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·2 juillet 2026

FIFA enfrenta processo e pode pagar indenização bilionária por conta de polêmica em Egito x Irã

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A eliminação do Irã na Copa do Mundo de 2026 ganhou um novo capítulo fora dos gramados. A FIFA e seu presidente, Gianni Infantino, passaram a responder a uma ação judicial apresentada na Corte Federal de Boston, nos Estados Unidos, que pede uma indenização de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,2 bilhões). As informações foram divulgadas pelo jornal britânico The Independent.

O processo foi movido por Lotfollah Kaveh Afrasiabi, analista iraniano-americano e ex-professor da Universidade de Harvard, que afirma atuar em nome de 91 milhões de iranianos. Segundo ele, a entidade máxima do futebol foi responsável por uma série de decisões que culminaram na eliminação da seleção iraniana do Mundial.


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A principal contestação envolve a partida contra o Egito. Afrasiabi sustenta que o gol marcado por Shojae Khalilzadeh, que garantiria a vitória e a classificação do Irã ao mata-mata, foi anulado de forma incorreta após revisão do VAR por impedimento. Na avaliação do autor da ação, a decisão da arbitragem comprometeu diretamente o resultado da partida.

Na ação, o iraniano também afirma que torcedores do país sofreram danos emocionais em razão do episódio e acusa a FIFA de permitir um tratamento desigual durante a competição.

Além da polêmica envolvendo o lance do VAR, o processo cita dificuldades enfrentadas pela delegação iraniana ao longo da Copa. Entre elas estão restrições para permanecer nos Estados Unidos, a mudança da base de treinamentos para o México e a negativa de vistos para parte dos integrantes da equipe. Para Afrasiabi, a FIFA deveria ter garantido igualdade de condições entre todas as seleções participantes.

Até o momento, a entidade presidida por Gianni Infantino não comentou publicamente o processo.

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