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·22 janvier 2026

Hora de arriscar, sai Sudakov

Image de l'article :Hora de arriscar, sai Sudakov

Minuto 69, 2-0 no marcador, pouco resta de esperança ao Benfica para inverter o cenário. José Mourinho espreita o jogo, onde a Juventus opta por recuar e dar bola ao Benfica, e vai ao banco para mexer. Enzo Barrenechea entra para dar critério na circulação, Ivanovic junta-se aos da frente para tentar acrescentar. Sai Schelderup, sem surpresa. Sai Sudakov. Não sendo, também esta, uma surpresa, é esta uma questão.

Não nos cabe o julgamento, pelo menos sem antes tentarmos a interpretação. José Mourinho procurava refrescar e injetar energia. A libertação de Barreiro talvez até tenha sido benéfica para este poder ganhar o penálti. Ainda assim, não deixou de estranhar a saída do ucraniano quando o Benfica passaria a ter mais bola no meio-campo contrário e menos metros de exploração de espaço.


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Sudakov estava a ser dos melhores da equipa. Pese embora algumas hesitações na chegada à área, ora por remates que podiam ser substituídos por passes, ora por passes que podiam ser substituídos por remates, mostrou capacidade, não se escondeu do jogo e envolveu-se constantemente com a equipa. Há, também nos colegas, uma clara procura pelo 10 para que os lances sejam desenvolvidos por si no último terço. Por isso, e mesmo que algum desgaste se pudesse começar a sentir - não era visível, aparentemente - ficou por entender a opção.

Uma camisola pesada

Não se pode dizer que Sudakov esteja a corresponder a todas as expectativas que sobre ele recaíam quando, a acabar o mercado, o Benfica o contratou ao Shakhtar Donetsk, num negócio que chegará a, pelo menos, 27 milhões de euros. Porém, será manifestamente exagerada a consideração de que se trata de um fracasso. 

De parte ficam as questões pessoais e o contexto que o jogador atravessa, com episódios que, seguramente, mexerão com o seu bem-estar. Bastará olhar para a participação direta em golos para desmistificar esse possível rótulo. Mesmo tendo chegado no fecho da janela de transferências, já os colegas de equipa levavam quase uma dezena de jogos oficiais, Sudakov está no top-3 dessa participação em golos, como aponta o gráfico.

Em todo o caso, é legítima a cobrança constante e também a dúvida em seu torno, quer pela posição que ocupa em campo (voltou a 10 recentemente e vale a pena ler este artigo sobre isso), quer porque não raras vezes se alheou de aparecer em determinados jogos. Um dorsal que, nos anos mais recentes, pertenceu a Rui Costa, Pablo Aimar e Jonas está carregado de responsabilidade e simbolismo, pelo que a sua atribuição a Sudakov tem um intuito.

Saídas em momentos negativos

Quase sempre, Sudakov é substituído. Por isso, não é fácil estabelecer concordâncias. Dos 27 jogos de águia ao peito, foi titular em 25. Desses 25, só três vezes fez o jogo todo: uma com o Qarabag, ainda era Bruno Lage o treinador, depois em Newcastle, num jogo que se resolveu a meio da segunda parte (3-0), e na Choupana, onde houve reviravolta no fim (1-2).

Depois, dois dados muito relevantes. O primeiro é que, após a sua saída, a equipa acabou por sofrer dois empates (Casa Pia e Rio Ave), além de ter sofrido o terceiro e último golo na derrota por 3-1 contra o SC Braga, para a Allianz Cup. O segundo, e mais sintomático, é que, nas saídas de campo de Sudakov em jogos onde o Benfica não estava a vencer (logo, estaria a procurar o resultado), quase nunca conseguiu marcar. Verificou-se contra Chelsea, FC Porto, Sporting, SC Braga (campeonato e Allianz Cup) e, agora, a Juventus. A exceção foi Guimarães, onde os encarnados empatavam ao intervalo e terminariam com triunfo por 0-3.

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