Farioli: “Possíveis saídas de Diogo Costa e Froholdt? Acho que mereço umas férias tranquilas” | OneFootball

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·19 mai 2026

Farioli: “Possíveis saídas de Diogo Costa e Froholdt? Acho que mereço umas férias tranquilas”

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Francesco Farioli abordou o FC Porto em dia de celebração, sem deixar de admitir que o mercado já começa a desenhar-se no horizonte. Entre a eventual saída de Diogo Costa e de Froholdt, a certeza de alterações no plantel e a recusa em comentar nomes externos, o treinador procurou centrar a atenção no que considera prioritário nesta fase: valorizar o grupo que acabou de concluir a época. E, no meio da prudência, acabou por soltar o tom mais descontraído da conferência, ao afirmar: “acho que mereço”.

No rescaldo do último jogo, e com a época a exigir primeiro balanço e só depois decisões, Francesco Farioli manteve-se fiel a uma linha discursiva clara: celebrar primeiro, pensar no resto mais tarde. O treinador do FC Porto não ignorou o natural ruído de um verão que se aproxima, mas fez questão de recentrar a conversa no trabalho realizado e na estabilidade que ainda quer preservar.


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Questionado sobre a possibilidade de perder duas peças importantes, Diogo Costa e Froholdt, Farioli respondeu sem dramatizar, mas também sem alimentar cenários. Preferiu falar de descanso, da continuidade desejada e da vontade demonstrada pelos próprios jogadores.

“Não, não quero pensar nisso, caso contrário as minhas férias não serão como eu pretendo. Para ser sincero, acho que mereço, após muitos anos, umas férias com alguma tranquilidade.”, afirmou. “Vou observar o Diogo no Mundial. Já tive a minha conversa com ele; ele está muito feliz por ficar, por continuar o trabalho e por jogar novamente na Liga dos Campeões com este clube. Sobre o Froholdt, acho que ele já se colocou numa posição muito clara: quer ficar connosco e jogar na Liga dos Campeões. Ele é muito jovem, por isso terá tempo para sair quando surgirem as oportunidades certas e, esperemos, que não seja na próxima época.”

Mais do que encerrar portas de forma absoluta, o técnico deixou uma mensagem de serenidade e de confiança no compromisso dos dois jogadores. Existe, ao mesmo tempo, vontade de continuidade e consciência de que o futebol vive sempre entre a convicção do presente e a incerteza do que está para vir.

Quando a conversa avançou para a possibilidade de saídas mais alargadas no plantel, Farioli não fugiu ao tema. Reconheceu a natureza do futebol e enquadrou o fim de ciclo com uma imagem forte, sem abdicar do elogio ao grupo que levou a época até este ponto.

“Isso não é novidade. Disse ontem, na conferência de imprensa após o último jogo: isto é futebol.”, sublinhou. “Este grupo teve a sua “última dança” no sábado. No momento em que o troféu for depositado aqui no museu, será o último momento deste grupo memorável desta época. Depois, claro, haverá adaptações; jogadores que desejarão sair para ter oportunidades diferentes, jogadores que serão cobiçados por diferentes cenários. Mas, do nosso lado, é muito claro o que queremos fazer, o que estamos abertos a receber e como nos queremos movimentar no mercado. Mas hoje é dia de celebrar este grupo, celebrar o trabalho que fizeram e, finalmente, celebrar uma conquista histórica que todos nós e esta cidade realmente queríamos, mais do que qualquer outra coisa.”

O discurso desenha uma fronteira clara entre o inevitável e o inegociável. Farioli aceita que haverá mudanças, mas recusa que esse movimento apague o peso simbólico do que chama um grupo memorável, insistindo que o momento pede celebração antes de qualquer reconstrução.

Já relativamente a nomes exteriores ao universo portista, o treinador fechou-se por completo. Perante perguntas sobre Gustavo Sá e, depois, sobre a hipótese de um nome como Lewandowski, manteve a mesma disciplina verbal e a mesma recusa em entrar em terreno especulativo.

“Mais uma vez, estamos aqui para falar dos nossos jogadores. Se quiser falar sobre os nossos jogadores, estou mais do que feliz em dar-lhe a minha opinião. Sobre jogadores que não vestem a camisola do FC Porto, não estou aqui para fazer qualquer tipo de comentário.”

Farioli reforçou essa ideia quando lhe foi apresentado mais um nome, desta vez num registo ainda mais definitivo.

“Tenho de manter a minha resposta e acho que compreende. Não estamos aqui para julgar campeões que, definitivamente, não precisam das minhas palavras para serem descritos de uma forma melhor.”

Foi a forma encontrada para proteger a conferência do fascínio do mercado e das manchetes fáceis. No fim, a mensagem repetiu-se com consistência: o treinador quer falar do que tem, preservar o que puder manter e deixar o ruído para depois da festa.

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