Portal dos Dragões
·22 juin 2026
Héctor Herrera abre porta ao regresso ao FC Porto: “Seria um sonho”

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Héctor Herrera deu, esta segunda-feira, uma longa entrevista ao programa ‘Bola Branca’, da Rádio Renascença, na qual deixou em aberto a possibilidade de regressar ao FC Porto, numa altura em que lhe resta, sensivelmente, mais um ano de contrato com o atual clube, o Houston Dynamo.
“Seria um sonho poder terminar a minha carreira no FC Porto. Foi um clube onde passei muitos anos e passei muito bem. Gosto muito da cidade, do clube, das pessoas. Seria um sonho poder voltar e terminar a minha carreira aí. Quando estive com a equipa em Nova Iorque, no ano passado, falei com o André [Villas-Boas] sobre isso”, confidenciou.
“Acho que seria um tema, terminar. Estou num momento em que ainda tenho contrato. Mas seria um tema, poder fechar a carreira no clube de que gosto (…). Mesmo que não queira pensar, tenho de pensar, está a chegar o fim. Mas agora sinto-me muito bem fisicamente. Estou magrinho, isso é importante”, prosseguiu.
“Estou muito bem fisicamente, trabalho muito todos os dias para estar melhor e poder competir. Só que o futebol, agora, é intensidade. São todos muito rápidos. Se fisicamente não estás bem, não podes competir e sentes-te mal. Eu sinto-me muito bem. Acho que cresci muito aqui [aponta para a cabeça] e isso também me ajuda muito”, completou.
Héctor Herrera, recorde-se, chegou ao FC Porto no verão de 2013, proveniente do Pachuca, por uma verba na ordem dos 11 milhões de euros, tendo saído, seis anos depois, rumo ao Atlético de Madrid, a ‘custo zero’. Pelo meio, somou 35 golos e 28 assistências em 245 partidas oficiais.
No Estádio do Dragão, o internacional mexicano, atualmente com 36 anos, chegou mesmo a envergar a braçadeira de capitão e teve um papel determinante na conquista de um campeonato nacional e de duas Supertaças Cândido de Oliveira.
Nesta mesma entrevista, o médio confessou ter ficado marcado pela morte de Jorge Nuno Pinto da Costa, antecessor de André Villas-Boas na presidência do FC Porto, pelo que representava, não só para o clube, como também para si: “Quando cheguei, foi sempre muito querido comigo. Tratou-me muito bem”.
“Acho que, na história do FC Porto, é o maior ídolo, não só dos jogadores, mas como presidente. Era o maior símbolo do FC Porto, foi uma notícia muito triste para todos nós, foi muito difícil de acreditar. Sabíamos que ele já tinha uma idade avançada, mas é difícil aceitar. Só tenho palavras de agradecimento por me ter dado a oportunidade de pertencer ao clube”, refletiu.
“Para mim, o FC Porto é, talvez, o clube pelo qual tenho mais carinho no futebol. Acho que dei tudo pelo clube e pela cidade, que sempre foram muito bons comigo. Mostraram-me sempre muito carinho, nos bons e nos maus momentos”, completou o futebolista natural de Tijuana, no México.
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