Jogada10
·3 avril 2026
Grupo LGBT processa Internacional por “práticas discriminatórias”

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·3 avril 2026

O Grupo Arco-Íris, uma organização de defesa de direitos da população LGBTQIA+, entrou com um processo na Justiça contra o Internacional. O grupo entende que o clube gaúcho cometeu repetidas “práticas discriminatórias” por pessoas do clube. A informação é do “ge”.
A associação ingressou com uma Ação Civil Pública na Justiça do Rio de Janeiro em que pede retratação pública, promoção de ações educacionais e uma indenização por danos morais coletivos de R$ 5 milhões. O documento, aliás, cita o diretor técnico do Inter, Abel Braga, o treinador Ramón Diaz, que deixou o clube no fim do ano passado, e o lateral Bernabei. Todos são réus.
“A ação é uma virada na estratégia de busca de respostas concretas em termos de reparação por violações de direitos humanos contínuas no ambiente do futebol. As decisões do STJD, em termos reparatórios, não resultam em nada para a sociedade e, especialmente, para a comunidade LGBTQI+, acabando por reforçar a impunidade e a reiteração de práticas violadoras”, afirmou o presidente do Grupo Arco-Íris, Claudio Nascimento.

Ramón Diaz sob o comando do Inter – Foto: Ricardo Duarte / Internacional
Eu falei: “Eu não quero meu time treinando de camisa rosa, parece time de veado””, disse Abel.
No mesmo dia, Abel se retratou numa rede social:
“Colorados e coloradas, em primeiro lugar reconheço que não fiz uma colocação boa sobre a cor rosa durante a minha coletiva. Antes que isso se prolifere, peço desculpas. Cores não definem gêneros. O que define é caráter. O Internacional precisa de paz e muito trabalho. Vamo, vamo Inter!”, escreveu.
O técnico, aliás, fez declaração machista ao reclamar da marcação da arbitragem que o desagradou no empate com o Bahia. Na sequência, ele, portanto, pediu desculpas.
“O futebol é para homens, não é para meninas, é para homens”, disse o argentino em entrevista depois da partida.
“Se interpretou algo mal da minha declaração. Quero pedir desculpas. Me pareceu que o que eu quis dizer é que uma só pessoa não pode tomar uma decisão tão importante como é a participação do VAR no futebol. Se se interpretou mal, peço desculpa, mas não é minha intenção”, disse.
O lateral, entretanto, não teve uma declaração, mas sim uma ação. No jogo contra o Bragantino, em dezembro, que salvou o time gaúcho do rebaixamento na última rodada do Brasileirão, o jogador tirou o fone de ouvido de uma repórter mulher que estava no gramado e gritou “fala, agora” para ela.









































