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·24 juillet 2026

Gordon e Adeyemi, ou um Barça diferente

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Apesar de serem perfis distintos, os dois extremos convidam Flick a montar um ataque versátil para surpreender os adversários.

O mercado está longe de estar fechado para o Barça, mas é certo que o ataque blaugrana mudou. Primeiro, pela saída de Robert Lewandowski e pela mais do que provável ida de Ferran Torres para o PSG. Segundo, pela chegada de Anthony Gordon e, mais recentemente, de Karim Adeyemi vindo do Dortmund. E terceiro, pela incógnita da contratação do ‘9’, seja o desejado Julián Álvarez ou outro centroavante. No entanto, no cenário atual, Hansi Flick já tem um ataque reformulado com a chegada do inglês e do alemão. Um ataque com o qual espera surpreender os adversários que acreditam já conhecer bem o seu sistema.

As contratações de Gordon e Adeyemi refletem uma ideia muito clara de Flick. O técnico alemão quer um Barça muito mais vertical, imprevisível e capaz de explorar os espaços com mais frequência do que em temporadas anteriores. Na última temporada, o time blaugrana dominou muitas partidas por meio da posse de bola, mas em mais de uma ocasião teve dificuldades para furar defesas fechadas. Nesses casos, especialmente quando os adversários conseguiam neutralizar Lamine Yamal, a equipe sofreu. Com Gordon e Adeyemi, Flick ganha dois jogadores que se destacam justamente por aquilo que mais faltou em determinados momentos da campanha: velocidade, drible e agressividade nas transições.


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Adeyemi comemorando um gol na Alemanha / BVB

Gordon oferece um perfil pouco comum no elenco. É um ponta que ataca constantemente as costas dos defensores, chega com facilidade à área e tem capacidade para jogar aberto ou aparecer por dentro. Sua intensidade sem a bola, além disso, encaixa perfeitamente na pressão alta que caracteriza as equipes de Flick, tornando-se uma peça-chave tanto no ataque quanto na recuperação após a perda da posse.

Adeyemi, por sua vez, acrescenta um componente ainda mais explosivo. O internacional alemão é um dos jogadores mais rápidos do cenário europeu e pode atuar em qualquer posição da linha de frente. Sua capacidade de atacar o espaço obrigará as defesas adversárias a recuarem alguns metros sua linha, gerando mais espaços entrelinhas para jogadores como Pedri, Dani Olmo ou Fermín. Isso sim, será preciso ver se sua conhecida irregularidade também o acompanhará de blaugrana.

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Anthony Gordon contra a Croácia. Foto: EFE

A chegada de ambos também abre um leque de variações táticas. Flick poderá jogar no 4-3-3, apostar em um 4-2-3-1 ou até trocar constantemente as posições para dificultar as referências defensivas do adversário. Com pontas capazes de jogar com o pé natural ou invertidos (inclusive como ‘9’ no caso de Gordon) e com um centroavante ainda por chegar, o técnico terá muito mais ferramentas para mudar os jogos sem precisar alterar o esquema.

Justamente, a contratação do novo ‘9’ terminará de definir o quebra-cabeça ofensivo. Se Julián Álvarez chegar de fato, o Barça ganhará um atacante com mobilidade e capacidade associativa que potencializaria ainda mais esse modelo dinâmico. Se o escolhido tiver outro perfil, a ideia de Flick seguirá sendo a mesma: cercar o centroavante de jogadores rápidos, verticais e capazes de criar vantagens por conta própria.

Este artigo foi traduzido para o português por inteligência artificial. Você pode ler a versão original em 🇪🇸 neste link.

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