Foi o único português do Ferencváros e <i>arrasou</i> um SC Braga europeu: «Ficou marcado na minha vida» | OneFootball

Foi o único português do Ferencváros e <i>arrasou</i> um SC Braga europeu: «Ficou marcado na minha vida» | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Zerozero

Zerozero

·12 mars 2026

Foi o único português do Ferencváros e <i>arrasou</i> um SC Braga europeu: «Ficou marcado na minha vida»

Image de l'article :Foi o único português do Ferencváros e <i>arrasou</i> um SC Braga europeu: «Ficou marcado na minha vida»

Há noites que marcam carreiras e para Rui Pedro não há grandes dúvidas na hora de escolher qual a de maior impacto. Três remates, três golos e três pontos contra um adversário do seu país, tudo depois do hino da Champions. Melhor seria difícil. 

É, por isso, o dono de uma das exibições mais arrasadoras que o SC Braga já alguma vez teve pela frente no contexto europeu. Não é mau legado para um jogador que é também, curiosamente, o único português que já vestiu a camisola da equipa que esta quinta-feira recebe os minhotos nos oitavos da Liga Europa: os húngaros do Ferencváros.


Vidéos OneFootball


Em Budapeste para o jogo em causa, o zerozero não se esqueceu do único nome que, de forma mais ou menos esforçada, liga os dois clubes. Não nos esquecemos, também, das declarações que recentemente nos deu numa entrevista de carreira.

«Já tinham 17 estrangeiros e só podiam ter dez»

«É um clube gigante, muito forte. Tive um contrato de três anos e fui campeão em dois... Nessa altura, o clube tentava reestruturar-se internamente, não tinha diretor desportivo. Estava a tentar contratar as pessoas certas para organizar o futebol», disse Rui Pedro, durante a sua participação no Ponto Final.

Como o próprio nos admite, essa passagem pelo Ferencváros foi o «melhor contrato» da carreira. Não foi, no entanto, a passagem mais feliz que teve por um clube. Prova disso é que a estadia na Hungria esticou, mas a partir de outras paragens...

«O clube contratava estrangeiros antes de libertar vagas... Eles iam acumulando e quando deram conta já tinham 17 jogadores estrangeiros e só podiam ter dez. Eu já estava a jogar pouco e recebi uma proposta para jogar emprestado», contou, justificando uma ida para o Haladás onde foi o melhor médio da Liga.

«Gostei muito da Hungria. Adaptei-me muito facilmente, a minha família também. O campeonato húngaro é composto por 12 equipas, para ter uma liga mais competitiva, mas se estiveres bem, vais ter sempre mercado. Eu tive essa felicidade.

Essa passagem pelo futebol húngaro ainda levou Rui Pedro a mais dois clubes: o Diósgyori VTK, onde a ambição não deu frutos, e o Mezokovesdi SE, que foi a última porta do futebol internacional para um português bastante viajado.

«A equipa fez um investimento brutal para sermos campeões e estávamos em último lugar. Foi preciso arranjar um bode expiatório... Eu e um colombiano fomos os dois afastados da equipa. Passei muito mal», recordou, sobre o Diósgyori. «Depois surgiu o Mezokovesdi e curiosamente o primeiro jogo que fiz nesse clube foi para a Taça, contra o meu antigo clube, e fiz o primeiro golo

Frente ao SC Braga, o jogo de uma carreira

E se é a propósito do jogo desta quinta-feira que damos voz a Rui Pedro, então vale a pena salientar que não só a um destes dois clubes que o antigo jogador tem ligação.

Não jogou no SC Braga, mas jogou contra e foi o autor de uma das exibições individuais mais avassaladores que alguma vez o clube minhoto teve pela frente num contexto UEFA. Um memorável hat-trick, ao serviço dos romenos do Cluj (3-1), na fase de grupos da Liga dos Campeões de 2012/13.

«Era uma equipa muito forte. Tinha o Rúben Amorim, Rúben MicaelCustódioAlanHugo VianaÉder, Leandro Salino... O treinador era o José Peseiro. Estava nessa equipa o Hélder Barbosa, o Ismaily...», diz. Uma memória assim mantém-se fresca para a vida.

«Fizemos um grande jogo. Recordo-me que nos primeiros três remates que fiz à baliza, fiz três golos... Os meus colegas ao intervalo só diziam: Estás tolo?!?!»

É esse o jogo para Rui Pedro. E por mais rica que seja uma carreira, dificilmente uma exibição assim, num palco de Champions, não ficaria com a coroa. «Ainda hoje há pessoas a falar disso. E eu até gosto, porque são alturas que voltam a falar de mim e do meu nome. Foi algo que ficou marcado na minha vida e levou-me a encontrar bons clubes», recorda.

  1. Veja, através desta hiperligação ou do vídeo abaixo, a entrevista completa
À propos de Publisher