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·5 mars 2026

Estilo de jogo, DNA do time e mais: o que disse Leonardo Jardim na chegada ao Flamengo

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Apresentado de forma oficial nesta quinta-feira (05/03), Leonardo Jardim já comandou o seu primeiro treino no Flamengo. Em um primeiro momento, o português teve uma conversa com o grupo no CT do Ninho. Na sequência, o comandante iniciou a preparação para a grande decisão do Campeonato Carioca 2026. O Mais Querido terá pela frente o Fluminense, no domingo (08/03), às 18h (de Brasília), no Maracanã.

O português deixou claro que seu primeiro pensamento ao assumir um clube é ter longevidade no comando da equipe. Além disso, Leonardo Jardim se manifestou sobre o fato de afirmar que só treinaria o Cruzeiro no futebol brasileiro. O profissional ainda fez uma análise sobre o elenco do time carioca e falou sobre o desafio de substituir Filipe Luís.


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As principais falas de Leonardo Jardim

Explicação sobre a declaração de trabalhar apenas no Cruzeiro

Falei o que foi sentido. Me sentia bem em BH, acreditava num projeto a longo prazo, mas a vida nos cria surpresa na ordem familiar e pessoal, que eu tinha que resolver. Ao mesmo tempo existia algumas ideias diferentes do que eu pensava e terminou mais cedo do que eu pensava no Cruzeiro. Fui um pouco ingênuo, mas às vezes a emoção nos faz tirar algumas palavras infelizes. O capítulo do Cruzeiro passou e estou totalmente focado no Flamengo.

Análise sobre o elenco do Flamengo

Minha forma de viver o futebol e trabalhar eu dou sempre importância ao elenco que tenho e às características. Temos um DNA no clube e queremos mantê-lo, o elenco está formado desta forma. Não vamos alterar radicalmente mesmo que eu acredite em outras coisas. Vamos tentar impor algumas ideias, mas sei o que foi o Flamengo no ano anterior e queremos manter essas características.

Intenção em ter um trabalho longevo

É verdade que deixei alguns trabalhos por decisão pessoal porque não fico em lugar só por salário. Eu vejo o futebol como meu trabalho, naquilo que eu acredito e tem que ser da forma que eu acredito. Tenho que ter minha identidade. Tive dois clubes que fiquei muitos anos, o Camacha e o Monaco, que me deram liberdade de trabalhar. Sei que no projeto do Flamengo só as vitórias podem prolongar a nossa estadia e por isso temos que trabalhar. O sucesso no dia do jogo não é só escalar a equipe. A equipe nunca vai ser unânime. Temos 23 jogadores, não só 11 base e mais dois ou três. Talvez eu vá me enganar no início, mas depois vou encontrar o caminho. Vamos aproveitar essa quantidade e qualidade do elenco.

Estilo de jogo e manutenção de parte do trabalho de Filipe Luís

Algumas das ideias do Filipe vão continuar. O jogo tem muitas nuances. Há momentos que temos que jogar em transição, em outros temos que ter a posse. Temos que jogar mais baixo, em outros momentos marcar mais alto... As melhores equipes do mundo têm que ter variabilidade. Se formos só de posse e o adversário nos pressionar nós vamos ter dificuldade. Não queremos fugir do DNA desse grupo. Temos que jogar um futebol de acordo com nossos jogadores.

Momento de pressão no Rubro-Negro

Uma chegada é difícil porque estamos a quatro dias de um clássico e sei a importância dos clássicos para a torcida. Também quero competir com um adversário que tem nos criado alguma dificuldade. Cheguei sem equipe técnica porque foi muito em cima do fim de semana. Minha equipe técnica não estava preparada. Curiosamente estava no Brasil, tinha vindo para um casamento. Foi fácil deslocar de BH para o Rio. Agradeço ao estafe do Flamengo pelo apoio, aos jogadores também. Dois dias que não tive tempo para nada. Reuniões, observações, sem tempo para ver as coisas ao redor. Focado porque sabia que tinha quatro dias para organizar um jogo da importância de Flamengo e Fluminense na final do campeonato.

Sobre negociação com o Flamengo em 2025

Minha situação pessoal não permitia. Eu tinha que resolver minhas situações pessoais e saúde e não trabalhar. Tivemos uma pequena conversa com a possibilidade do Filipe não ficar, também tive conversas com clubes na Europa, mas minha decisão estava tomada. Minha passagem já estava marcada há dois meses e meio para vir a Minas Gerais. Como vocês sabem, entramos em contato também em 2020 quando o Jorge Jesus saiu. Venho para um clube com a dimensão do Flamengo com a ambição de conquistar todos os títulos.

Qual o desafio de substituir Filipe Luís?

Na minha vida tenho tido experiências. Tive uma experiência parecida com essa no Mônaco, onde eu saí. Sei que não era uma situação fácil, mas logo que recebi o convite do Flamengo. Vocês sabem que tenho uma proximidade com o Filipe e liguei. Disse: 'Filipe, com certeza não quer falar muito.' Na mensagem dizia: 'Se não fosse o Jardim, ia vir outra pessoa. Na decisão da sua saída, eu não tive interferência nenhuma. Nossa relação pelo meu lado é a mesma.' E ele respondeu: 'Jardim, nossa relação é igual. A disponibilidade no Rio é a mesma coisa'. A informação do Filipe eu também passei aos jogadores, sei o que é a vida do treinador. Não tenho culpa. Ele está entrando em um processo e tem que fazer o trabalho dele. Falei com o Filipe de forma madura e acho que isso não inviabiliza a relação que criamos.

Sobre as características de Pedro

Vocês todos conhecem o Pedro e suas qualidades. É um jogador de área, com capacidade de finalização muito grande. Existem aspectos, jogou menos porque talvez em outros aspectos ele não dava o que o treinador pretendia em outras áreas. Estamos começando do zero. Acredito nele. Quando digo, não digo que vai jogar todos os jogos ou sempre 90 minutos. Acredito nas qualidades que ele tem, e nas outras deficiências a gente pode com motivação, empenho, a gente consegue superar. O dia a dia vai reger. Não é com dois dias que vamos fazer análises. Tudo que disser posso dizer asneiras, porque vamos ver a seguir o que vai acontecer.

Carências no elenco?

Com certeza que eu de forma exterior vi o Flamengo durante 11 meses em que estive no Brasil. Conheço a qualidade dos nossos jogadores. Em termos de característica, tenho uma equipe com mais característica de posse do que de transição. Tínhamos o Bruno, que tinha mais característica de transição, o Yan, Wallace, de transição. Mas era uma equipe muito técnica. O quero criar é manter a identidade e aproveitar que os momentos do jogo possam criar outras soluções. O time tem que ter suas características e outras mudanças a depender do adversário. Uma equipe como o Flamengo tem que estudar todos os mercados. Como o Real Madrid, que é um time da dimensão do Flamengo todos os anos trocando dois. É importante para a motivação, importante trocar jogadores, para a dinâmica. Estou satisfeito com os jogadores, que mostraram a capacidade num passado recente.

Sobre barrar nomes importantes

Nunca barrei ninguém. Eu defendo a melhor parte de estrutura. Disse aos jogadores que tenho uma diretriz importante. O que defendo primeiro é o clube à frente de qualquer individualidade. É a minha forma de trabalhar. Defendo os interesses do grupo e do clube em primeiro lugar. Sobre o Gabigol, que foi ídolo aqui, eu acho que o Kaio Jorge estava melhor e coloquei para jogar. Ele não ficou satisfeito, mas não deixou de trabalhar. Tivemos uma boa relação.

Quando é a estreia de Leonardo Jardim como técnico do Flamengo?

Leonardo Jardim fará sua estreia no comando do Flamengo neste domingo (08), a partir das 18h (de Brasília), diante do Fluminense, pela final do Campeonato Carioca 2026. A partida acontecerá no Maracanã e, em caso de empate no tempo regulamentar, a decisão de quem ficará com a taça será nos pênaltis.

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