Revista Colorada
·3 avril 2026
Foi campeão do mundo com o Inter em 2006 e hoje ganha a vida com uma prancheta na mão

In partnership with
Yahoo sportsRevista Colorada
·3 avril 2026

Em qualquer equipe campeã, a presença de um volante marcador incansável é fundamental — e Wellington Monteiro entendeu esse papel como poucos ao longo da carreira. Longe dos holofotes destinados aos jogadores mais ofensivos, construiu sua trajetória com base na marcação firme, ocupação de espaços e entrega constante dentro de campo.
Revelado pelo Bangu, no Rio de Janeiro, o volante precisou percorrer um longo caminho, passando por diversos clubes e competições menos visíveis até alcançar sua grande oportunidade no Sul do país. Quando ela surgiu, não apenas se firmou como titular, mas também se transformou em referência para uma das maiores torcidas do Brasil.
Com forte preparo físico e leitura de jogo apurada, Wellington Monteiro atingiu o auge da carreira. Sua disciplina tática e confiabilidade o tornaram peça-chave em partidas decisivas, sendo frequentemente encarregado de neutralizar alguns dos jogadores mais talentosos do cenário internacional.
Mesmo após o auge, seguiu atuando em grandes clubes do eixo Rio-São Paulo, contribuindo com experiência e consistência em elencos competitivos. Ao longo de mais de duas décadas como profissional, acumulou títulos importantes, incluindo conquistas continentais e mundiais.

Créditos: Arquivo Pessoal
Hoje, aos 47 anos, trocou a intensidade dentro de campo pela atuação à beira dele. Longe dos grandes palcos como o Estádio de Yokohama, segue ligado ao futebol, agora focado na transmissão de conhecimento e na construção de sua carreira como treinador.
O ponto mais alto de sua trajetória aconteceu em 2006, quando, após se destacar pelo Caxias, foi contratado pelo Internacional. No Beira-Rio, tornou-se peça importante na conquista da Copa Libertadores e, posteriormente, do histórico título do Mundial de Clubes da FIFA 2006.
Na final contra o Barcelona, o técnico Abel Braga confiou a Wellington a missão de ajudar na marcação de Ronaldinho Gaúcho, então no auge. O volante cumpriu o papel com eficiência, contribuindo diretamente para a vitória colorada.
Após levantar também a Recopa Sul-Americana, transferiu-se para o Fluminense, onde teve participação importante na campanha até a final da Libertadores de 2008 e integrou o elenco que protagonizou a histórica recuperação no Brasileirão de 2009.
Durante a carreira, defendeu clubes como Paulista de Jundiaí, Cruzeiro, Vasco da Gama, Juventude, Goiás, Guarani, entre outros. Wellington Monteiro encerrou a carreira como jogador em 2018, aos 40 anos, atuando pelo Lajeadense. Desde então, investiu em qualificação e iniciou sua trajetória como treinador.
Após experiências como auxiliar técnico — incluindo passagem pelo Esportivo —, assumiu seu trabalho mais recente como técnico principal do União Francisco Beltrão, comandando a equipe na Terceira Divisão do Campeonato Paranaense a partir do segundo semestre de 2025, mostrando que sua visão tática segue atualizada para os desafios fora das quatro linhas.









































