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·8 juin 2026

Guia da Copa do Mundo: tudo o que você precisa saber sobre o Grupo C

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Estamos a poucos dias do começo da Copa do Mundo! Na contagem regressiva te apresentamos as 48 seleções participantes em 12 artigos - um para cada grupo da competição.Agora vamos para o grupo C!

Grupo da seleção brasileira, que nos dá a esperança na chegada do hexacampeonato, ele traz também a surpresa da última Copa, o Marrocos, dono da maior campanha de uma seleção africana que quer repetir o feito. O azarão é o Haiti, enquanto a Escócia também corre por fora. 


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O Brasil é um dos membros deste grupo, sempre carregado pelo peso das cinco estrelas - 2002, 1994, 1970, 1962 e 1958. Após encerrar a preparação neste fim de semana em Cleveland, a seleção conta os dias para a estreia, no próximo sábado, no palco onde espera, também, se despedir da Copa: o MetLife Stadium, estádio da final. 

De resto, o Grupo C conta com uma seleção de Marrocos que fez sucesso na última edição da Copa do Mundo, em 2022, no Catar, e vai em busca de repetir a campanha, uma Escócia que está de volta a Copas do Mundo 28 anos depois e um Haiti nada acostumado a essas andanças, mas também de volta, 52 (!) anos depois.

Marrocos

Número de participações: sete

Melhor campanha: 4º lugar

É uma seleção que vem ganhando cada vez mais espaço e já é considerada presença comum - vai para a sua 3ª edição seguida. Chamou todos os holofotes quando, em 2022, eliminou Portugal nas quartas, foi às semifinais - perdeu para a França, por 2 a 0 - e acabou em 4º lugar, a melhor classificação da sua história.

Olhamos, por isso, para uma seleção em ascensão, que chega a esta competição como a campeã africana em título - pelo menos oficialmente, depois de toda a polêmica que houve na final da CAN 2025, com o Senegal - e, assim, com alguma responsabilidade de representar um continente no palco mundial.

Contam com um elenco que chama a atenção, até porque o jogador marroquino vem crescendo e já é presença comum na elite do futebol europeu. Têm a oportunidade de brigar com o Brasil pela liderança do grupo, com os olhos postos em se aproximar, igualar ou melhorar o histórico ano de 2022. Querem chegar à Copa do Mundo de 2030, que vão organizar com Espanha e Portugal, na frente.

O técnico - Mohamed Ouahbi

Se esse nome lhe soa desconhecido, não se preocupe. É relativamente normal. Isso porque Ouahbi tem apenas 49 anos e esta é a sua primeira experiência como treinador principal nesse nível. Já passou pela conhecida formação do Anderlecht como técnico, mas esteve nos últimos quatro anos ligado à Federação Marroquina de Futebol (FRMF), dos sub-18 aos sub-23. Agora, tem um teste de fogo.

A estrela - Achraf Hakimi

Há muitos anos, pensar em futebol marroquino é pensar no lateral direito do PSG. É a maior figura do seu país e impulsiona o jogo da sua equipe - clube e seleção - por um pulmão incansável pela direita. Chegou, em outros tempos, a assumir um papel mais adiantado por Marrocos, mas as opções marroquinas têm aumentado nos últimos anos e ele voltou ao seu habitat natural. Muitas das esperanças do seu país estão naquela faixa direita.

Para acompanhar - Ayyoub Bouaddi

É reforço recente. Chegou a ser capitão da seleção sub-21 francesa, mas escolheu representar Marrocos antes desta Copa do Mundo. Tem apenas 18 anos e foi uma das grandes revelações da Ligue 1 nos últimos dois anos, brilhando com a camisa do Lille. É um box-to-box que pode levar os sonhos marroquinos muito longe e que promete se apresentar de vez ao futebol mundial.

Outros jogadores importantes: Youssef En-Nesyri (Al-Ittihad), Yassine Bono (Al-Hilal), Noussair Mazraoui (Manchester United), Abde Ezzalzouli (Real Betis) e Brahim Díaz (Real Madrid).

Haiti

Número de participações: duas

Melhor campanha: fase de grupos

O aumento do número de seleções nesta Copa também permite que alguns países mais "exóticos" e menos experientes nessas competições possam fazer bonito pela sua nação e o Haiti é claramente um desses casos. Pode até parecer estranho, mas esta não será a sua primeira vez em Copas do Mundo, embora seja normal que a maioria dos torcedores não se lembre da primeira, que foi já em 1974, na Alemanha.

Membro da CONCACAF, o Haiti surge numa linha menos destacada que nações como Canadá, México e EUA - os anfitriões da competição -, ou até mesmo Costa Rica e Jamaica, mas aproveitou a ausência de algumas dessas potências na qualificação para, via playoff, garantir esta vaga histórica, após bater a Nicarágua (2 a 0).

O técnico - Sébastien Migné

Longe de ser um nome muito conhecido do futebol mundial, é um nome já com muita experiência a nível de seleções, tendo já servido como treinador de Guiné Equatorial, Quênia, Congo, sub-20 da RD Congo e ainda assistente de Omã. Já disputou uma Copa Ouro, uma CAN, mas nada se compara à estreia em uma Copa do Mundo. A história já fez, agora vai em busca de um extra.

A estrela - Wilson Isidor

É, ao lado de Jean-Ricner Bellegarde (Wolverhampton), a grande figura do seu país, os dois únicos que atuam no top-5 europeu e justamente na Premier League. Tem sido um dos bons nomes de um grande Sunderland nesta temporada (seis gols) e é reforço recente para este Haiti. Espera fazer gols.

Para acompanhar - Jean-Ricner Bellegarde

Foi já destacado aqui, mas merece ser individualizado. É o motor da equipe no meio-campo e, muitas vezes, o coração, sendo um dos melhores em nível técnico do seu país, mesmo com as suas limitações. Sua experiência na Premier League e na Ligue 1 servirá de farol para os companheiros, todos eles (como ele) em estreia nestes palcos).

Outros jogadores importantes: Ricardo Adé (LDU Quito), (Vizela), Lenny Joseph (Ferencváros).

Escócia

Número de participações: nove

Melhor campanha: fase de grupos

Em outros tempos, a seleção da Escócia era quase presença obrigatória na Copa do Mundo, com várias participações entre a década de 50 e o fim do século passado, mesmo com alguns intervalos. Contudo, a virada do século trouxe uma longa ausência, finalmente encerrada neste ano.

Têm um elenco com vasta experiência nas melhores ligas europeias, com destaque para a Premier League, fruto da proximidade geográfica, e têm conseguido expandir seu talento para outros campeonatos. A isso se junta o crescimento do campeonato nacional. O futebol escocês está em crescimento e este retorno a Copas foi naturalmente recebido com bons olhos.

Tiveram uma classificação para a Copa quase impecável, terminando em 1º lugar, isolado, no grupo, à frente da Dinamarca - uma das grandes ausências da competição -, Grécia e Bielorrússia. Além disso, também estiveram perto da permanência na Liga A da Liga das Nações, perdendo apenas para a Grécia no playoff. Chegam, portanto, motivados e, estando em um grupo com apenas um claro favorito, podem ambicionar fazer sua melhor campanha e ir ao mata-mata.

O técnico - Steve Clarke

Steve Clarke passou a vida no Chelsea, mas conseguiu fazer seu nome também fora das quatro linhas. Depois de muitos anos como auxiliar, se aventurou sozinho e rapidamente chegou ao comando de seu país, em 2019. Desde então, conseguiu a classificação para duas Eurocopas e, agora, para uma tão aguardada Copa do Mundo. Tem sido a cara da mudança do futebol escocês.

A estrela - Scott McTominay

Depois de ser um "patinho feio" em Old Trafford, se aventurou na Itália, na mítica, mas difícil de agradar, cidade de Nápoles e se transformou. Se libertou da imagem que tinha de volante, avançou no campo e as últimas duas temporadas foram as melhores da carreira, com larga vantagem. Hoje, é um dos melhores box-to-box do mundo e assume o papel de principal figura do país. Scott McTominator estará na Copa do Mundo.

Para acompanhar - John McGinn

Se McTominay é a grande figura, McGinn não fica muito atrás. Chega muito motivado, depois da melhor temporada da carreira no plano individual, mas também coletivo, em que ajudou o Aston Villa a conquistar a Liga Europa. Será um complemento muito importante, seja jogando no meio ou pelo lado direito, dois territórios que conhece bem.

Outros jogadores importantes: Nathan Patterson (Everton), Che Adams (Torino), Billy Gilmour (Napoli) e Lewis Ferguson (Bologna).

Brasil

Número de participações: 23

Melhor campanha: campeão (cinco vezes)

Pensar na Copa do Mundo é pensar no Brasil. É um dos nomes obrigatórios na competição, somos o país com maior número de participações (23) e conquistas (cinco) da história. É daqueles países que parecem feitos para aparecer nesta competição, mesmo nos anos mais difíceis.

O ciclo para essa compa foi conturbado, com mudanças no comando técnico e também na presidência da CBF, mas Carlo Ancelotti, novo técnico brasileiro e que estreia em Copas do Mundo, conseguiu uma reta final de classificação na mais segura, aproveitou a ampliação das vagas sul-americanas. Vamos em busca do hexa, apesar dos pesares. 

Chegamos, no entanto, com mais dúvidas que certezas. Além dessa classificação oscilante, a própria convocação gerou polêmicas. O Brasil está longe de ter a grandeza de nomes de outros anos e ainda terá de fazer a habitual gestão de uma grande nação em termos de egos e minutos das estrelas. Neymar tem direito à sua última dança, mas não será protagonista neste Brasil

No último amistoso antes da Copa, ainda perdemos Wesley, lesionado, e Carlo Ancelotti chamou Éderson, novidade na equipe. Provavelmente jogaremos com um lateral improvisado. 

O técnico - Carlo Ancelotti

Único técnico a vencer as cinco principais ligas da Europa, campioníssimo da Liga dos Campeões e por onde passou, Carlo Ancelotti nunca escondeu: a Copa do Mundo pela seleção brasileira seria o maior título de sua vitoriosa carreira. Ainda com algumas dúvidas, preocupado com o corte de Wesley, Ancelotti está prestes a estrear em Copas, e carrega com ele nosso sonho pelo hexa. 

A estrela - Vinícius Júnior

Apesar dos números, esteve longe da melhor temporada da carreira, especialmente no que tange à regularidade de atuações, talvez fruto do contexto vivido em Madri ao longo de toda a temporada, que acabou por afetar várias das estrelas. Ainda sem atingir o mais alto nível na seleção, Vini terá a chance de se provar em uma Copa como protagonista. 

Para acompanhar - Rayan

Bastou meia temporada na Europa, e na Premier League, para provar que o talento que lhe era apontado tinha fundamento e acabou por merecer a justa convocação para a primeira Copa. Será difícil ter minutos em um ataque com tantas opções, mas, quando tiver, promete aproveitar e encantar. A cria da Barreira está na Copa! 

Outros jogadores importantes: Raphinha (Barcelona), Neymar (Santos), Matheus Cunha (Manchester United), Bruno Guimarães (Newcastle) e Gabriel Magalhães (Arsenal)

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