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·26 mars 2026

Farioli dá “uma lição” à concorrência com gestão exemplar no FC Porto

Image de l'article :Farioli dá “uma lição” à concorrência com gestão exemplar no FC Porto

Março foi quase irrepreensível para o FC Porto. O calendário não dava tréguas, com jogos de enorme exigência e uma sequência competitiva muito intensa. Em causa estavam as meias-finais da Taça de Portugal, a liderança da Liga e os oitavos de final da UEFA Europa League. Pelo meio, adversários como Sporting, Benfica, Estugarda e SC Braga.

Feitas as contas, o FC Porto chega ao fim deste ciclo com todos os objectivos ainda perfeitamente ao alcance, ou até reforçados, e em excelente momento de forma. O mérito é de Francesco Farioli, que, nesta altura, aparece como o grande vencedor do mês e como candidato a assumir o papel de principal figura da época.


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O treinador dos dragões tem sido exemplar na gestão do plantel, dando mesmo uma lição à concorrência, seja ela Rui Borges ou José Mourinho. Os treinadores de Sporting e Benfica têm enfrentado limitações no plantel provocadas por lesões, o que, em várias ocasiões, os impediu de apresentar o melhor onze. Ainda assim, o italiano também tinha motivos para se queixar, talvez até mais, uma vez que perdeu para o resto da época os avançados Samu e Luuk de Jong, precisamente os dois principais goleadores da equipa. Seria como Rui Borges ficar sem Luis Suárez e Ioannidis ou José Mourinho sem Pavlidis e Ivanovic…

Farioli nunca se lamentou e preferiu dar total confiança aos jogadores que tinha à disposição. E fê-lo com actos, não com discursos. Em março, o FC Porto realizou seis jogos – frente a Sporting, Benfica, Estugarda, Moreirense, novamente Estugarda e SC Braga -, num período de apenas 20 dias. A resposta do treinador italiano? 20 titulares. Só faltou mesmo retirar Diogo Costa ou lançar mais um central, mas também aí Nehén Pérez já estava afastado por lesão grave.

Sim, para Farioli todos contam, e isso permite-lhe ter o grupo na mão e, pelo menos…, o campeonato praticamente no bolso. Antes deste ciclo exigente, a vantagem dos dragões para o segundo classificado era de quatro pontos. Agora, na pior das hipóteses – com o Sporting ainda a ter em atraso o jogo com o Tondela -, a diferença continua a ser de… quatro pontos. Notável!

A época tem tudo para ficar na memória dos adeptos portistas. A ideia de jogo é clara, a identidade do clube foi recuperada e existe uma articulação perfeita com a administração. Costumo dizer que o mais difícil no futebol é não complicar, e o que Farioli e André Villas-Boas estão a fazer é mais um bom exemplo disso.

O presidente não só escolheu o treinador, como sobretudo confiou nele, dando-lhe os reforços necessários para pôr em prática a sua ideia de jogo, tanto no arranque da época como, em janeiro, no reajuste do plantel. Farioli respondeu com um espírito irrepreensível à Porto e com uma gestão de recursos perfeita.

O resultado está à vista: o grande FC Porto está de volta, com uma mão no campeonato, que é naturalmente a prioridade máxima, com as meias-finais da Taça de Portugal para decidir em casa, depois do 0-1 em Alvalade, e ainda a sonhar com a conquista da UEFA Europa League, competição que tem todas as condições para voltar a vencer, sobretudo se a gestão do plantel lhe permitir resolver as questões internas até à fase das grandes decisões.

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