defendida sem dificuldades por Matt Freese.
Mesmo com dez jogadores, os Estados Unidos continuaram mais perigosos.
Aos 77 minutos, Tim Ream lançou Pulisic pela esquerda. O camisa 10 encontrou Tillman, que de calcanhar devolveu para McKennie invadir a área e cruzar para o próprio Tillman escorar de cabeça para Pulisic marcar. O lance, porém, acabou anulado por impedimento.
O golpe final veio aos 80 minutos.
Sergiño Dest sofreu falta muito próxima da entrada da área e Malik Tillman assumiu a responsabilidade na cobrança. O meia bateu com categoria, Nikola Vasilj ainda alcançou a bola, mas acabou espalmando para dentro do próprio gol, decretando o 2 a 0 e praticamente encerrando a partida.
Nos minutos finais, a Bósnia ainda tentou pressionar aproveitando a vantagem numérica, mas sem conseguir criar perigo real ao gol defendido por Matt Freese.
Os Estados Unidos confirmavam a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Mais uma atuação extremamente sólida do meio-campista americano.
Mesmo atuando em uma função diferente da sua posição natural, jogando como um camisa 8 e não como um meia central mais avançado, Tillman foi decisivo dos dois lados do campo, liderou a pressão pós-perda, participou diretamente do primeiro gol e ainda marcou o segundo em cobrança de falta.
Sua Copa do Mundo vem sendo extremamente consistente e talvez seja uma das grandes surpresas individuais deste torneio.
Talvez tenha sido a pior atuação dos Estados Unidos na Copa do Mundo até aqui.
E isso está longe de ser uma crítica.
Foi provavelmente a partida menos dominante ofensivamente da equipe de Mauricio Pochettino, mas também foi a atuação mais madura, mais segura e mais controlada emocionalmente da campanha americana.
Mesmo com um jogador a menos durante mais de vinte minutos, a equipe jamais perdeu o controle da partida.
O goleiro bósnio havia sido importante durante a fase de grupos, mas não conseguiu repetir o nível apresentado anteriormente.
Além das dificuldades com os pés diante da pressão americana, acabou falhando no segundo gol ao espalmar a cobrança de falta de Tillman para dentro das próprias redes.
A pressão alta voltou a ser o grande diferencial dos Estados Unidos.
Foi justamente ela que criou o primeiro gol e permitiu que a equipe controlasse praticamente toda a partida, mesmo diante de uma Bósnia extremamente recuada.
Se contra Paraguai e Turquia os americanos encantaram pela intensidade ofensiva, contra a Bósnia chamaram atenção pela maturidade competitiva.
A equipe de Mauricio Pochettino mostrou novamente ser extremamente consistente física e taticamente, mantendo sua identidade independentemente do contexto da partida.
Na época, os Estados Unidos sofreram bastante diante de adversários de elite, mas Pochettino utilizou aqueles jogos como laboratório para corrigir problemas estruturais da equipe.
O resultado desse trabalho aparece agora.
Os Estados Unidos chegam às oitavas de final como uma seleção muito mais preparada, madura e competitiva do que eram poucos meses atrás.
Agora está definido.
🇺🇸 Estados Unidos x Bélgica 🇧🇪
A partida será disputada novamente em Seattle, no Lumen Field, valendo vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.
Curiosamente, as duas seleções se enfrentaram em março em um amistoso vencido pela Bélgica por 5 a 2.
Mas este será um jogo completamente diferente.
Os Estados Unidos evoluíram muito desde então, enquanto a Bélgica chega fortalecida emocionalmente após protagonizar uma das maiores viradas desta Copa do Mundo ao sair de um 2 a 0 contra Senegal para vencer por 3 a 2 na prorrogação.
Se os americanos chegam embalados pelo futebol apresentado, os belgas chegam carregando algo talvez ainda mais perigoso: a sensação de que conseguem sobreviver a qualquer cenário.
Foi assim contra a Ucrânia na UEFA Nations League. foi assim na última rodada da fase de grupos contra a Nova Zêlandia e foi assim novamente diante de Senegal.
Por isso, se os Estados Unidos quiserem avançar às quartas de final, provavelmente precisarão fazer sua partida mais próxima da perfeição em toda a Copa do Mundo até aqui.
Imagem de Capa: Reprodução via Getty Images.







































