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·16 avril 2026

Ex-diretor e parceiro de Casares cobra documentos do São Paulo na Justiça para montar defesa

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Antônio Donizeti Gonçalves, o Dedé, ex-diretor social do São Paulo, recorreu à Justiça para obter acesso a uma série de documentos relacionados à sua gestão no clube.

A informação foi divulgada inicialmente pelo portal ‘UOL‘.


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Dedé solicita a apresentação de 30 contratos firmados com fornecedores do social, além de informações sobre os valores pagos por esses parceiros ao São Paulo.

A iniciativa ocorre no contexto das investigações que apuram suspeitas de irregularidades em acordos celebrados durante o período em que Dedé esteve à frente da diretoria, entre janeiro de 2021 e janeiro de 2026.

Segundo ele, o material é necessário para sua defesa em um dos três inquéritos criminais que envolvem o clube.

Antes de judicializar a questão, o ex-dirigente buscou os documentos por via extrajudicial. O pedido, no entanto, foi negado formalmente pelo São Paulo, em ofício assinado pelo presidente Harry Massis Júnior. Na resposta, o clube argumenta que o ex-diretor não possui prerrogativa para acessar esse tipo de informação.

“Após análise do teor da notificação, cumpre esclarecer que o senhor Antônio Donizeti Gonçalves não possui, na condição de ex-diretor geral social, qualquer legitimidade ou prerrogativa estatutária que lhe assegure acesso irrestrito a contratos firmados pelo clube”, diz o ofício.

Parte desses contratos solicitados nem sequer passou pelo Conselho Deliberativo, em razão dos baixos valores envolvidos, porém, mesmo nos casos em que houve apreciação, esses documentos não permaneceram disponíveis aos conselheiros depois da votação, seguindo o padrão adotado no sistema interno do Tricolor, que não permite o download deles.

Diante da negativa, Dedé ingressou com uma ação pedindo que o clube seja obrigado a exibir os documentos, com previsão de multa diária em caso de descumprimento.

Até o momento, o São Paulo ainda não foi citado no processo.

O caso se insere num cenário mais amplo de investigações envolvendo o clube. Além do inquérito relacionado à gestão do ex-diretor social, há apurações sobre recebimento de valores em dinheiro vivo pelo ex-presidente Júlio Casares e saques em espécie das contas do Tricolor, bem como um procedimento que trata da exploração irregular de camarotes em eventos no Morumbi.

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