DOMINIODEBOLA
·17 janvier 2026
FC Porto contesta dívida de 3,54 milhões e questiona serviços de intermediário

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O FC Porto está a recusar o pagamento de uma alegada dívida de 3,54 milhões de euros às empresas de Bruno Macedo, avançou este sábado o Correio da Manhã.
O intermediário, próximo de Jorge Nuno Pinto da Costa e do seu filho Alexandre Pinto da Costa, intenta cobrar o montante através de uma ação judicial contra a FC Porto SAD, agora liderada por André Villas-Boas. Após decisão desfavorável em primeira instância, a Relação do Porto manteve essa decisão em outubro de 2025.
Nos autos, os advogados do FC Porto sustentam que existem “indícios sérios” de que os serviços de intermediação não terão sido prestados, acrescentando ainda que as empresas de Bruno Macedo não têm legitimidade processual para avançar com as ações, uma vez que a alegada dívida seria, segundo o clube, pessoal do próprio Macedo.
O processo diz respeito a alegados serviços de intermediação em duas transferências realizadas em 2019:
Estes dois dossiês estão sob investigação criminal do Ministério Público, conforme revelou o Observador.
O FC Porto refere que o acordo celebrado “suscita dúvidas quanto à sua validade e eficácia”, motivo pelo qual decidiu suspender qualquer pagamento, numa postura que descreve como prudente.
Do outro lado, as empresas Yes Sports e BM Consulting alegam que os créditos lhes foram cedidos e acusam a SAD portista de tentar “furtar-se ao pagamento”, sustentando a posição com uma confissão de dívida assinada por Pinto da Costa, então presidente do clube, e por Fernando Gomes, administrador da SAD.
Bruno Macedo é igualmente alvo de vários processos judiciais, tendo sido detido no âmbito da Operação Cartão Vermelho, na qual o Ministério Público o acusa de ter ajudado Luís Filipe Vieira a desviar fundos do Benfica.
As ligações a Pinto da Costa e a Alexandre Pinto da Costa levaram ainda o Ministério Público a realizar buscas no âmbito de outro processo, no qual o antigo presidente do FC Porto é suspeito de um alegado desvio de cerca de 40 milhões de euros dos cofres do clube.









































