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·8 janvier 2026
Hulk no Flu: A tensão e a ‘Pequena Fortuna’ que podem selar o acordo sem custos

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A notícia, inicialmente reportada por Joana de Assis no GE, incendiou o mercado do futebol: Fluminense e Atlético-MG abriram conversas sobre a transferência do atacante Hulk. No entanto, o que parecia uma transação convencional de mercado revelou-se uma trama complexa, onde a lógica financeira e o desgaste emocional pesam tanto quanto o talento do atleta.
No centro do tabuleiro, surge um trunfo usado pela diretoria atleticana: uma multa rescisória na casa dos R$ 60 milhões. À primeira vista, o valor seria uma barreira intransponível para o Fluminense e uma garantia para o clube mineiro. No entanto, esse “escudo” perde força diante de dois fatores que mudam completamente o rumo das tratativas.
O primeiro é o clima de beligerância que tomou conta da Cidade do Galo. A insatisfação de ambas as partes é pública e alimentada por narrativas que transbordam para a imprensa e redes sociais. Ficou cristalino: não há mais clima para a permanência de Hulk em solo mineiro. O segundo fator é o risco jurídico e financeiro. O jogador pode, em última instância, “sentar sobre o contrato” milionário e garantir seus direitos até o fim do vínculo, em 2026 – além de poder assinar um contrato no meio do ano.
É nesse cenário que o Fluminense pode ganhar força para desenhar sua estratégia. A diretoria tricolor foi enfática: não pretende pagar pela transferência, mas oferece uma “saída alternativa” para o Atlético. O grande trunfo do clube carioca é a vontade do próprio camisa 7, que já se declarou seduzido pelo projeto esportivo das Laranjeiras e manifestou o desejo de vestir as cores tricolores.
O nó da questão reside nas cifras assustadoras do contrato vigente. Projeções de bastidores indicam que, entre salários e encargos, manter Hulk no elenco até o fim de 2026 poderia custar ao Atlético-MG algo entre R$ 50 e R$ 60 milhões de reais apenas naquele ano. Trata-se de uma pequena fortuna a ser gasta com um ativo insatisfeito, o que sobrecarregaria os já combalidos cofres mineiros.
Dessa forma, a perspectiva da negociação se inverte. A verdadeira “moeda de troca” para o Atlético não seria o recebimento da multa, mas a economia imediata de dezenas de milhões de reais. Uma saída amigável representaria um alívio fiscal colossal e a solução de uma crise interna que ameaça o ambiente do plantel. Para o Fluminense, seria a oportunidade contratar um ídolo nacional sem custos de aquisição, focando apenas nos vencimentos do atleta.
O impasse final agora parece repousar sobre a mesa da diretoria do Atlético, que se vê em uma bifurcação: priorizar a lógica financeira — livrando-se de um custo astronômico — ou manter uma postura de força para “ficar bem com a torcida”, insistindo em uma compensação que pode travar o negócio e manter o prejuízo em casa.
O que se sabe é que com a pressão aumentando de todos os lados, as próximas horas serão decisivas para selar o destino de Hulk.
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