Central do Timão
·29 juin 2026
Idealizador comenta sobre próximos passos do abaixo-assinado do projeto SAFIEL

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·29 juin 2026

No último sábado (27), os idealizadores da SAFIEL, grupo que propõe a transformação do Corinthians em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) captando pelo menos R$ 2,5 bilhões e possibilitando a participação dos torcedores através da venda de ações, realizou um evento que teve a presença de influencers e jornalistas para engajar o movimento SAFIEL JÁ.
A ação tem como intuito reunir o maior número possível de assinaturas de torcedores que apoiem a proposta não vinculante que, inclusive, foi enviada à gestão do presidente Osmar Stabile. Na proposta, a Invasão Fiel S.A., empresa idealizadora do projeto, argumenta que o quadro financeiro e institucional do Corinthians exige apreciação prioritária e imediata da matéria pelos órgãos competentes do clube. O documento enfatiza que o endividamento total do Timão já supera R$ 2,8 bilhões e apresenta caráter estrutural e crescente, que consome aproximadamente 40% da receita recorrente anual apenas com o pagamento de juros.

Foto: Reprodução/Central do Timão
Em entrevista exclusiva à Central do Timão, um dos idealizadores do projeto, Maurício Chamatti, comentou sobre os próximos passos em relação ao abaixo assinado e afirmou estar satisfeito com o engajamento até o momento. Ele também relembrou os encontros que o grupo teve com Leonardo Pantaleão e Romeu Tuma Jr, presidente da Comissão de Ética e do Conselho Deliberativo, respectivamente.
“Acho que a gente está gostando bastante do resultado, estamos com 70 mil assinaturas, buscando agora 100 mil. A gente tem duas semanas mais ou menos desde que a gente lançou, então tentar chegar a 100 mil acho que é o objetivo final do que a gente se propõe. A gente está sempre aberto a escutar o clube. O Pantaleão abriu a porta, o Tuma já abriu a porta, o Osmar (Stabile) conversou uma vez, mas a gente espera que 100 mil sejam suficientes sim. A eleição passada a gente teve 3 mil pessoas votando, acho que 100 mil são 33 vezes pelo menos o número de pessoas que votaram na eleição. Então, é um número significativo que deveria ser respeitado por quem comanda o Corinthians, principalmente um time de democracia”, disse.
Posteriormente, Chamatti justificou o motivo de a proposta entregue ao Corinthians ser não vinculante, isto é, não obriga o clube a realizar a operação de fato. Ele ressalta a importância da assinatura por parte do Alvinegro para que a SAFIEL vá ao mercado em busca da captação do dinheiro inicialmente proposto e, sendo assim, para que as dívidas da instituição sejam quitadas.
“É não vinculante de fato. O que isso quer dizer? O clube não tem compromisso. A gente já ouviu falar, você pode levantar um fundo captar esse dinheiro sem propósito, sim, mas a gente precisa que os bancos engajem para ajudar nessa captação, não é uma captação pequena. Então, os bancos engajarem, abordarem clientes, trazerem a massa corintiana para aportar, são dois bilhões e meio que a gente busca, então a gente precisa que o Corinthians autorize, e os bancos precisam disso. Mas é não vinculante, porque a partir do momento que a gente trouxer isso, a gente vai levar para o clube e aí que ele vai aceitar.”
“O que está descrito lá que tem uma confusão de leitura, é muito que caso o projeto avance, é aquilo que vai acontecer, caso ele seja aceito no momento. A única coisa que a gente está pedindo, não tem truque, a gente trabalha muito com transparência, então quem fala tem um truque de ter coisa vinculante, não existe isso. O que está sendo feito ali é um pedido de autorizar que a gente autorize bancos, por exemplo, a fazer essa captação e depois que vão ser discutidos, valuation, várias outras coisas vão ser discutidos no segundo momento. Eu entendo que o Parque São Jorge, que dirige na minha leitura, já entendeu isso, o problema é que se a gente captar o dinheiro fica muito difícil de segurar. Então, eles não querem nem dar esse passo, porque caso a gente chegue com dois bilhões e meio, resolve a dívida, resolve tudo, traz uma governança, aí fica mais difícil de segurar do que já está hoje“, finalizou.


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